10 DIAS NA CALIFÓRNIA

DE SAN FRANCISCO A LOS ANGELES, FAÇA UMA ROAD TRIP POR UMA DAS ESTRADAS MAIS CÊNICAS DO MUNDO

1 º dia

Mapa da sua rota

San Fransico – Fisherman’s Wharf , Píer 39 e Alcatraz

– Inicie sua jornada pela Califórnia na Ghirardelli Square, onde dá para se jogar em um gramadão, ver a Golden Gate e começar a entrar no clima de Frisco. Lá tem uma fábrica de chocolate e o bondinho (linha Powell-Hyde) que segue para o topo da Alamo Square, a rua com formação mais em ziguezague do mundo.

– Dali, siga a pé ou de bike pela orla até o Fisherman’s Wharf e o Píer 39. Tudo nesse pedaço faz o estilo pega-turista, mas é um dos cartões-postais da cidade, com leões-marinhos, lojas e restaurantes. Dica: se animar comer em algum restaurante por lá, deixem para ir depois das 21h30, quando eles estão mais vazios, quase fechando. Assim, fica mais fácil sentar em uma mesa bacana, com vista para a baía. O prato típico do pedaço é a Clam Chowder Soup, uma sopa de caranguejo no pão.

– Bom mesmo é reservar a hora do almoço e o começo da tarde para ir ao Ferry Building, o mercado da cidade, que também fica na orla, alguns km depois do Píer 39. É o máximo, cheio de lojas de produtos orgânicos, cafés e algumas opções para almoçar.

– Depois do almoço, siga para Alcatraz, a famosa ilha-presídio que se transformou em um museu. Tem gente que gosta, tem gente que acha uma porcaria. Mas já que você está lá, vale a pena conferir. O passeio parte do Píer 37, que fica entre o 39 e o Ferry Bulding.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
2 º dia

Mapa da sua rota

São Francisco – Parque e cultura hippie

– Uma boa ideia é passear no Golden Gate Park. Dá para andar de bike, ir ao The San Francisco Museum of Modern Art (SFMOMA), visitar um belo Jardim Japonês. Enfim, não faltam coisas para fazer por lá. O lugar é enorme, dá até para se deslocar de carro lá dentro.

– Por um dos portões do Golden Gate Park você sai no Haight-Ashbury, o bairro onde eclodiu o movimento hippie e servia de quintal para os beatniks. Janis Joplin, por exemplo, morou por ali. Reparem como é a galera dos anos 1960 que ainda está lá no esquema paz e amor.

– Há vários ícones para visitar no pedaço, como o café Coffee for the People e a loja de discos Amoeba.

– Um bom lugar para almoçar é o Cha Cha Cha (1801 Haight St). Olhando de fora, não dá vontade de entrar. Mas a comida é de estilo creóle, caribenho, muito boa. Lá também dá para experimentar algumas boas cervejas artesanais da região, como a Anchor.

– De carro ou caminhando, você pode esticar o passeio para a Lombard Square, onde estão as Painted Ladies, um dos cartões-postais da cidade. Ou então para Castro, o bairro GLBT. O burburinho rola em torno do Twin Peaks, o primeiro bar gay envidraçado do pedaço. É muito divertido andar ali.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
3 º dia

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São Francisco – Sausalito ou Centro

– Vão até a Golden Gate tirar altas fotos. Dá para atravessá-la a pé ou de bike. Do outro lado, fica Sausalito, uma cidade bem divertida, com altos barzinhos e restaurantes. Vale a pena almoçar por lá e curtir um fim de tarde.

– É em Sausalito também que fica Muir Woods, um dos famosos parques californianos com sequoias, as árvores gigantes. Vale a pena conferir.

– Quem preferir pode andar pelo centro de San Francisco. Na Market Street, dá para fazer altas compras. Tem várias lojas famosas, shoppings e galerias.

– Dê uma volta na Union Square, cercada de lojas de departamento, e em Chinatown, que é igual a qualquer bairro chinês de cidade norte-americana, com várias lojas de bugigangas e restaurantes pitorescos.

– De lá é fácil chegar ao bairro italiano, onde fica a City Lights Books. Foi essa livraria/editora que publicou o primeiro poema de Allen Ginsberg, que deu impulso aos poetas beats. Em frente, tem um bar bem pé sujo, o Vesuvio, onde Ginsberg e Jack Kerouac costumavam encher a cara.

– Nos arredores há boas sorveterias, praças, enfim. É um lugar para dar uma olhada com calma e se despedir de San Fransicso.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
4 º dia

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Pela Highway 1 até Monterey e Carmel

– Chegou a hora de alugar um carro e explorar a Costa Dourada.

– De San Fracsisco, siga pela Highway 280, via San Bruno até Half Moon Bay. O caminho é uma serra cercada por fazendas de abóboras. Ele não tem tanta graça, mas o que vem pela frente, em compensação…

– Primeira parada do GPS: siga rumo a de Santa Cruz. Este trecho da estrada abriga altos mirantes, inclusive um com um piano no meio da falésia, só para fazer charme. Dá para ir lá, tocar ou simplesmente fingir que está tocando para fazer uma foto legal.

– Segunda parada do GPS: De Santa Cruz, siga pela Highway 1 (Cabrillo Highway) até Monterey. Esta cidade vale uma parada com calma, talvez para o almoço. Ande por lá e visite o Monterey Aquarium, um dos aquários mais famosos do mundo. Perto dele há bons restaurantes (os à beira-mar são os mais interessantes), lojas e uma antiga fábrica de enlatar sardinhas que virou um shopping. Passeie por lá, é bem gostoso.

– Quando sair de Monterey, ajuste o GPS para a 17-Miles Drive. É um trecho fechado de estrada (paga-se cerca de US$ 10 por carro para entrar), simplesmente imperdível. Assim que passar da guarita, você vai ganhar um mapa com o que tem que ser visitado por lá. Mas o lance é intuitivo. Você vai guiando e observando os vista points. Neles, verão praias belíssimas, uma colônia inacreditável de leões-marinhos, a Lone Cypress Tree, que é uma das figurinhas carimbadas da região e uma série de outras maravilhas.

– Uma das saídas da 17-Miles Drive leva a Carmel-by-the-sea, indicada para pernoite.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
5 º dia

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Carmel

– Tire o dia para passear em Carmel. A cidade é charmosa, cheia de bistrôs, lojinhas e tal. Todo mundo ama.

– Há bons hotéis em Carmel, como o Mission Ranch in Carmel California, que é do Clint Eastwood. Reza a lenda que ele dá sempre as caras por lá – por sinal, ele já foi prefeito de Carmel. O café da manhã é gostoso, com clima de fazenda. Vale mesmo para os não-hóspedes.

– O Dametra Café é o melhor restaurante de Carmel, mas, para comer, lá, faça reserva com antecedência. Do contrário, não rola. O Clint Eastwood também já deve um restaurante no pedaço, que não é mais dele. É tipo um pub, chamado Hog’s Breath Inn Restaurant & Bar. Tem ambiente interessante e serve boa comida.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
6 º dia

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Santa Barbara, Solvang e São Luis Obispo

– Agora chegou a hora de entrar na Big Sur, o trecho mais fantástico da estrada. Prepare-se, portanto, para fazê-la com calma, levando quase o dia todo, parando sempre que puder.

– Bem pertinho de Carmel vestá um point imperdível, a Bixby Bridge. Estacione antes de atravessá-la e faça algumas das fotos mais incríveis da viagem.

– Ajuste o GPS para a Julia Pfeiffer Beach. É imperdível: saindo da estrada por uma trilha secundária, você segue de carro até um ponto, paga um ingresso e continua descendo até chegar à uma praia em que uma cachoeira termina na areia. Não dá para descer lá, só ficar no mirante. Mais vale a pena.

– De volta a Big Sur, siga para San Luis Obispo, uma cidade maior, onde há uma missão (igreja fundadora loca, com obras erguidas por católicos espanhóis). A cidade é um bom lugar para almoçar.

– De volta à estrada é possível parar no Hearst Castle, mansão de um magnata das comunicações que parece um castelo e virou um museu.

– Se der tempo, pare em uma cidade chamada Solvang, muito bonitinha, com colonização dinamarquesa, onde também dá para almoçar – procurem a região central, cheia de lojas, restaurantes e moinhos.

– Sigam pela Route 1 (Highway 1 ou California’s Pacific Coast Highway), beirando o Pacífico (jamais deixe para ir nas estradas mais rápidas, que seguem por dentro) rumo a Santa Bárbara.

– Na rota, há muitos vista points. Alguns não têm graça, mas a maioria é demais. Dá para ver praias com falésias, os tais leões-marinhos, cachoeiras e muito mais.

– Santa Bárbara é um bom lugar para pernoitar. Durante o dia, dá para visitar o píer, vinícolas interessantes, uma missão e vários restaurantes e tal. É legal para passear e curtir o clima californiano. Aqui a organização norte-americana se mescla à cultura mexicana em sua melhor forma, criando um clima bem legal.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
7 º dia

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Los Angeles – Camarillo

– Chegou a hora de seguir para Los Angeles. No meio do caminho, porém, está Camarillo, onde fica o melhor outlet Premium da região. É menor e mais tranquilo do que os de Vegas e principalmente de Orlando, mas dá para fazer a festa. Ele tem três blocos distintos, e é mais fácil seguir de carro de um para o outro. Este outlet fica a umas 50 milhas de LA, é pertinho.

– Com as sacolas cheias, siga para Santa Mônica, o melhor lugar para se hospedar caso o intuito seja conhecer Los Angeles. O coração da cidade é a Third Promenade, a avenida principal de Santa Monica. Lá, tem várias lojas, restaurantes, cafés transados e por aí vai. É legal para bater perna à noite.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
8 º dia

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Los Angeles – Santa Mônica

– O famoso píer da cidade com o parque de diversões na praia não tem lá muita graça, mas rende boas fotos, sobretudo no pôr do sol. Comece o dia indo até a região.

– A pegada na praia é caminhar pelo calçadão, alugar uma bike, encarar patins, enfim, o que você achar que combina mais com o seu estilo em relação a esportes e lazer. Dá para fazer até ginástica olímpica na praia.

– Santa Monica fica entre as praias de Venice, que está ali pertinho e faz a linha hiponga, divertida (prefiram ir lá durante o dia) e de Malibu, mais afastada, palco de mansões, frequentada por celebridades. Nenhuma das duas praias é necessariamente bonita, mas o astral na região é legal, então vale a pena dar umas voltas por lá.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
9 º dia

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Los Angeles – Hollywood

– Santa Monica está para LA como Santos para São Paulo. De carro, é bem pertinho, apesar do trânsito meio tenebroso.

– No caminho entre a praia e Hollywood, pare em Beverly Hills, o cartão-postal com as lojas chiquérrimas é a Rodeo Drive. Lá é comum visitar mansões de celebridades.

– Por volta da hora do almoço, vale a pena dar um pulo no Farmer Market, que tem barracas de frutos do mar e comida caribenha.

– Seguindo em frente chega-se a West Hollywood, que seria o melhor lugar para se hospedar caso queira ficar em LA mesmo. Ali tem bons restaurantes, como o italiano Ago, do Robert De Niro, entre outros. Se não animar almoçar no mercado, opte por essa região.

– Já em Hollywood, o lance é ir na Hollywood Boulevard, por onde se descortina a Calçada da Fama, e ver o Chinese Theater (em frente estão as marcas das mãos, pés e assinaturas dos artistas) e o Dolby Theater (onde rola o Oscar), que são vizinhos. Este último fica dentro de um shopping chamado Hollywood and Highland. Entre nele, vá até a sacada nos andares superiores, na parte do fundo, e, onde tiver um monte de gente batendo fotos, espie para ver o símbolo de Hollywood. Hoje não dá mais para ir até ele, porque propriedades privadas o cercam, mas, de carro, dá para chegar perto.

– Hollywood é brega, mas por isso mesmo engraçada. Não raro você verá gente de fantasia pelas ruas (aliás, loja de fantasia é o que não falta por lá), o que gera boas risadas. Tem um hotel bacana nesse pedaço também, que é o W, altamente recomendado, inclusive pela gastronomia.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
10 º dia

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Los Angeles

– No último dia em Los Angeles você pode fazer algo light, como visitar o Getty Center, museu de arte contemporânea que tem, como principal atração, os belos jardins externos, de onde se tem uma ótima vista de LA.

– O centro da cidade está cada vez mais in. É lá que fica o Walt Disney Concert Hall, que tem uma arquitetura futurista. Se for temporada dá para curtir um jogo de basquete do Lakers no Staples Center.

– Outra coisa que dá para fazer em LA: visitar os estúdios da Paramont, o único que fica na cidade, onde dá para ver os bastidores de séries e tal, ou o da Warner, que fica nas redondezas.

– Daqui dá para seguir viagem para Las Vegas ou San Diego. Ambas são incríveis, como você pode conferir em outros posts de Roda de Férias.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.