Cartão ou dinheiro: Qual é melhor na hora de viajar?

20 de novembro de 2018

Por Maria Beatriz Vaccari

Ter moeda estrangeira em mãos, seja em cartão ou dinheiro, é essencial para qualquer pessoa que pretende conhecer destinos internacionais. Antes de começar o passeio, o viajante deve analisar as possíveis maneiras de levar dinheiro ao exterior, como notas em espécie, cartão de crédito internacional e cartões pré-pagos. Vale destacar que, para evitar imprevistos durante o passeio, recomenda-se ter a ao menos duas opções de pagamento disponíveis.

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Cartão ou dinheiro?

  • Dinheiro em espécie

Quem viaja ao exterior precisa ter ao menos um pouco de “dinheiro vivo” do país. “Ele é ideal para pequenos gastos, como tíquetes de metrô, táxis, cafés, artes de rua e gorjetas.  Pesquise o destino com antecedência para já embarcar com moeda local e planejar quanto, em média, poderá gastar em despesas menores, evitando assim perdas de tempo e dinheiro com novas operações de câmbio ao chegar ao destino”, recomenda Juvenal do Santos, superintendente de varejo da Confidence Câmbio.

Alexandre Fialho, diretor da Cotação, destaca uma grande vantagem do dinheiro em espécie em relação aos cartões de crédito e pré-pagos. “O custo do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) pago na operação cambial é menor, de 1,1%, contra os 6,38% apresentados pelo cartão pré-pago internacional e pelo cartão de crédito.

O viajante que pretende levar boa parte das economias em dinheiro deve ficar atento à segurança das cédulas – vale a pena investir em doleiras e sempre deixar uma reserva no cofre do hotel. Mesmo assim, Fialho destaca que, por uma questão de segurança, não é aconselhável levar todo o dinheiro da viagem em papel.

  • Cartão de crédito

A grande vantagem de usar um cartão de crédito internacional é a possibilidade de pagar a fatura apenas na data do vencimento. Por outro lado, o viajante fica mais exposto à oscilação da moeda, que pode subir consideravelmente até a data de fechamento da fatura. “Isso significa que a pessoa não tem certeza dos valores gastos durante a viagem até a conta chegar”, afirma Fialho.

“Vale lembrar que, no caso de o turista pagar a fatura com atraso, ele ainda terá que considerar a incidência de juros. No final, a conta pode ficar mais cara do que o imaginado”, completa Santos.

Caso pretenda usar cartão de crédito internacional, não se esqueça de desbloqueá-lo antes de viajar junto à operadora, informando datas e local da viagem.

  • Cartão pré-pago

Tanto Juvenal quanto Alexandre afirmam que o cartão pré-pago é uma opção segura e vantajosa para quem pretende gastar dinheiro no exterior. Apesar de ter o mesmo custo de IOF do cartão de crédito internacional, o método permite que o viajante feche o valor da moeda com antecedência. Com isso, ele não fica exposto à variação cambial.

“Em caso de roubo ou furto é possível bloquear o cartão pré-pago e usar o cartão reserva ou pedir uma substituição, que é feita, em média, em até 48 horas”, destaca Santos. A opção de pagamento também é uma boa pedida para quem quer controlar os gastos no exterior, já que, na maioria dos casos, é possível acompanhar o saldo por aplicativos e recarregar o crédito da conta a qualquer momento.

Agora que você já sabe como escolher entre cartão ou dinheiro, descubra como economizar na hora de comprar moeda estrangeira.