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O ponto de partida do seu roteiro de viagem.

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O que fazer na Jordânia – Amã, Petra, Mar Morto, Wadi Rum e +

O que fazer na Jordânia – Amã, Petra, Mar Morto, Wadi Rum e +
Crédito: Paulo Basso Jr.


Há muito o que fazer na Jordânia, um dos países mais fascinantes em que já estive. A capital Amã costuma ser a porta de entrada do país, que abriga atrações como Petra, uma das sete maravilhas do mundo, Mar Morto e o incrível deserto de Wadi Rum.

Para conhecer esses e outros destinos, fiz um roteiro de sete dias a convite do Visit Jordan, o escritório oficial de turismo do país. Eu e um grupo de jornalistas viajamos acompanhado pelo guia Luay Hawas, que fala português e é fantástico.

É possível, porém, contratar pacotes de três dias (passando por Petra e Wadi Rum) ou quatro dias (incluindo o Mar Morto) que partem de Amã rumo a grandes pontos turísticos da Jordânia ou, ainda, estabelecer bases na capital e em lugares como Wadi Musa (Petra) e Aqaba, dos quais dá para reservar passeios nos arredores.

Para quem nunca fui, pode parecer um pouco complicado visitar um país com costumes tão destinos, mas acredite: é mais seguro e simples do que você pode imaginar. Neste post, vou contar em detalhes como foi meu roteiro na Jordânia e dar todas as dicas para você planejar sua viagem.

O que fazer na Jordânia

Paulo Basso Jr.
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Deserto de Wadi Rum fica alaranjado ao pôr do sol

Pouco mais de 400 km separam a fronteira norte da Jordânia, com a Síria, da sul, com a Arábia Saudita, e a maioria das atrações se concentra na parte oeste do território, perto de Israel. Assim, em uma única viagem é possível conhecer, sem grandes deslocamentos, os principais tesouros jordanianos.

Os destinos mais turísticos do país são repletos de atrações. Amã, por exemplo, tem mesquitas e souks (mercados árabes) incríveis, além de ficar próxima de Jerash, um sítio histórico repleto de ruínas romanas.

Da capital, é possível seguir para Madaba, cidade que dá acesso ao Monte Nebo, e explorar o Mar Morto, inclusive indo ao local em que Jesus foi batizado.

Mais ao sul está Petra, a maior atração da Jordânia, e Aqaba, que dá acesso ao Mar Vermelho e ao magnífico deserto de Wadi Run.

Abaixo, segue meu roteiro de sete dias na Jordânia. Mas, como disse, nada impede que você selecione alguns pontos de interesse, estabeleça base em um dos hotéis de Amã e feche pacotes de três ou quatro dias no país.

O que fazer na Jordânia  Roteiro de 7 dias
Dia 1 Amã
Dia 2 Jerash
Dia 3 Madaba – Mar Morto
Dia 4 Betânia do Além-Jordão – Wadi Musa (Petra)
Dia 5 Petra
Dia 6 Aqaba (Mar Vermelho)
Dia 7 Wadi Run

Antes de detalhar as principais atrações da Jordânia, porém, vale a pena saber um pouquinho mais sobre o país para se dar bem por lá.

Veja avaliações e preços de hotéis em Amã.

Onde fica a Jordânia

A Jordânia fica no Oriente Médio, na Ásia. O país faz fronteira com a Arábia Saudita a sul e a leste, o Iraque a nordeste, a Síria a norte e Israel a oeste. Além disso, a Jordânia tem uma pequena fronteira com o Mar Vermelho, ao sul, e a Cisjordânia a oeste.

A capital e maior cidade do país é Amã, que fica ao norte do território. É lá que fica o aeroporto que receber a maior parte dos voos internacionais.

Como ir à Jordânia

Não há voos diretos do Brasil para Jordânia. Assim, minha dica é usar um metabuscador como o da Vai de Promo para encontrar as melhores rotas para o país. Listando de acordo com os trajetos mais vantajosos e melhores valores, a plataforma mostra as opções mais indicadas na data de sua viagem.

Em geral, para chegar ao Aeroporto Internacional Queen Alia (AMM), você terá de fazer uma conexão em outro país do Oriente Médio, como Catar ou Dubai, ou ainda na Europa, em destinos como Istambul (Turquia), Londres e Paris (França).

Quando ir à Jordânia

Paulo Basso Jr.
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Inverno em Jerash, perto de Amã: o frio não costuma ser intenso na Jordânia

Abril e outubro são os períodos em que a temperatura fica mais amena na Jordânia. Em compensação, esses meses marcam a alta temporada, quando os preços sobem e os lugares mais procurados, como Petra, ficam cheios.

Uma boa alternativa é viajar durante o inverno no Hemisfério Norte (de dezembro a fevereiro), quando faz bastante frio à noite, sobretudo nas áreas mais altas ou desérticas, como Wadi Rum. Mas, em compensação, você será um dos poucos a perambular por Petra, mergulhar no Mar Morto e conferir o ponto do batismo de Jesus Cristo no Rio Jordão.

Documentos e visto

Paulo Basso Jr.
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Para entrar na Jordânia e conhecer Petra, por exemplo, é preciso tirar um visto eletrônico

Os documentos exigidos de brasileiros para entrar na Jordânia são passaporte válido por seis meses e visto, que pode ser obtido eletronicamente neste site.

Além disso, é recomendado fazer seguro viagem e reservar todos os passeios ainda no Brasil.

Seguro viagem Jordânia

Ao viajar para a Jordânia, não deixe de fazer um seguro viagem. Afinal, os custos com saúde fora do Brasil costumam ser caríssimos e todos estão sujeitos a imprevistos.

Minha sugestão é entrar neste comparador online, que vasculha as principais seguradoras de viagem em busca dos melhores preços, sem que você precise ficar entrando no site de cada uma delas. É uma mão na roda, eu não viajo sem fazer isso.

O grande lance é que você economiza e ainda ganha um tempão na hora de fechar o seguro viagem. Depois de fazer sua escolha, use o cupom ROTADEFERIAS20 na caixa “Cupom de desconto” e ganhe 20% de desconto.

Chip de Internet Jordânia

Confesso: não consigo viajar mais sem um chip de internet. Ficar conectado é imprescindível por vários aspectos: comunicação, segurança e praticidade. Nunca se sabe quando você precisará falar com alguém, consultar algum endereço, resolver algum problema ou garantir alguma reserva.

Existem várias opções no mercado, mas o serviço que eu mais gosto é o chip de viagem da Seguros Promo. Primeiro porque funciona bem na maioria dos lugares (em todo o mundo), e segundo porque o atendimento é ótimo. Eles têm até chips virtuais (eSim), o que facilita muito a vida na hora de instalar no telefone e usar. É realmente prático.

Não se esqueça de consultar os preços e contratar seu pacote antes de viajar. Negociei com eles, inclusive, um desconto de 15%. Basta usar o cupom ROTADEFERIAS15 para garantir o seu.

É seguro ir à Jordânia?

Paulo Basso Jr.
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Policiais em Jerash: eu me senti bastante seguro na Jordânia

Apesar dos conflitos no Oriente Médio, a Jordânia vive, na maior parte do país, em paz. Nas últimas décadas, houve apenas um atentado terrorista de grande escala em destinos turísticos, que deixou cerca de 70 pessoas feridas em Amã.

Por conta disso, os hotéis locais passaram a revistar as bagagens e todas as pessoas na entrada, mesmo que você esteja hospedado por muitos dias. Além disso, ao se aproximar da fronteira com Israel, no Mar Morto ou no Rio Jordão, por exemplo, é comum se deparar com barreiras policiais, que checam o propósito da visita.

De uma forma geral, porém, vivenciei um ambiente de bastante tranquilidade por lá.

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Costumes na Jordânia

Paulo Basso Jr.
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Nativos servem chá em Wadi Rum: os jordanianos são hospitaleiros

Para as mulheres, vale saber que a maioria das jordanianas usa túnicas e lenços na cabeça, mas roupas ocidentais são bem aceitas desde que se evitem shorts e saias curtas, bem como ombros estejam cobertos.

Outra questão interessante é em relação às bebidas alcoólicas. Como a Jordânia é laica, a venda e consumo do produto é liberada, mas uma vez que os mulçumanos não bebem, torna-se difícil achar cervejas ou vinhos nos restaurantes. O jeito, para quem gosta, é beber nos hotéis com bandeiras internacionais.

Neste link, você confere outros detalhes sobre os costumes na Jordânia. Vale a pena ler e seguir as regras para evitar dores de cabeça desnecessárias.

O que se come na Jordânia?

Paulo Basso Jr.
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Mesa com “entradinhas” em restaurante na Jordânia

Homus, iogurte com pepino, baba ghanoush, falafel, kibe, salada de agrião, tabule, molho de tomate com pimentão e pão folha à vontade. Essa é a típica “entradinha” servida por quase todos os restaurantes jordanianos.

Em geral, falta espaço na mesa e come-se muito (e muito bem) por lá. Mas esqueça esfiha e kibe frito: imagino que sejam especialidades de outras paragens, pois não os encontrei por lá.

De qualquer forma, não fez falta. Afinal, é preciso ainda reservar um cantinho no estômago para os pratos principais, como kebab (espetos de carne de boi, cordeiro e frango), kafta (em geral servida em forma de bife, grelhado ou com molho de tahine) e shawarma (o que os brasileiros costumam chamar de kebab, uma mistura de carne de cordeiro feita como um churrasco grego servida no meio do pão).

Outro prato típico é o mansaf, feito de cordeiro cozido em molho de iogurte fermentado seco e servido com arroz. De sobremesa, há baklava (um tipo de torta com nozes), raleu (feito com mel, açúcar e pasta de gergelim) doces com mel e flans com água de rosas (que têm um estranho gosto de sabonete).

Para completar, é servido café com cardamomo ou chá. E não estranhe se virem à mesa narguilés, os tradicionais cachimbos de água oriental.

Confira aqui mais detalhes sobre os principais pratos servidos na Jordânia.

Roteiro na Jordânia

Paulo Basso Jr.
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Formação rochosa em Wadi Rum, uma das atrações da Jordânia

Chegou a hora de explorar as principais atrações da Jordânia, partindo de Amã, a capital, até chegar ao deserto de Wadi Rum, nas imediações de Aqaba. No meio do caminho está a grande joia do país: Petra.

Veja como foi minha viagem e quais pontos turísticos eu recomendo incluir no seu roteiro pelo país.

Dia 1 – Amã 

Paulo Basso Jr.
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Vista desde a Cidadela, em Amã

Apelidada de Cidade Branca pelo tom alvo das casas simples que se descortinam pelas colinas da região, Amã, na verdade, também é dourada. Ao menos no fim do dia, quando os raios do sol reluzem nas construções monocromáticas da cidade e criam uma espécie de efeito sépia natural na paisagem.

Um bom lugar para observar essa variação de cores é a Cidadela. No alto de uma montanha, o local guarda ruínas romanas, bizantinas e islâmicas.

Enquanto passeia entre o que sobrou das colunas coríntias que sustentavam igrejas e templos históricos, como o de Hércules, construído durante o reinado do imperador romano Marco Aurélio (entre os anos 161 e 180), você tem acesso a mirantes dos quais é possível observar boa parte da cidade – destaque para a vista do antigo Teatro Romano, com capacidade para 6.000 pessoas e que está aberto até hoje.

Souks e mesquitas

Paulo Basso Jr.
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Mesquita Rei Abdullah I

Melhor do que ver Amã do alto, porém, é caminhar no labirinto de ruas comerciais da capital. Se o alfabeto árabe, o vaivém caótico de pessoas e o lixo que infelizmente se espalha em muitos pontos assusta no início, a cordialidade dos jordanianos, o burburinho das joias e a profusão de cores e aromas emanados das lojinhas logo deixam o visitante à vontade.

Aos poucos, até mesmo as preces que ecoam cinco vezes por dia dos minares das mesquitas da cidade – como a belíssima Rei Abdullah I, pontuada por uma imensa cúpula azul –, convidando as pessoas a rezarem, passam a fazer parte do cotidiano de quem chega de fora.

E foi assim, perdido em meio aos lenços vermelhos e brancos usados como turbantes pelos homens e às pashminas coloridas que vestem as mulheres, além dos aromas de café com cardamomo (orgulho nacional) e tâmara, que fiz minhas compras: uma camisa da seleção de futebol da Jordânia e algumas especiarias, um jogo de chá, mirra, cosméticos e uma pequena lâmpada do Aladim para meu sobrinho.

Em todas as lojas dos souks de Amã, como o Mango, o Al-Sukar e o Ayyadi Al Hussien, a fórmula se repetiu. Um chá (muito bom) foi servido, o vendedor pediu para eu sorrir antes de anunciar o preço, eu comecei a barganhar, entramos em um longo processo de negociação e, pronto: negócio fechado.

Só não deu para comprar mais porque logo descobri que o dinar jordaniano, a moeda local, é valioso perante o real e nada é muito barato por lá. Além disso, eu precisava economizar, pois havia outros tesouros a serem descobertos no país…

Veja como fazer um tour gratuito em Amã.

Onde comer em Amã

Durante minha rápida passagem por Amã, decidi provar comidinhas de rua nos souks e adorei. Dessa forma, acabei indo a apenas um restaurante mais badalado, o Levant Restaurant, que serve ótimos risotos e shawarma (carne de cordeiro no espeto). Recomendo.

Onde ficar em Amã

A oferta de hotéis em Amã é ampla e dá para achar desde opções luxuosas até mais em conta. Vou deixar aqui três sugestões de hospedagem na capital da Jordânia:

  • Grand Hyatt Amman – Foi aqui que eu fiquei. Bem localizado, este hotel cinco estrelas tem quartos confortáveis, muitos deles com vista para a mesquita Rei Abdullah I, uma das mais bonitas da capital jordaniana.
  • New MerryLand Hotel – Este hotel tem bons preços e fica na região central. Os quartos são pequenos, porém confortáveis.
  • Shams Alweibdeh Hotel Apartments – Este é um bom achado. Perto do centro, tem ótimas avaliações no Booking.com.

Dia 2 – Jerash

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Jerash

A partir de Amã é possível fazer uma série de passeios pela Jordânia. O mais indicado é contratar tours fechados com guias ou em sites como CivitatisGetYourGuide, que oferecem diversas reservas online. Assim, fica mais fácil chegar aos pontos turísticos e ganhar tempo.

Um dos bate-voltas mais recomendados a partir da capital jordaniana é o que segue para a cidade de Jerash, localizada pouco mais de 50 km ao norte da capital. Para quem gosta de história, o local é um prato cheio.

Jerash é uma das cidades provinciais do Império Romano mais bem preservadas do mundo, em pleno Oriente Médio.

Há muito que ver por lá, como o Arco de Adriano, que marca uma das entradas do antigo povoado; o Hipódromo, que tinha capacidade para 15 mil pessoas e onde ainda são realizadas apresentações; e o Templo de Zeus, que dá vista para a imponente Alameda das Colunas.

Teatros Norte e Sul

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Teatro Norte, em Jerash

Nada chama mais a atenção, porém, do que os teatros Norte e Sul. Neste último, homens trajados com uma vistosa túnica caqui presa a cintos e coletes vermelhos e com o famoso turbante vermelho e branco na cabeça, tal como os patrulheiros do deserto jordaniano, tocam músicas típicas e pousam para fotos.

No fim do dia, caso tenha contratado um passeio ou esteja viajando com um guia, você voltará a Amã, onde dá para jantar e descansar antes de seguir viagem para outros pontos turísticos da Jordânia.

Veja aqui informações e valores do tour de Amã para Jerash.

Dia 3 – Madaba – Mar Morto

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Mosaico no piso da Igreja Ortodoxa Grega de São Jorge

No terceiro dia do meu roteiro na Jordânia eu deixei o hotel em Amã e viajei para Madaba (pronuncia-se Mádaba), localizada a 45 minutos da capital.

Conhecido como Cidade dos Mosaicos, o local abriga a Igreja Ortodoxa Grega de São Jorge, em cujo chão há um mapa bizantino do século 6º, que representa a visão de Moisés da Terra Santa. São aproximadamente 25 metros quadrados de desenhos formados por milhões de pedacinhos de pedras coloridas, tudo em estado original.

Monte Nebo

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Vista da Terra Santa desde o Monte Nebo

Ainda melhor que ver o mosaico é subir o Monte Nebo para observar a Terra Santa para valer. São 20 minutos de caminhada leve até o cume, do qual é possível ver o Vale do Jordão, o início do Mar Morto e, nos dias em que o céu está mais aberto, sobretudo em abril e outubro, algumas cidades israelenses, entre elas Jerusalém e Jericó.

O Monte Nebo é muito visitado por peregrinos, pois ali Moisés teria morrido e sido enterrado após avistar a Terra Prometida na reta final do êxodo. Por isso, há uma moderna cruz de bronze no local, além de uma igreja-memorial repleta de mosaicos.

Loja de artesanato

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Artesã na Jordan Jewel Art & Mosaic, em Madaba

Antes de ir embora de Madaba, vale a pena dar uma paradinha na loja Jordan Jewel Art & Mosaic. Lá, é possível ver artesãos fazendo obras de mosaico e depois, comprá-los. De simples azulejos a mesas de jantar, há um pouco de tudo nas salas e prateleiras repletas de peças coloridas. A loja também oferece objetos em marchetaria, lembrancinhas e os desejados cosméticos do Mar Morto, tidos como um dos melhores do mundo.

Caso queria comprar algo grande – e caro, como os tapetes de seda que custam R$ 75 mil –, basta pedir para que eles entreguem o produto no Brasil.

“Fazemos parte de um programa de filantropia financiado pela rainha Rania da Jordânia, então podemos oferecer esse benefício”, explica a gerente Anas Bani Hani, que arranha um bom português. “Diversos brasileiros famosos fizeram compras aqui, como a atriz Giovanna Antonelli”, completa orgulhosa.

De Madaba, eu segui para a região do Mar Morto, onde dormiria. Quem quiser, porém, pode fazer passeios para a cidade, incluindo o Monte Nebo, e voltar para Amã. Aqui você confere os detalhes e valores.

Onde comer em Madaba

Na hora de almoçar em Madaba, siga para o Haret Jdoudna.Eu babei neste restaurante, que serve pratos deliciosos, como cogumelos com azeite e alecrim, em um quintal de um antigo casarão da região

Mar Morto

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Dá para ver a concentração de sal no Mar Morto

Madaba é ligada ao Mar Morto por uma estrada cênica, cheia de curvas a partir das quais é fácil avistar ovelhas às margens da pista e ficar de queixo caído diante do visual do Vale do Jordão.

Uma vez no litoral, situado a pouco mais de 400 metros abaixo do nível do mar, não há cidades – é muito difícil viver ali durante o verão, quando a temperatura atinge mais de 50ºC –, mas uma sequência de resorts estrelados nos quais vale, e muito, se hospedar por uma ou duas noites. Eles ficam na região de Sowayma.

Só assim é possível curtir todos os tons que as águas cercadas de montes rochosos apresentam do nascer ao pôr do sol: azul, verde, rosa, vermelho, amarelo, laranja. Melhor ainda é dividir o tempo entre as piscinas infinitas e a praia. Ou melhor, o mar, já que a praia em si não tem nada demais, com areias escuras e cheias de pedras e sal grosso.

Não afunda

Arquivo pessoal
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Boiando sem esforço no Mar Morto

Já as águas… Entrar no Mar Morto é como ver neve pela primeira vez. Uma experiência inesquecível. A água é cristalina, morna e oleosa. E, de tanto sal (mais de 33% de sua composição), não permite que você afunde. Sem o menor esforço, todo mundo fica lá boiando. Até mesmo quem não sabe nadar.

Há quem pegue um livro para ler enquanto está deitado na água. Ou um jornal. Eu preferi relaxar e ficar apenas admirando a paisagem, olhando ora para o lado de Israel, ora para o da Jordânia. E também para o céu, o mesmo em que, naquela noite, eu veria passar uma linda estrela cadente.

Na praia, um segurança jordaniano, todo simpaticão, recomendava aos banhistas a não nadarem, já que um possível contato da água salina com a boca ou os olhos causa grande irritação. Além disso, exibia um pote cheio de lama, que os turistas usavam para besuntar o corpo. Tudo graças aos tais minerais milagrosos do Mar Morto.

Diante de todo esse espetáculo, foi difícil não indagar como um lugar em que não há vida e onde sequer barcos podem navegar pode ser tão fascinante, a ponto de me fazer voltar para o quarto do hotel andando de costas, contemplando o espetáculo. Afinal, era fim de tarde, e a variação de cores na água torna-se ainda mais exuberante durante o pôr do sol.

Onde ficar na região do Mar Morto

belíssimos hotéis na área de Sowayma, que fica às margens do Mar Morto. Eles também abrigam os restaurantes locais. Veja algumas opções.

  • Dead Sea Marriott Resort & Spa – Esta foi minha escolha. Com piscinas de borda infinita e alguns quartos com varandas voltadas para o litoral, este é um dos melhores resorts da região do Mar Morto no lado da Jordânia.
    Kempinski Hotel Ishtar Dead Sea –  O hotel mais luxuoso da região é impressionante. Das piscinas ao quarto, dos restaurantes à estrutura na praia, tudo parece perfeito por lá.
    Dead Sea Spa Hotel – Uma opção mais em conta, mas assim com ótima infraestrutura para quem deseja pernoitar na região.

Dia 4 – Betânia do Além-Jordão – Wadi Musa (Petra)

Paulo Basso Jr.
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Local de batismo de Jesus Cristo, na Betânia do Além-Jordão

Dói deixar as praias do Mar Morto para trás, mas quem se hospeda nos badalados resorts do pedaço tem a oportunidade de conhecer outros pontos turísticos da região. O mais procurado deles é a área bíblica apontada como Betânia do Além-Jordão.

Localizada no território oposto a Jericó, na divisa entre a Jordânia e Israel, onde corre o Rio Jordão, o sítio histórico do lado jordaniano foi identificado como o ponto em que João Batista vivia e teria batizado Jesus Cristo.

Igrejas bizantinas descobertas na região a partir de escavações iniciadas em 1996 são usadas como provas pelos historiadores para indicar o ponto exato do batismo.

Para chegar lá, é preciso caminhar por cerca de cinco minutos por uma trilha chamada de Alameda dos Tamarindos. Ao final dela, avista-se um poço natural curiosamente seco, já que a água do Rio Jordão, que era mais alto e desaguava naquele espaço antigamente, não tem mais força para chegar até lá.

Pequenas construções de pedra e madeira – as tais igrejas bizantinas – cercam o poço, ligado às áreas superiores por escadas. Não é permitido entrar nele, mas basta caminhar alguns metros para alcançar à margem atual do Jordão.

Rio Jordão

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Fiel se banhando no Rio Jordão a partir da margem de Israel

Quando cheguei lá, não havia ninguém do lado jordaniano (a não ser um guarda), mas na margem israelense, a poucos metros de distância, diversos peregrinos vestidos com batas brancas colocavam as mãos e a cabeça na água antes de mergulharem de uma vez.

Como o rio é poluído, foi inevitável comparar a cena com a dos fiéis indianos se banhando no Ganges, na Índia. No fim, achei por bem colocar também as mãos na água, para garantir.

De volta à estrada, no sentido sul, o Mar Morto volta a tomar conta da paisagem e exibir suas cenas de carta-postal, com praias de sal grosso e paredões rochosos sinuosos que ficam brancos antes de se esconderem nas águas azul-esverdeadas. Parar por lá para fazer algumas fotos seria uma boa se não fossem os mosquitos que infestam a região.

Santuário de Ló

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Santuário de Ló

Por isso, deixe para disparar cliques apenas em frente ao Santuário de Ló, onde fica um pilar de sal seco que espeta o céu a partir de uma colina. Reza a lenda que a formação geográfica é, na verdade, os restos da mulher de Ló, que assim ficou depois de desobedecer à advertência de Deus para não olhar para trás quando fugiu de Sodoma.

Aqui, vale dizer que quem deseja visitar apenas a Betânia e o Mar Morto também encontra excursões de bate-volta a partir de Amã. É o caso deste tour oferecido pela Civitatis. Eu, porém, segui viagem rumo ao sul.

Wadi Musa (Petra)

Paulo Basso Jr.
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Wadi Musa é a cidade base para quem vai à Petra

Estava difícil conter a ansiedade do grupo em relação à próxima etapa da viagem. Isso porque naquela noite, enfim, dormiríamos em Petra, já a 235 km ao sul de Amã e em uma região bem mais alta que o Mar Morto.

O sítio histórico fica, na verdade, ao lado de Wadi Musa. É nesta pequena cidade que se concentra toda a estrutura local, com lojas, restaurantes e os melhores hotéis da região. Este, porém, é assunto para o dia seguinte.

Onde comer em Wadi Musa

Jantei no Petra Kitchen, que fica na avenida principal de Wadi Musa. O grande barato por lá é que dá para entrar na cozinha e preparar a própria comida sob a gerência de chefs.

Para quem não quiser participar da experiência mas, mesmo assim, está interessado em comer pratos autênticos da região, o Alqantarah Restaurant é uma boa opção.

Onde ficar em Wadi Musa (Petra)

Veja algumas opções de hotéis em Wadi Musa, a cidade base para quem vai visitar Petra.

  • Movenpick Resort Petra – O hotel mais luxuoso da cidade fica a poucos passos da entrada do sítio histórico de Petra. Nem precisava, mas os quartos são ótimos, e o café da manhã, uma delícia. Passei uma noite por lá e queria ter ficado mais.
  • The RN Hotels – Opção intermediária de preços, com quartos confortáveis e que fica pertinho da entrada de Petra.
  • Over Mountains Hotel – Hotel muito bem avaliado e com boa localização em Wadi Musa. Também fica próximo da entrada do sítio histórico de Petra.

Dia 5 – Petra

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Petra é uma das sete uma das maravilhas do mundo

Petra não foi eleita uma das sete maravilhas do mundo à toa. A cidade foi totalmente esculpida na face de rochas enormes pelos nabateus, civilização árabe que se instalou ali há mais de 2.000 anos.

O lugar era muito rico, pois ficava em um entroncamento comercial estratégico pelo qual passavam as rotas da seda e de especiarias, no caminho que ligava a China, a Índia e o sul da Arábia com o Egito, a Síria, a Grécia e Roma.

Foi a influência das civilizações do norte que levou os nabateus a esculpirem de forma espetacular tumbas e templos grego-romanos nas enormes rochas de calcário rosado que se descortinam pela região.

Assim como Machu Picchu, no Peru, ou Chichén Itzà, no México, Petra é um sítio histórico fechado. Para quem se hospeda em Wadi Musa, como eu fiz, minha dica é contratar um tour guiado (veja aqui informações e valores).

Dá para ir por conta, também, mas é complicado identificar tudo e você acaba perdendo metade da magia. Depois de atravessar o mundo, algumas economias não compensam.

Outra dica: quem quiser pode seguir para o sítio histórico a bordo de cavalos ou charretes, mas é muito melhor ir a pé. O caminho até a entrada de Petra é fascinante e, andando, você tem mais oportunidade de observar os detalhes e se preparar para o que encontrará mais à frente.

Siq

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Siq, em Petra

Após passar por algumas tumbas e blocos enormes de pedra, muitos deles com formatos semelhantes a animais, alcança-se a entrada do siq. Aí, a aventura começa de verdade.

O siq é um desfiladeiro com paredões de até 100 metros de altura, ora mais largos, ora bem estreitos. O caminho de 1,2 km é incrível, com as rochas se exibindo em tons vermelhos, amarelos, pretos e brancos, fazendo curvas como se estivessem dançando.

Al Khazneh (Tesouro)

Paulo Basso Jr.
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Petra

A expectativa aumenta a cada passo até que, por uma fresta, avista-se ele: o Al Khazneh, mais conhecido como Tesouro. Isso mesmo, a principal edificação de Petra é quem dá as boas-vindas aos visitantes.

Impecável, a fachada de 39 metros de altura por 25 de largura com colunas greco-romanas esculpidas na rocha mantém-se preservada até hoje, já que canais foram erguidos sobre as pedras para desviar as águas da chuva e impedir a erosão.

Além disso, Petra ficou “escondida” do ocidente desde o século 14, após seu declínio financeiro, até 1812, quando o explorador suíço Johann Ludwing convenceu o seu guia a levá-lo à “cidade perdida” e se fingiu de árabe para não ser impedido de prosseguir pelos beduínos que protegiam a região. Sábia decisão!

O clima à la Indiana Jones é tão inevitável em Petra que lá foi filmada a sequência final de “A Última Cruzada”, o terceiro filme da saga. A cara embasbacada que Harrison Ford e Sean Connery fazem ao avistarem o Tesouro é mais ou menos a mesma de todos os turistas e também dos beduínos que invadiram a cidade em épocas remotas e assim batizaram o prédio principal por acreditarem que lá havia riquezas acumuladas.

Eles estavam errados, bem como Indiana e sua turma. Diferentemente do que mostra o filme, não há grandes corredores dentro da edificação, e sim salões com tumbas. Afinal, o Tesouro é um sarcófago.

Tumbas Reais

Paulo Basso Jr.
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Interior de uma tumba real, em Petra

Desde 2006, não é permitido aos turistas entrar nele, mas em outra área de Petra existe uma sequência de prédios escavados chamada de Tumbas Reais, cujo interior, de livre acesso, é muito parecido com o do prédio principal da cidade. Manchas coloridas de calcário raspado enfeitam o teto desses ambientes criando efeitos muito bonitos.

Entre 9h e 10h a luz do sol chega à fachada do Tesouro e a deixa ainda mais bonita. Nessa hora, porém, o local costuma estar lotado e o que mais se vê são turistas posando em dromedários. Achei melhor deixar quieto e explorar a cidade de pedra na qual, acredita-se, moraram cerca de 40 mil pessoas.

Monastério e Petra by Night

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Petra by Night: velas são acesas em frente ao Tesouro

Depois de passar por um belíssimo teatro antigo, mirantes, templos, barraquinhas que vendem lembrancinhas, um punhado de dromedários e burros, além de muitas, muitas tumbas, chega-se ao Centro de Visitantes, onde há dois restaurantes.

Ali pertinho está a escadaria de mais de 800 degraus que leva até a segunda edificação mais importante da cidade: o Monastério, um impressionante templo de 50 metros de largura por 45 de altura, esculpido em um paredão.

A trilha é puxada, mas vale o esforço. Afinal, você chegou até Petra, o sonho de todo viajante. E para sonhar acordado, você ainda pode voltar à cidade durante a noite, quando o siq e o Tesouro são iluminados por 1.800 velas. A experiência, chamada Petra by Night, rola as segundas, quartas e quintas, das 20h30 às 22h.

Veja informações e valores do tour em Petra.

Dia 6 – Aqaba (Mar Vermelho) 

Paulo Basso Jr.
O que fazer na Jordânia – Amã, Petra, Mar Morto, Wadi Rum e +
Mesquita Sharif Ali bin al-Hussein, em Aqaba

Pouco mais de 100 km ligam Petra a Aqaba, a janela da Jordânia para o Mar Vermelho. Com hotéis de estilo internacional, o balneário com ares ocidentais só faz o visitante lembrar que está no Oriente Médio quando se avista a mesquita Sharif Ali bin al-Hussein e o letreiro em árabe do McDonald’s.

Isso sem contar, é claro, o mercado mais famoso do pedaço, chamado Souk by the Sea. Não deixe de bater perna por lá e visitar a loja Al Baba Spices, que se não tem os melhores preços do mundo, atrai pela simpatia e pelas peripécias do proprietário na hora de oferecer e preparar temperos prontos com especiarias.

Mar Vermelho

Paulo Basso Jr.
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Passeio de barco no Mar Vermelho

Banhada pelo Mar Vermelho, Aqaba conta com praias bonitas e ótimos pontos de mergulho. Para quem é mais experiente, dizem que poucos lugares no mundo são tão fascinantes.

Afinal, lá vivem corais repletos de peixes coloridos e a visibilidade costuma ser excelente. Aqui, você confere informações e valores a respeito de mergulho com cilindro no Mar Vermelho.

Como não tenho licença pra mergulhar, optei por fazer este tour de barco com snorkel e uma espécie de churrasco árabe servido a bordo. E adorei.

Quádrupla fronteira

Paulo Basso Jr.
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Bandeira da Revolta Árabe

Durante o passeio, enquanto provava carne de cordeiro grelhada com ótimas saladas, pude observar, de uma só vez, trechos do litoral de Arábia Saudita, Egito, Israel e Jordânia, este último marcado pela presença de uma grande bandeira da Revolta Árabe.

Para os entusiastas de história – e cinéfilos –, essa revolução faz lembrar o nome de T. E. Lawrence, oficial do exército britânico cujas façanhas tornaram-se populares graças ao filme Lawrence da Arábia (1962).

Durante o levante ocorrido na região durante a Primeira Guerra Mundial, Lawrence se estabeleceu no deserto de Wadi Rum, a 50 km de Aqaba, cujos cenários classificou como “vastos, ecoantes e divinos”. Fiquei entusiasmado ao saber disso, pois é para lá que eu seguiria no dia seguinte.

Minha base, porém, continuaria sendo Aqaba, mesmo porque é lá que ficam os melhores hotéis da região.

Onde comer em Aqaba

Veja algumas dicas de hotéis em Aqaba, o lugar ideal para quem deseja explorar o Mar Morto e o deserto de Wadi Rum, na Jordânia.

  • InterContinental Aqaba – Situado a 10 minutos de caminhada do centro comercial de Aqaba, este resort conta com ótimas piscinas, que ficam de frente para a melhor praia particular da região. Foi lá que me esbaldei ao voltar do tour de barco no Mar Vermelho.
  • BRATUS Hotel Aqaba – Este hotel fica bem localizado, no Centro, e tem bons preços. Vale a consulta.
  • Aquavista Hotel & Suites – Muito bem avaliado e com ótimo custo-benefício, este hotel é mais uma opção boa para quem pretende se hospedar em Aqaba,

Dia 7 – Wadi Rum 

Paulo Basso Jr.
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Tour de 4×4 em Wadi Rum

No último dia da viagem, acordei em Aqaba ansioso para o passeio em veículos 4×4 no deserto de Wadi Rum. Como este tour é muito procurado, minha dica é reservá-lo com antecedência, o que pode ser feito aqui.

Wadi Rum é um lugar fantástico, que conta com dunas enormes, pontes naturais e uma série de escarpas rochosas monolíticas que se erguem do chão até alcançarem quase 2.000 metros de altura.

O auge do tour se dá durante o pôr do sol, quando os guias fazem uma fogueira com gravetos para preparar chá e servi-lo aos turistas. Ali, sentado, bebericando a iguaria, é incrível ver como as areias e pedras enormes vão ganhando tons alaranjados que Photoshop nenhum é capaz de reproduzir.

Acampamento no deserto

Paulo Basso Jr.
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Jantar com música e narguilé no Captains Desert Camp

Depois do espetáculo da natureza, a pedida é jantar em acampamentos beduínos como o Captains Desert Camp, que também funciona como hotel. O cardápio inclui aperitivos árabes, carnes enterradas e narguilé para ser fumado em volta de fogueiras, já que faz muito frio à noite. Às vezes, músicos aparecem e animam os forasteiros com canções árabes.

Também dá para passar a noite nas tendas do hotel, que mais parecem quartos de cinco estrelas. Ou, então, voltar Aqaba, onde inevitavelmente você se perguntará por que demorou tanto para descobrir a Jordânia, um país que em vez de mísseis e bombas cortando o céu, como muitas pessoas equivocadamente supõem, o exibirá, no máximo, uma estrela cadente assim que você olhar para cima.

Veja informações e valores do tour de Aqaba para Wadi Rum.

O que você precisa saber antes de ir à Jordânia

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Monastério, em Petra

Quando planejo minhas viagens para destinos como a Jordânia, recorro a uma série de ferramentas de auxílio antes mesmo de fazer as malas. Assim, consigo comprar passagens aéreas mais baratas, alugar carros e reservar hotéis, bem como passeios, transfers e ingressos para atrações, com mais segurança e pagando menos.

É imprescindível também fazer um seguro viagem e comprar um chip de internet. Assim, você evita os gastos absurdos cobrados com saúde no país, caso algo fuja do previsto, e consegue usar internet ou telefone para se comunicar com quem está no Brasil, checar e-mails, postar fotos no Instagram, usar o WhatsApp e tudo mais.

Já fez a reserva da passagem aérea?

Para não ficar perdendo tempo entrando em um monte de site de companhia aérea, uso a plataforma Vai de Promo na hora de comprar passagens. Gosto dela pelo fato de indicar as principais rotas disponíveis e listar, de forma automática, os melhores preços.

Onde ver preços: Vai de Promo

Sabe onde ficará hospedado?

Uma boa dica para encontrar hotéis e consultar avaliações de quem já foi é usar o Booking.com. O site tem sempre boas ofertas e permite fazer reservas de forma prática e rápida. Eu indico, sobretudo, hotéis, pousadas e casas de aluguel que permitem pagamento apenas na chegada ao destino.

Onde ver preços e avaliações: Booking.com

Já garantiu o seguro viagem?

Indico de longe a plataforma da Seguros Promo, um metabuscador que vasculha as principais seguradoras de viagem do Brasil em busca dos melhores preços, sem que você precise ficar entrando no site de cada uma delas. Assim, dá para economizar e ainda ganhar um tempão. Use o cupom abaixo para garantir descontos.

Onde consultar: Seguros Promo (cupom ROTADEFERIAS15 para 15% de desconto)

Pediu o chip viagem para usar internet ilimitada?

Jamais deixo de adquirir um chip viagem internacional, que permite acesso à internet durante o passeio. O custo proporcional à viagem é superbaixo, e o serviço, ótimo. Testei várias opções e costumo usar os chips da America Chip ou da Seguros Promo, que têm ótimo atendimento e nunca me deixam na mão. Ambos, inclusive, têm planos de eSim.

Onde pedir: America Chip (cupom ROTADEFERIAS para 10% de desconto) e Seguros Promo (cupom ROTADEFERIAS15 para 15% de desconto).

Vai alugar carro? Reserve com antecedência

Uma das escolhas mais difíceis na hora de viajar é identificar o meio de transporte que usará no destino. Se a ideia é alugar carro, a dica é sempre fazer reserva com antecedência. Sugiro o comparador online da Mobility que, com uma única pesquisa, exibe os melhores valores de locadoras confiáveis. Vale a pena.

Onde reservar: Mobility

Reservou os ingressos das atrações?

Não tem nada mais frustrante do que viajar e não conseguir entrar numa atração por falta de reserva. Por isso, ao definir nossos roteiros, garanto tudo com antecedência. Existem ótimos serviços, como  CivitatisGetYourGuide, que oferecem não apenas tíquetes de pontos turísticos, mas também de eventos, parques temáticos e até mesmo transfers.

Onde reservar:  CivitatisGetYourGuide

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