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Format Festival – Como o Walmart e o Lollapalooza criaram um novo festival nos EUA

Format Festival – Como o Walmart e o Lollapalooza criaram um novo festival nos EUA
Crédito: Divulgação - Roger Ho


“Quando me falaram que haveria um novo festival como o Coachella no interior do Arkansas, pensei: será que isso é real? E agora que rolou, tudo que tenho a dizer é: uau, aconteceu para valer e foi incrível.”

A reação do americano Carlos Munoz, de Dallas, revela bem como foi a passagem do Format Festival pela pequena cidade de Bentonville, no noroeste do estado situado no coração dos EUA, entre os dias 23 e 25 de setembro.

Promovida pela C3 Presents, produtora do Lollapalooza, e bancado em grande parte por empresas da família Walton, herdeira do Walmart (que nasceu na região), a primeira edição do festival reuniu músicos e artistas plásticos em uma área de 250 acres.

Roger Ho
Format Festival, dos produtores do Lollapalloza

Estima-se que cerca de 10 mil pessoas compareceram ao evento. O número é inferior ao esperado pelos organizadores, que apostavam em um público de 15 mil pessoas, mas se depender de quem esteve lá, o Format Festival tem tudo para crescer e vingar.

Eu estive por lá nos três dias de shows, conversei com uma galera e colecionei inúmeros depoimentos empolgados, com todo mundo torcendo pela continuidade do evento nos próximos anos. Por enquanto, entretanto, nada foi anunciado nesse sentido.

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O que rolou no Format Festival

Paulo Basso Jr.
Show do Phoenix, no Format Festival

O Format Festival trouxe dois grandes palcos lado a lado, batizados de South of Oz e North of Oz – em referência à região de Ozark, onde fica Bentonville.

Os shows foram marcados de forma intercalada em cada um deles, possibilitando ao público assistir a todas as apresentações e concedendo cerca de uma hora para cada produção montar seu palco, sem que o público precisasse esperar por isso. O resultado foi atrasos mínimos.

Entre as dezenas de nomes que tocaram no festival estavam Rüfüs Du Sol, Phoenix, Khruangbin, Beach House, The War On Drugs, The Flaming Lips, Jungle, Herbie Hancock, Tundercat, Fatboy Slim e Elle King. Confira na galeria:

“O melhor show foi o do Phoenix, com muita energia e projeções espetaculares, seguido pelo do Rüfüs Du Sol. Ambos aproveitaram a qualidade técnica impecável do som e dos telões para fazer apresentações que eu nunca tinha visto por essas bandas”, conta o brasileiro João Paulo Oliveira, radicado em Bentonville.

João, por sinal, não era meu único conterrâneo presente naquele fim de mundo no Arkansas. No palco South of Oz, cruzei com o casal Paula Sefer e Pedro Thunders, artistas brasileiros que moram em Nova York (confira os trabalhos deles em @thundersandsefer) e viajaram para Bentonville apenas para curtir o Format Festival.

“É a primeira vez que vou a um evento como esse nos EUA e curti bastante. Você não tem ideia do privilégio que é ver um cara como o Herbie Hancock de perto. Ele tocou no Central Park e lotou tanto que não conseguimos sequer entrar”, me disse Paula.

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No c* do Arkansas

Paulo Basso Jr.
O celeiro-balada do festival no Arkansas

Outras bandas que empolgaram o público, seja pela produção visual, seja pelas músicas, foram The Flaming Lips, Jungle, The Marias, Nile Rodgers & Chic, Shigirl e, principalmente Fatboy Slim, que, por duas horas, não deixou ninguém ficar parado em uma pista de dança montada em um celeiro vermelho.

Chamado de Drag Me To The Disco, esse lugar, por sinal, foi um dos mais movimentados do Format Festival. Ali se apresentaram diversos DJs renomados e algumas bandas, inclusive latinas.

Paulo Basso Jr.
Drag Me To The Disco, no Format Festival

Na porta, uma drag queen convocava todos, por meio de um megafone pink, a atravessar a cortina que dava acesso ao celeiro, onde estava escrito “Toilet paper” (Papel-higiênico). Já do lado de dentro, dava para ver o palco, do outro lado, com o desenho de uma boca e a enorme palavra “Shit” (Merda) estampada na parede, sobre as picapes dos DJs.

E foi assim que todo mundo se viu no c* do Arkansas dançando até a madrugada cair, como se não houvesse amanhã, por três dias seguidos.

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Cubo de arte

Paulo Basso Jr.
DJ se apresenta no The Cube

Para mim, o grande barato do Format Festival foi a possibilidade de curtir outras experiências quando não estava afim de ver algum show. Afinal, o cardápio de opções era imenso.

Em um espaço chamado The Cube, por exemplo, diversos DJs se apresentavam em uma estrutura retangular coberta por um pano translúcido. À noite, com o efeito dos canhões de luz, era possível ver, do lado de fora, a silhueta das pessoas dançando lá dentro, numa imagem muito louca.

Roger Ho
The Cube visto do lado de fora, à noite

De quebra, o festival contou com o Bizarre Bazar, com roupas e acessórios indies caros demais para meu gosto, mas algumas estações curiosas, nas quais dava para fazer tatuagens temporárias, análises de visual e até terapias sexuais.

Dali a alguns metros, uma DJ tocava praticamente a céu aberto, em frente a grandes telões, dia e noite, e também se avistava uma sequência de portas de banheiros químicos.

Ao contrário de se deparar com a sempre degradante cena desse tipo de ambiente em grandes shows, porém, quem se aventurava a entrar ali encontrava uma instalação artística chamada Next Door.

Em vez de privadas fétidas, o que havia ali eram salões com paredes forradas de arte efêmera que levavam ao centro da estrutura, onde bandas se apresentavam sob um domo com imagens projetadas no teto, numa loucura visual completa.

Pooneh Ghana
Next Door por fora…

 

Grant Hodgeon
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Instalação de brasileiro

Paulo Basso Jr.
Instalação DomeRx, do californiano Darren Romanelli

A brincadeira com os sentidos proposta pelo Format Festival foi, de fato, incessante. O cardápio de propostas artísticas incluía, ainda, o DomeRx, do californiano Darren Romanelli, em que todos se deitavam sob pufes para, durante 15 minutos, assistirem a imagens psicodélicas também projetadas em um domo.

Isso sem contar as estruturas fálicas que pareciam muppets coloridos, criadas pelo artista islandês Shoplifter; uma espécie de portal colorido e iluminado montado diante dos palcos, da italiana Marinella Senatore; os bonecos cabeludos e dançantes de Nick Cave (sim, ele mesmo, o compositor e cantor), que davam o ar da graça em diversos momentos do dia; e a bizarra sala preta com o vídeo de uma cobra comendo o próprio rabo, de Plastikman.

Ismael Quintanilla
Show de dança com fantasias de Nick Cave

Quando a noite caia, tudo ficava ainda mais bonito graças à instalação do inglês Doug Aitken, composta por um balão prateado de ar quente que projetava luzes coloridas, dando um quê de aurora boreal no céu de Bentonville (dá uma olhada na foto que abre esta reportagem para conferir).

Bem ao lado, no meio de uma floresta, o brasileiro Eli Sudbrack, também chamado de Assume Vivid Astro Focus, instalou junto a um artista francês um palco que remetia a boca de um gato, do qual se projetavam fachos de luz sobre as árvores, criando um efeito de rave original e alucinante.

Roger Ho
Espaço criado pelo brasileiro Assume Vivid Astro Focus

Ali, a balada não tinha hora para acabar, ainda mais sob o comando de vozes como a de Shigirl. Quem encarava saia de alma lavada, sobretudo depois de passar pelo portal de James Tapscott, uma instalação circular, semelhante a um eclipse, chamada Arc Zero. De longe, avistava-se o elemento borrado, como uma meia-lua, mas ao cruzá-lo dava para ver que era um efeito bem louco de água e luz.

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O look da galera

Paulo Basso Jr.
Os brasileiros Paula Sefer e Pedro Thunders, no Format Festival

Talvez o que mais tenha chamado atenção no Format Festival, entretanto, não foram as músicas ou instalações artísticas, mas o look da galera.

Aqui, um parêntese importante. Por abrigar a sede do Walmart e, com isso, ter muitos moradores estrangeiros e de outras partes dos EUA, como eu, Bentonville até é uma cidade cabeça aberta quando comparada a outros destinos do Meio-Oeste americano, mas pero no mucho, que fique bem claro.

Eis então que ver uma galera pirando, com altas maquiagens, fantasias, transparências, quimonos, pijamas e até mesmo nudes, foi sensacional, Uma celebração à diversidade sem o menor preconceito, com todo mundo se mostrando como é, da forma que desejava e pouco se importando com opiniões alheias.

Tinha família com crianças pequenas, idosos e muitos, muitos jovens, todos se respeitando.

Dá só uma nas fotos que fiz da galera. Tem gente de Los Angeles, Chicago, Louisiana, Nova York, Oklahoma e até da América Latina. E de Bentonville também, é claro, além de Fayetteville, a maior cidade da região, onde fica a Universidade do Arkansas, a cerca de meia hora de onde rolou o show.

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Organização do Format Festival

Grant Hodgeon
Arc Zero, de James Tapscott

Dá para dizer que a organização do Format Festival foi um sucesso. Havia um camping próximo à área do evento, numa premissa do que rola no Coachella, bem como estacionamentos de bike e transfers gratuitos de ônibus, que levavam o público desde bolsões espalhados pela cidade, onde dava para parar o carro numa boa, diretamente para o festival. Nos três dias, não levei mais de cinco minutos para pegá-los.

Houve quem reclamou dos preços das bebidas (US$ 5 o refrigerante, US$ 9 a cerveja e US$ 15 os drinques), cuja variedade era escassa. Para pegá-las, porém, mal havia filas, mesmo porque era preciso registrar o cartão de crédito na pulseira que dava acesso ao evento, o que poupava um tempo precioso na hora dos pagamentos.

As comidas, por sua vez, foram um ponto fraco do Format Festival. Embora houvesse um grande número de opções de produtores locais, levava-se até meia hora para pegar as ofertas mais concorridas.

Charles Reagan
Vista aérea do Format Festival

Tinha pizza, hambúrguer, carne defumada, pratos mexicanos, culinária vegana, açaí, sorvete e até beignets, A qualidade, no entanto, era apenas ok, embora aceitável para um evento do gênero (afinal, ninguém vai até lá esperando comer um menu-degustação com estrelas Michelin).

Os donos de pulseirinhas VIP ou Platinum tinham privilégios como acesso a áreas com lounges, banheiros, bar e algumas opções gastronômicas, Também podiam ficar em espaços exclusivos em frente aos palcos, mas ao menos eles ocupavam apenas metade da área, dando a opção aos reles mortais que se adiantavam a também “chegar à grade”.

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Conclusão

Charles Reagan
Thomas Mars, do Phoenix, foi para a galera

Como saldo, posso dizer que saí muito contente do Format Festival. Ver tanta diversidade e performances como a de Elle King, Thomas Mars, do Phoenix, e Wayne Coyne, do The Flaming Lips, que realmente se entregaram de corpo e alma para o público (no caso de Mars, literalmente, pois ele terminou o show rolando sobre a galera), foi inesquecível. Sem contar que passei a gostar de bandas que não conhecia, como a ótima Jungle.

Caso rolem mais edições, recomendo muito a todos. Bentonville conta com diversos hotéis e restaurantes de níveis variados, bem como atrações culturais de ótima qualidade, como o museu Crystal Bridges, um dos melhores dos EUA. De quebra, tem um aeroporto que a liga à maioria das grandes cidades americanas. E Walmart, é claro. Vários deles.

Para quem mora na região, como eu, foi uma grande chance de ver shows memoráveis em palcos de altíssimo nível e a energia de caras como Fatboy Slim e musas como Elle King. Mas o mais legal, sem dúvida alguma, foi ver tanta gente vinda de longe para ver e ser vista, dando uma aula de civilidade e boa educação.

São todos muito bem-vindos a Bentonville, assim como o Format Festival.





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