• Crédito: Pousada Zé Maria/Divulgação
    Baía dos Porcos
  • Crédito: Hans von Manteuffel
    Mergulho no Atalaia
  • Crédito: @zehenriquemoura/Pousada Zé Maria/Divulgação
    Baía do Sancho
  • Crédito: @ZeHenriqueMoura#ZeMaria/Divulgação
    Morro do Pico

6 DIAS EM FERNANDO DE NORONHA

CONHEÇA PRAIAS INCRÍVEIS E MERGULHE EM MEIO A TARTARUGAS E GOLFINHOS

1 º dia

Mapa da sua rota

Sancho, Dois Irmãos e Cacimba do Padre

– Mão na roda para muitos visitantes, o clássico tour pela ilha é uma espécie e warm-up sem pressa para que o turista recém-chegado faça um primeiro reconhecimento dos principais atrativos de Noronha. O roteiro de dia inteiro começa cedo e só termina depois que o sol se põe atrás do Morro Dois Irmãos.

– A bordo de carros 4×4 ou bugues, o passageiro visita a belíssima Praia do Sancho e as piscinas naturais da Baía dos Porcos.

– Também sobra tempo para lagartear nas areias da Cacimba do Padre – praia mais tranquila do Mar de Dentro, como é chamado o lado da ilha voltado para o continente, onde restaurantes rústicos servem deliciosos peixes assados em folha de bananeira.

– Protegida das águas agitadas que vêm do mar aberto, Sancho e Baía dos Porcos beiram a perfeição visual e fazem os visitantes ficarem paralisados diante daquele mar de águas cristalinas formando um dégradé de tonalidades que vão do azul-turquesa ao verde-esmeralda. Não à toa, o morro com vista para a Baía dos Porcos é conhecido, informalmente, como ‘Mirante Ai que Lindo’, cujo acesso é feito por uma trilha curta, de 282 m, a partir da Praia do Sancho.

– O apelido não é exagerado, sobretudo quando, diante de olhos petrificados, emerge do fundo do mar a formação rochosa mais icônica da ilha: o Morro Dois Irmãos, rodeado por águas cristalinas.

– O Ilha Tour (que deve ser evitado às segundas-feiras por causa da chegada dos voos extras de domingo) segue margeando as praias interiores. Logo depois do almoço, o chacoalho nas vans 4×4 leva até o Buraco da Raquel, cuja geografia inóspita de águas fortes rasgando pedras indica a chegada ao Mar de Fora, com olhos voltados para a África.

– O trajeto pelo leste contempla ainda outros bons endereços, como a Praia do Leão, famosa pela desova de tartarugas, e a do Americano, que pode ser vista a partir das ruínas do Forte São Pedro do Boldró.

– É ali que termina o dia extenso de reconhecimento da ilha, quando dezenas de turistas disputam um espaço para ver o poente tingir de tons dourados a silhueta do Morro Dois Irmãos. A única atração que destoa daquele momento de tranquilidade é a MPB melosa tocada ao vivo.

– À noite, vá a um restaurante próximo da hospedagem e descanse, pois tem muito mais Noronha pela frente.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
2 º dia

Mapa da sua rota

Mergulho com ou sem reboque

– É hora de colocar os pés, e todo o resto do corpo, no atrativo mais cobiçado do destino: o mar. Com águas a 27 ºC de temperatura média e visibilidade de até 50 m de profundidade, Fernando de Noronha reúne alguns dos melhores pontos de mergulho do Brasil, e é possível aproveitar mesmo sem ter certificado. Isso porque, para imersões de até 12 m abaixo da superfície, as agências locais oferecem mergulhos de batismo, acompanhados de um instrutor exclusivo.

– Dá para ver, por exemplo, a versatilidade submarina de Cagarras Rasas, onde a natureza se exibe com camarões-palhaço e esponjas coloridas de formatos inusitados. Ou então nas águas que banham a Ilha do Meio, porção de terra de origem calcária, entre o Mar de Fora e o de Dentro, conhecida pelas cavernas de fácil acesso.

– Se o nível de coragem for insuficiente para nadar com cilindro entre peixes, arraias e tubarões, uma boa dica é provar o inusitado plana sub, como é conhecido o mergulho rebocado em apneia. A brincadeira consiste em rebocar os participantes com uma corda de 16 m amarrada a uma prancha, que submerge e afunda até 12 m, ao longo de 3,5 km.

– Operado pela Neucar Sub, o passeio tem saída diária do Porto de Santo Antônio e é combinado com o “Entardecer VIP”, uma refeição preparada a bordo com churrasco, saladas e pão de alho. E o melhor de tudo é que rola uma parada para observar o pôr do sol na Praia da Conceição. Pode preparar a máquina fotográfica.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
3 º dia

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Museus e bike na Vila dos Remédios

– Depois de um “uau” atrás do outro logo no início da viagem, reserve o terceiro dia para repor as energias e explorar o compacto centro histórico de Noronha. Trata-se da Vila dos Remédios, bairro que concentra a maioria dos serviços turísticos locais, como agências e restaurantes.

– Para conhecer em detalhes a complexa (e muitas vezes polêmica) história do arquipélago, a primeira parada é o Memorial Noronhense, na praça da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios. Esse pequeno museu abriga um acervo com objetos, imagens e painéis que recontam de forma cronológica os acontecimentos da ilha, como o isolamento de exilados políticos e ciganos brasileiros no século 18, de combatentes da Revolução Farroupilha (1844) e até de capoeiristas (1890), considerados desordeiros, além de presos políticos entre 1964 e 1967, durante a ditadura militar.

– A ladeira íngreme que tem início ao lado do museu dá acesso às ruínas da edificação que, durante a Segunda Guerra Mundial, serviu de presídio e abrigo para soldados norte-americanos. Ali do alto, no Forte de Nossa Senhora dos Remédios, o visitante tem uma das visões panorâmicas mais lindas de Noronha, com destaque para as praias do Mar de Dentro.

– De volta à vila, é hora de seguir por um roteiro autoguiado que passa pelo casarão colonial do Palácio de São Miguel, onde funcionou a antiga sede do Território Federal de Fernando de Noronha.

– Outra construção histórica é a Aldeia dos Sentenciados, antiga área de isolamento dos presos de mau comportamento.

– Feita a lição de casa, sobra tempo para curtir uma das novidades do arquipélago: alugar uma bike (elétrica ou convencional) em algum Posto de Informação e Controle – há diversos localizados nas entradas de acesso das praias do Sancho e do Sueste – e pedalar curtindo a paisagem. Roteiros independentes podem ser feitos da Vila dos Remédios até o Porto de Santo Antônio, pela BR-363, ou em direção às faixas de areia que têm acesso por trilhas curtas.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
4 º dia

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Mirantes, golfinhos e Atalaia

– Compre o ingresso do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha, válido por dez dias de visita, e percorra suas trilhas bem demarcadas, como a que dá acesso à Baía dos Porcos.

– Tem também uma escada de 35 degraus, em uma fenda na rocha, que leva à Praia do Sancho. Mas se você não estiver na pegada de encarar a chegada vertiginosa à faixa de areia, não esquente. Alguns passeios de barco para observação de golfinhos fazem uma parada para banho bem na entrada da baía.

– Outra trilha gostosa é a que leva ao Mirante dos Golfinhos. Basta uma caminhada leve, de 942 m, para chegar ao local onde se tem uma vista panorâmica da baía, a partir de um penhasco de 70 m de altura. A região é conhecida pela concentração de golfinhos-rotadores, a partir das 6h da manhã. É o lugar de Noronha em que você mais escuta “ohhhs”.

– Para quem deseja fugir do convencional – e tem disposição –, é possível ainda encarar trilhas mais longas, como a da Atalaia, cuja versão mais curta dura uma hora (ida e volta) e dá acesso à piscina natural de mesmo nome.  Uma área protegida por pedras no local serve de berçário para polvos e tubarões. Com início na Vila do Trinta, a caminhada pode ser realizada sem a necessidade de acompanhamento.

– Até ali, tudo é relativamente tranquilo, mas ainda dá para seguir adiante em uma trilha mais pesada, de 6,2 km, que margeia o Mar de Fora. Com final na Praia de Caieira, esse trajeto, conhecido como Trilha Pontinha Pedra Alta, só pode ser feito com guia e exige agendamento na sede do ICMBio, próximo do Projeto Tamar. Não é fácil, mas o cenário compensa cada gota de suor.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
5 º dia

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De barco até a Ponta da Sapata

– Acorde cedo para fazer outro passeio que é um must na ilha: navegar até a Ponta da Sapata. As embarcações partem às 8h do Porto de Santo Antônio e circundam várias praias do Mar de Dentro. Tanto na ida quanto na volta, passam em frente à Baía dos Golfinhos. Isso significa que você terá duas chances de fotografar ou filmar esses simpáticos mamíferos aquáticos dando saltos para fora d’água.

– Depois que alcança a desabitada Ponta da Sapata e começa a retornar, o barco ainda faz um pit stop de 50 minutos na queridinha Baía do Sancho, onde todos são convidados a praticar mergulho livre com máscara e snorkel. No período de chuvas, entre abril e julho, o cenário ganha o plus de cachoeiras que escorrem como cortinas d’água nas falésias.

– Várias agências operam esse roteiro de barco, que dura cerca de quatro horas. São os casos da Costa Blue, da Atalaia e da Barco na Onda. Se quiser um tempinho a mais, fique com esta última, que oferece uma versão com duração de cinco horas e almoço incluído.

– À tarde, bata perna pelas lojinhas da Vila dos Remédios. Em frente à igreja, tem a Arte Noronha, que vende bijuterias, camisetas, quadros, peças decorativas e várias publicações sobre a ilha.

– Se for sábado, aproveite também para conferir o artesanato e as comidinhas da Feira Cultural da Sustentabilidade. As barracas ficam de pé das 18h às 22h, na Praça São Miguel.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
6 º dia

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Despedida com tartarugas

– A viagem vai chegando ao fim, mas não sem antes avistar uma das mais antigas e protegidas anfitriãs da ilha: as tartarugas. Se você estiver na praia da Baía do Sueste em uma segunda ou quinta-feira, não deixe de acompanhar a captura intencional da tartaruga-de-pente, encabeçada por biólogos do Projeto Tamar (www.tamar.org.br).

– O período reprodutivo desses bichinhos em Noronha vai de dezembro a junho. Nessa época, o Tamar costuma organizar também atividades como acompanhamento de marcação de ninhos na Praia do Leão, nascimento dos filhotes e soltura dos animais no mar. Para curtir essas experiências, entretanto, é preciso fazer reservas com antecedência.

– À tarde, visite o Museu dos Tubarões, no Porto de Santo Antônio. O acervo reúne arcadas dentárias de espécies comuns no arquipélago, além de uma loja de suvenires e de um restaurante que serve quitutes feitos com carne de tubarão. A entrada é gratuita.

– Depois, aguarde o astro-rei se despedir no horizonte sentado em uma das mesinhas do Bar do Meio. O happy hour costuma ser embalado por música eletrônica ou pelo som de bandas que tocam vários gêneros musicais ao vivo. Aproveite e peça algum carro-chefe do menu, como os dadinhos de tapioca e o bolinho de feijoada, que acompanha muito bem uma caipirinha.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.