• Crédito: Alexandre Diniz SPTuris/Divulgação
    Mosteiro de São Bento
  • Crédito: SPTuris/Divulgação
    Centro de São Paulo
  • Crédito: Caio Pimenta/SPTuris/Divulgação
    Catedral da Sé
  • Crédito: André Stefano/SPTuris/Divulgação
    Museu do Ipiranga

7 DIAS EM SÃO PAULO

PERCA-SE EM MEIO AO VAIVÉM DE MAIS DE 11 MILHÕES DE HABITANTES DA “PAULICEIA DESVAIRADA”

1 º dia

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Avenida Paulista e Jardins

– Comece o roteiro na Avenida Paulista, o maior símbolo de São Paulo, cultuado e festejado ao longo dos seus 2,8 km, desde o Paraíso até a Consolação. É nesta espinha dorsal de Sampa que estão as sedes dos maiores bancos, galerias de arte, cinemas, teatros e o prédio da Fiesp, em formato piramidal. Três importantes vias passam pela Paulista: Brigadeiro Luís Antônio, Nove de Julho e Rebouças.

– Se você não está interessado em fazer negócios, siga direto ao Masp, o maior museu da América Latina. Fundado em 1947 por Assis Chateaubriand, reúne cerca de 8.000 peças de arte ocidental, desde o século 4 a.C. até o dias de hoje. Entre as pinturas, obras-primas das escolas Italiana, Espanhola, Inglesa e Francesa. A arte brasileira, por sua vez, é muito bem representada por nomes do quilate de Portinari, Victor Brecheret e Anita Malfatti, entre outros. Às terças, a entrada ao museu é gratuita. Mas vale ir de domingo para conferir a Feira de Antiguidades realizada no Vão Livre do Masp.

– Depois de tamanho êxtase visual, siga até o Conjunto Nacional, que ocupa um quarteirão inteiro entre as ruas Augusta e Padre João Manuel. Exposições e mostras de arte dividem o espaço do piso térreo com cinemas, livrarias, cafés e lojas para todos os gostos.

– Não deixe de dar uma folheada nas publicações da Livraria Cultura e, depois, saia do Conjunto Nacional e desça até os Jardins para conferir as vitrines, galerias de arte e restaurantes do badalado bairro paulistano.

– Dá para passar uma tarde inteira ali, no Jardins, mas vale acelerar o passo para ter tempo de esticar a noite em uma das danceterias da Rua Augusta, que vem roubando a cena e atraindo o público descolado que antes se concentrava no circuito Itaim-Vila Olímpia.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
2 º dia

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Centro Histórico

– Depois de respirar os ares de modernidade da Avenida Paulista, é hora de retroceder no tempo para conferir a riqueza histórica da capital bem ao estilo de antigamente: a pé. O ponto de partida é o Marco Zero da Praça da Sé, no Centro. De qualquer parte da cidade é possível tomar o metrô e descer ali, na Estação Sé da Linha Azul, bem ao lado da imponente Catedral Metropolitana. Vá de tênis para facilitar a caminhada e inicie o passeio por volta das 9h, para aproveitar bastante o dia.

– Como o trajeto dura cerca de três horas, deixe para visitar a igreja no retorno, por volta das 12h, e siga direto ao Solar da Marquesa, na Rua Roberto Simonsen, 136. Foi lá que morou D. Maria Domitília de Castro Canto e Mello, a marquesa de Santos. A famosa amante do imperador Dom Pedro I organizou diversos bailes e saraus no local em meados do século 19. Hoje, é possível encontrar por lá utensílios domésticos, parte do mobiliário e até mesmo a banheira usada pela marquesa, além de um acervo de fotos antigas de São Paulo.

– Próximo do Solar está o Pateo do Collegio. Fundada em 1554 pelo Padre Manuel da Nóbrega, a construção abriga hoje um museu com objetos de José de Anchieta, réplicas de esculturas guaranis do século 17 e uma pia batismal com quase 500 anos. No jardim, fica o único vestígio original da época – uma parede de taipa protegida por um vidro – e o charmoso Café do Pateo.

– Tome um expresso e depois siga até a Rua XV de Novembro, principal via do Triângulo – o ponto de encontro da sociedade paulistana na segunda metade do século 19 –, formando ainda pelas ruas São Bento e Direita.

– De lá, são apenas quatro minutos de caminhada até o Centro Cultural Banco do Brasil, palco de exposições temporárias, peças de teatro e sessões de cinema com filmes alternativos. Observe o lindo vitral da claraboia e a arquitetura do prédio, que mescla os estilos neoclássico e art nouveau.

– Mais alguns minutos de caminhada e chega-se ao Largo São Francisco. A famosa faculdade de Direito funciona na região desde 1827, e o local ainda abrange os prédios do convento de São Francisco (1647) e da Igreja da Ordem Terceira da Penitência (1783), formando um dos conjuntos em estilo rococó mais expressivos da cidade.

– Retome a caminhada pela Rua Riachuelo e, em dez minutos, estará de volta à Sé para finalmente adentrar a catedral em um de seus momentos mais emocionantes: todos os dias, às 12h e às 18h, os 61 sinos da edificação ressoam pelos quatro cantos do Centro, causando uma vibração sonora empolgante para quem está dentro da igreja. Aproveite também para visitar a cripta, capela subterrânea que guarda o túmulo de vários personagens da história paulista, como o cacique Tibiriçá.

– Depois, retorne ao metrô da Sé e desça na estação seguinte, a São Bento. O Café Girondino, em frente ao largo, serve ótimos grelhados e massas. E é ali que fica a famosa Basílica Nossa Senhora da Assunção e Mosteiro de São Bento, onde é possível comprar doces deliciosos preparados pelos monges da abadia. O chamado Pão de São Bento e o Bolo Santa Escolástica, de maçã e nozes, são dois must have da abençoada confeitaria.

Perto dali, no número 508 da Rua Líbero Badaró, o Café Martinelli Midi desponta como boa opção para o almoço. E pensar que o Edifício Martinelli, erguido entre 1922 e 1930, já foi o prédio mais alto de Sampa, com 27 andares…

– Mais dois minutos de caminhada pela Rua XV de Novembro e avista-se outro ícone paulistano: o prédio do Banespa, que oferece vista de 360 graus da cidade bem no ponto mais alto do centro. Oficialmente chamado de Altino Arantes, o edifício dá acesso à Av. São João. É hora de seguir então por ela até o cruzamento mais famoso de São Paulo, com a Av. Ipiranga, eternizado por Caetano Veloso ao gravar, em 1978, a música Sampa.

– Uma quadra à esquerda e se alcança a Praça da República, vigiada pelo soberano Edifício Itália, outro ícone da cidade. No seu 41º andar (no total, o prédio tem 44 andares) está o restaurante Terraço Itália, de onde se tem uma vista inesquecível de São Paulo. O lugar é perfeito para passar o fim da tarde, tomar um drinque ou um suco e emendar um jantar em alto estilo.

– Outra opção para aproveitar a noite no Centro é seguir na direção do Viaduto do Chá, onde dá para avistar o Vale do Anhangabaú, conhecer o Shopping Center Light e encerrar o dia em grande estilo assistindo a uma peça no lendário Theatro Municipal. Vale a pena, antes da viagem, conferir a programação no teatro e reservar uma noite para assistir a um bom espetáculo. A Orquestra Sinfônica Municipal e o Balé da Cidade de São Paulo ensaiam no seu palco, que guarda muitas histórias à frente e por trás das cortinas. Afinal, o show da Pauliceia não pode parar…

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
3 º dia

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Luz, Liberdade e Bixiga

– Em meados dos anos 1990, a área que engloba os bairros da Luz, Bom Retiro e Campos Elíseos, na região do Centro de São Paulo, passou por uma intensa revitalização e tornou-se um polo cultural com excelentes museus e casas de espetáculos. A própria Estação da Luz, integrada à Linha Azul do metrô, já é uma atração turística. Inaugurada em 1901 para escoar a produção cafeeira do Estado, toda a sua estrutura foi importada da Inglaterra.

– Inicie o dia ali, com uma visita à Pinacoteca do Estado. Suas varandas dão de frente para a Estação da Luz, e as 100 salas de exibição guardam obras-primas de grandes expoentes da pintura brasileira. Entre as esculturas, destaque às assinadas por Vítor Brecheret, Auguste Rodin e Aristide Maillol.

– Uma boa dica é almoçar no café-restaurante do piso térreo, que mantém mesas ao ar livre que dão de cara com as esculturas e árvores centenárias do Jardim da Luz, o mais antigo parque público de São Paulo, construído em 1798 e inaugurado como Jardim Botânico da Luz em 1825.

– Se você gosta de fazer compras, siga dali até o Bom Retiro. Polo de indústrias de tecelagem, o bairro concentra grande quantidade de lojas especializadas em roupas e acessórios, sobretudo na altura das Ruas José Paulino e Carmo Cintra.

– Mais adiante, seguindo a linha do trem até a Estação Júlio Prestes, no bairro de Campos Elíseos, está uma das quatro melhores salas de concertos do mundo. Inaugurada em 1999, a Sala São Paulo é sede da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado) e tem forro com placas móveis de madeira que se ajustam de acordo com o repertório para favorecer a acústica. A visita guiada é imperdível, mas deve ser agendada antes.

– Em seguida, quando o sol já estiver indo embora, pegue um táxi e peça para saltar na Rua Treze de Maio, no bairro do Bixiga. Reduto de imigrantes italianos, o local abriga alguns dos melhores restaurantes e bares de São Paulo. Entre os endereços mais procurados do pedaço está a Pizzaria Speranza, na Rua 13 Maio, cujas especialidades são o pão de calabresa e a pizza marguerita.

– Outra opção para curtir a noite é seguir para a Liberdade, o bairro mais oriental do Brasil. Entre nas lojinhas, jante em um dos inúmeros restaurantes de comida japonesa ou chinesa e – por que não? – encerre o roteiro em um karaokê ou nos diversos barzinhos alternativos que se espalham pela região.

– Aos sábados (das 10h às 18h) e domingos (das 10h às 19h) também ocorre a Feira da Liberdade, quando 270 barracas dividem o espaço e vendem de tudo um pouco: bijuterias, almofadas, luminárias japonesas, bonsais e muita comida.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
4 º dia

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Ibirapuera, Moema e Vila Olímpia

– Reserve o dia para acariciar pulmões, olhos e mente no Parque do Ibirapuera, o mais agradável espaço de lazer do paulistano. Seus 1,5 milhão de metros quadrados de área verde – construídos nos moldes do Bois de Bologne, em Paris, e do Central Park de Nova York – abrigam três lagos artificiais, mais de 100 espécies de aves, ciclovia, pista de cooper, restaurantes, quadras e jardins projetados por Burle Marx.

– A melhor maneira de chegar lá é de carro, por três grandes avenidas: Pedro Álvares Cabral, República do Líbano e Quarto Centenário (onde é possível estacionar). O acesso é feito por meio de 12 portões. O de número 3 vai dar no Pavilhão da Bienal de Artes, desenhado por Oscar Niemeyer, e no MAM (Museu de Arte Moderna), com peças de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Tomie Ohtake. O 4 serve de entrada para o Auditório Ibirapuera, um dos melhores espaços para shows de São Paulo. E o portão 2 leva à Oca, palco de grandes exposições internacionais.

– Também é no Parque do Ibirapuera que ficam o Porão das Artes e o Museu Afro-Brasil. Nos fins de semana, é possível sentir-se fora de órbita com uma visita ao Planetário.

– São tantos programas que dá para passar o dia inteiro no parque sem cair no tédio. Mas se você é chegado em compras, vale dar uma escapada à tarde para paquerar as vitrines do Shopping Ibirapuera e voltar ao parque a tempo de conferir, na entrada principal, o belíssimo espetáculo de água, som e luzes coloridas proporcionado por centenas de chafarizes todos os dias, das 12h às 14h e das 20h às 22h.

– Como São Paulo nunca dorme, dá tempo de se preparar para cair na efervescente noite paulistana. Da região do Shopping Ibirapuera, por exemplo, chega-se facilmente de táxi ou mesmo a pé a algumas das inúmeras opções de restaurantes, bares e casas noturnas do bairro de Moema.

– Um dos lugares mais badalados do pedaço é o Bourbon Street, casa de blues e jazz situada à Rua dos Chanés, 127, onde artistas como B.B King, Ray Charles, Diana Krall, Ron Wood já se apresentaram. Outras boas opções são o Bar do Juarez, na Av. Jurema, que serve ótimos grelhados com chope, e o Café Journal, barzinho que vive cheio de artistas e escritores, na Al. dos Anapurus.

– Agora, se a ideia é se jogar noite adentro, nem pense duas vezes e siga para a Vila Olímpia, onde há danceterias e bares em cada esquina. Figurinha carimbada de quem está em busca de paquera, a região fica tomada quase todos os dias da semana por muita gente bonita, em geral fãs de música eletrônica que não se importam em amanhecer nas pistas de dança.

– Também é na Vila Olímpia que fica uma das melhores churrascarias de São Paulo, a Jardineira Grill, na Av. dos Bandeirantes, 1001. Em estilo rodízio, serve carnes suculentas e conta com um ótimo bufê de saladas.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
5 º dia

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Mercadão e compras

– Reserve o dia para as compras. Primeiro de olho no estômago, com uma visita ao Mercado Municipal. O prédio, de arquitetura neoclássica, foi projetado por Ramos de Azevedo em 1928. Mas suas duas principais atrações são de comer: o sanduíche de mortadela do Bar do Mané, tão farto em recheio que mal cabe na boca, e o saboroso pastel de bacalhau do Hocca Bar. Vale circular pelos boxes para descobrir que está no melhor lugar de Sampa para comprar pescados do dia, frutos do mar, queijos, azeites, temperos, frutas secas… Impossível não fazer uma boquinha por lá na hora do almoço.

– Depois de se fartar no Mercadão, prossiga com a maratona de compras indo a pé até a 25 de Março, o paraíso de quem gosta de pechinchar e não se incomoda com grandes aglomerados de gente. Estima-se que 400 mil pessoas passem pela região todos os dias. Mas quem se importa? Afinal, os preços chegam a custar menos da metade que nos shoppings. A relação das lojas pode ser conferida nos sites da União dos Logistas e da própria 25 de Março.

– Quem prefere vitrines de grife, no entanto, não deve perder tempo ali. A dica é tomar o metrô na Estação São Bento ou pegar um táxi e descer na sofisticada Oscar Freire, no Jardins. O bolso emagrece só de olhar para as vitrines da Cartier, Christi Dior, Bvlgari, Diesel, Osklen e Arezzo, entre outras. E o alargamento da calçada em 2006 transformou o boulevard em praticamente um shopping a céu aberto. Uma oportunidade e tanto de ver e ser visto contemplando vitrines caríssimas com ares de celebridade, óculos escuros e sacolas de grife em punho.

– Também é possível bancar uma de magnata visitando as glamorosas lojas da Daslu, na Vila Olímpia; do Morumbi, na Chácara Santo Antônio; da Cidade Jardim e da Rua Augusta, famosa por suas baladas trash. Ou comprar eletroeletrônicos na Rua Santa Ifigênia, com acesso pela Estação São Bento do Metrô. Seja qual for a escolha, uma coisa é certa: você precisará de uma mala a mais para voltar de Sampa.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
6 º dia

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Pacaembu, Pinheiros e Morumbi

– Siga para a região do Pacaembu. Tombado como Patrimônio Histórico em 1991, o bairro é marcado por ruas sinuosas, bem arborizadas e com casas de alto padrão. Só perde a tranquilidade quando é dia de jogo ou show no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho. Para começar as andanças, visite os gramados deste templo do futebol, pertencente à Prefeitura paulistana, na Praça Charles Miller. As visitas são realizadas das 10h às 16h (exceto em dias de jogo).

– O estádio não é a única atração da praça, que também abriga o incrível Museu do Futebol e atrai muita gente por conta de sua feirinha. Mesmo que já esteja cansado de fazer compras, vale percorrer o local para provar o tradicionalíssimo pastel da barraca do Zé. A receita vem de família e Seu José Hiromi Mori não revela o segredo. Os de palmito, queijo e carne são tradição na lista de mais de 60 sabores. E o que é melhor: tudo ao preço de um inocente pastel de feira.

– Bem pertinho dali, no número 903 da Rua Alagoas, está o Museu de Arte Brasileira. O acervo, com cerca de 3.000 obras, destaca o modernismo brasileiro, mas só é exibido uma vez por ano, entre janeiro e fevereiro. Nos outros meses, dá para conferir exposições com algumas obras referentes ao tema em questão.

– De lá, tome um táxi e desça em Perdizes (à Rua Traipu, 91) para almoçar no Carlino, o restaurante mais antigo de São Paulo, com ótimas opções de massas, carnes e peixes.

– Quem está com crianças, geralmente aproveita a passagem pela região para visitar a Estação Ciência, na Lapa, ou o Parque da Água Branca, na Avenida Matarazzo, enquanto os aficionados por futebol preferem conferir o novo estádio do Palmeiras.

– Se este não é o seu caso, suba em direção à Marginal e pare em Pinheiros, um dos bairros mais antigos de Sampa, que oferece opções de passeios para os mais variados gostos. Dá para conferir as exposições do Instituto Cultural Tomie Ohtake na Faria Lima; ouvir música nas lojas de instrumentos da Rua Teodoro Sampaio (aos sábados); passar algumas horas perdido entre os livros e CDs da Fnac ou garimpar antiguidades na Rua Cardeal Arcoverde.

– Mas nenhum programa é tão diverso e prazeroso quanto a feira da Praça Benedito Calixto, que acontece aos sábados à tarde. Para quem gosta de antiguidades, é um prato cheio. Dá para encontrar de tudo um pouco: desde um exemplar do primeiro LP de Elis Regina até um lustre dos tempos da vovó. E os adeptos do escambo ainda podem trocar uma relíquia por outra.

– Depois, cruze pela ponte da Marginal e vá ao Morumbi, cenário de alguns dos mais emblemáticos cartões-postais de Sampa, como a Ponte Estaiada que corta o Rio Pinheiros, no Brooklin.

– Visite o sofisticado Jockey Club ou os gramados do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, sede do São Paulo Futebol Clube, na Praça Roberto Gomes Pedrosa. Visitas guiadas gratuitas permitem conhecer o campo, o vestiário, o memorial e a arquibancada, com capacidade para 80 mil torcedores.

– Por fim, siga ao Instituto Butantan. Principal produtor de soros antiofídicos do Brasil, o local abriga uma ótima área de lazer, com ruas arborizadas que convidam para uma caminhada. Mas o maior atrativo são mesmos as serpentes, escorpiões e aranhas. Dá até para passar a mão nas cobras e acompanhar a retirada do veneno.

– Para esquecer os bichos mais asquerosos depois de passar uma tarde com eles, só mesmo com um churrasco no Fogo de Chão, que prima pelo jeito gaúcho de fazer churrasco. Há unidades em Moema, Santo Amaro e na Vila Olímpia. Até quem não come carne se farta no bufê, rico em queijos, saladas, polenta e pães quentinhos.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
7 º dia

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Ipiranga, Água Funda e Vila Madalena

– Embora o Museu Paulista esteja fechado para reformas, vale começar o dia no Ipiranga e conhecer o acervo do Museu de Zoologia, na Avenida Nazaré. Um programa e tanto para a criançada. Assim como o Aquário de São Paulo, no número 407 da Rua Huet Bacelar. Seus 30 tanques reúnem mais de 2.700 animais, entre peixes, répteis e mamíferos. E ainda há uma réplica de um submarino da Segunda Guerra.

– Mas o tempo é curto e faz-se indispensável seguir para a Mooca, um dos recantos mais italianos de Sampa, junto com Brás e Bixiga. É nesse bairro que acontece todos os anos a tradicional Festa de San Genaro, entre meados de agosto e setembro.

– Procure uma cantina para almoçar – como a do Marinheiro, no Brás – e depois escolha uma das três grandes atrações naturais da Água Funda: o Jardim Botânico, o Zoológico ou o Zoo Safári. Os dois primeiros ficam na Avenida Miguel Estéfano e abrem de terça a domingo. Percorra os 360 metros da trilha suspensa em meio à Mata Atlântica do Botânico ou observe os mais de 3.500 bichos do maior zoo da América Latina. Com agendamento prévio, também dá para fazer o passeio com guia à noite, para flagrar tigres e leões acordados – atrás das grades, claro.

– Se prefere vê-los livres, siga ao vizinho Zoo Safári, onde o visitante passeia de carro em meio a girafas, zebras, camelos e macacos soltos pelo percurso de 4 km.

À noite, se ainda tiver pique, vários clubes tocam música eletrônica e indie na Barra Funda. Mas a melhor opção é seguir para a badalada Vila Madalena, na Zona Oeste, conhecida como reduto da galera jovem e descolada, que lota as mesinhas de seus bares para bater papo regado a cerveja gelada e petiscos à altura.

– Um dos pontos de encontro preferidos de estudantes e executivos é o Salve Jorge, cuja decoração presta homenagem a Jorges que fizeram história. E quem provar que se chama Jorge tem desconto na conta, claro!

– Na mesma calçada da Rua Aspicuelta fica o bar José Menino, inspirado no bairro homônimo de Santos e especializado em pratos à base de peixes e frutos do mar. Mais adiante, o Posto 6 vive lotado de apreciadores dos seus grelhados. E se você é apaixonado pela terra de Gardel, siga ao Empanadas, na Rua Wisard, para provar a especialidade argentina em meio a intelectuais, estudantes e famílias.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.