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Vida mochileira: dicas e experiências de viagem de Mary Teles

22 de janeiro de 2020

Por Luchelle Furtado

Sorridente e animada, a carioca Mary Teles, criadora do Vida Mochileira, compartilha diariamente com seus seguidores no Instagram dicas, informações, experiências e roteiros de viagens. Apesar de publicitária e mergulhadora por formação, Mary não se rotula com nenhum dos títulos, já que acredita que suas experiências ao longo dos anos – de fotógrafa, babá, garçonete… a lista é grande –  a transformam todos os dias.

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Nas redes sociais, a produtora de conteúdo, que começou sua carreira apenas como um hobbie para mostrar para amigos e familiares como era sua rotina na Inglaterra – lugar onde Mary deu o pontapé de sua jornada -, hoje é cabeça de um curso de como criar um negócio de viagens no Instagram.

Para saber mais sobre Mary e sua trajetória, confira a conversa que ela e o Rota de Férias teve:

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Mary Teles já vistou 28 países | Divulgação
Mary Teles já vistou 28 países

Vida Mochileira: conheça Mary Teles

Rota de Férias: A primeira vez que saiu sozinha e de avião do Brasil foi em 2011 em um Work Experience na Universal Studios em Orlando. No entanto, só em 2013, quando voltou para o Brasil depois de uma segunda viagem ao exterior após fazer um intercâmbio universitário em Portugal pelo programa Ciências sem Fronteiras, você decidiu morar fora. O que mudou durante esses anos e o que foi crucial para tomar essa decisão?

Mary Teles (@vidamochileira): Quando eu fui para os EUA, em 2011, fazer um Work Experience de três meses, eu estava muito presa nos meus medos de estar longe da família, de não conseguir me comunicar, de me perder e de acabar o dinheiro. Quando eu fiz o meu intercâmbio universitário, entre 2012 e 2013, passei 10 meses na Ilha da Madeira e, é claro, que os mesmos medos me acompanharam – tirando o medo da língua, que depois percebi que viria logo logo no meu primeiro mochilão sozinha. Confesso que, por 2 semanas, me vi completamente empacada, em pânico. Fui dando tempo ao tempo e acreditando mais no meu potencial. Eu estava sozinha e era isso. Tinha que aceitar esse fato. Acho que, em 2011, eu não queria aceitar que estava por minha conta pela primeira vez na vida. Mas, a virada de chave veio logo depois do meu primeiro mochilão sozinha, durante esse intercâmbio na Europa, onde viajei por seis países durante 33 dias. Foi por meio do enfrentamento de todos os meus medos juntos numa única viagem que eu vi o quão capaz eu era de me virar sozinha e que a minha companhia bastava pra ser feliz. A partir disso, me senti livre e independente como nunca tinha me sentido antes.

RF: A partir desse momento, quais foram as maiores dificuldades que encontrou e o que teve que abrir mão para ir morar em outro país?

MT: Quando decidi sair de vez do Brasil, procurei aprender inglês na Inglaterra. Meu conhecimento era básico e eu queria ser fluente para poder interagir mais nas minhas viagens e até conseguir melhores empregos no futuro. Meu maior desafio foram os três primeiros meses, quando, de novo, me vi completamente sozinha, mas agora num país que eu mal conseguia entender as pessoas. Foi muita dedicação e força de vontade pra vencer esse desafio, mas eu consegui. Hoje sou casada com um checo, com quem só me comunico por meio do inglês. Mas, acredito que a minha maior dificuldade em todos esses anos morando fora ainda é lidar com a saudade da família e com todas as perdas que vêm com essa escolha: tenho uma irmã de 10 anos que vi crescendo por Skype, perdi meu avô em 2018 e não consegui estar com a minha família nesse momento tão difícil, minha avó está ficando mais velha e eu só a vejo uma vez por ano quando vou ao Brasil. São escolhas que fazemos, mas não são fáceis.

RF: Como sua família lidou com essa mudança?

MT: Minha avó e a minha irmã foram as que mais sentiram. Até hoje, as duas pedem pra eu voltar e não conseguem entender muito bem porque eu decidi morar longe da família inteira. É difícil explicar, mas hoje em dia elas sabem que eu volto uma vez por ano para o Brasil. Minha irmã e meu pai vieram me visitar em 2019 e eu fiz um mochilão em família de 20 dias em três países com eles. Ficamos em hostels, batemos perna e conhecemos muitos lugares legais. Eles puderam ver um pouquinho do que eu vivo e ficaram felizes de ver que eu estou feliz, fora que eles amaram a Europa e já estão pensando em morar aqui também. Já o meu pai, no começo, tinha muito medo da minha segurança, mas depois de um ano morando fora, ele se acostumou com a ideia e me apoia em qualquer loucura que eu invente. A única coisa que ele fala é: cuidado! O meu irmão foi a pessoa que sempre me apoiou e me motivou a seguir meus sonhos. Somos muito parceiros e tudo que ele fala toca bastante em mim. Caso alguém queira saber como a minha mãe lidou com a notícia, eu a perdi para o câncer quando eu tinha 14 anos.

RF: Qual foi o seu planejamento até o dia que desembarcou na Inglaterra?

MT: Eu decidi morar na Inglaterra em novembro de 2014, nesse momento, fiz um plano de quanto eu precisaria juntar por mês e foquei nisso. Meu objetivo era partir pra lá em maio de 2015. Portanto, eu tive cinco meses desde o momento da minha ideia até de fato a execução. Juntei todo meu dinheiro e fui pra o país com 1.700 libras para morar por 10 meses. Meu objetivo era conseguir um emprego assim que eu chegasse. Como eu tenho passaporte português, posso trabalhar sem o visto. Eu consegui um emprego como babá assim que cheguei e depois fui aceita em outro trabalho como bartender. Entre minha horas de trabalho eu estudava num curso de inglês na cidade que vivo hoje, chamada Exeter.

RF: Na Inglaterra, você ficou na casa de uma cunhada do seu ex-professor de inglês e disse a ela que aceitaria qualquer emprego. Como foi esse processo?

MT: Ou eu conseguia um emprego ou voltava pro Brasil. Eu não tinha da onde tirar dinheiro, já que decidi tudo cinco meses antes. Fui no susto mesmo, porque sabia que se ficasse pensando muito e planejando demais iria ficar com mais receio e acabar desistindo por conta do medo da língua. Eu fiquei na casa da cunhada do meu ex-professor de inglês, mas pagava aluguel pra ela. O valor era de 400 libras (incluindo contas). Por isso, assim que cheguei já desembolsei o dinheiro do aluguel mais 100 libras de comida para um mês, além das 275 libras do curso de inglês. Isso significa que eu tinha 925 libras pra me virar até conseguir emprego – o que me dava cerca de dois meses de prazo até acabar todo o meu dinheiro.

RF: Como os trabalhos foram surgindo e quais foram as maiores dificuldades durante esse período?

MT: O meu primeiro trabalho foi como babá de uma família árabe por três semanas. Quem conseguiu esse trabalho pra mim foi a cunhada do meu ex-professor de inglês. Minha principal dificuldade foi a língua. A mãe da menina que eu tinha que cuidar falava inglês perfeitamente, mas meu conhecimento ainda era muito básico. Por isso, eu não entendia muita coisa. Além disso, a cultura e religião foram um choque no começo, mas depois fui aprendendo mais sobre ambas. Depois, mandei meu currículo para restaurantes e na mesma semana consegui um emprego como bartender. De novo, a língua e o meu vocabulário quase nulo foram um desafio, mas os clientes do restaurante tinham muita paciência e foram me ajudando. Eu sempre consegui trabalho rápido. Ia de porta em porta nos restaurantes com meu currículo e também mandava o mandava online.

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Atualmente, Mary oferece um curso de como criar um negócio de viagens no Instagram | Divulgação
Atualmente, Mary oferece um curso de como criar um negócio de viagens no Instagram

RF: Quando surgiu a ideia de criar o blog e as redes sociais do “Vida Mochileira”? A princípios era só um hobbie ou desde o início você se planejou para se tornar uma criadora de conteúdo?

MT: Criei o Instagram primeiro em 2015, quando fui morar na Inglaterra. Minha ideia era mostrar para família e para os amigos como estava sendo a minha adaptação. Ele nasceu como @marypelomundo. Foi só em 2016 que o perfil passou a se chamar Vida Mochileira, depois que fiz um mochilão pela América Latina com uma amiga. Tivemos muitas dificuldades em achar dicas para o roteiro que queríamos fazer: Bolívia, Chile e Peru. As pessoas davam informações dos lugares, mas não falavam do transporte, dos valores e dos horários das coisas. Isso complicou muito nosso planejamento. Foi então, que pensei em criar um blog onde eu pudesse compartilhar as dicas que eu não achava na internet. No começo ainda era um hobbie, principalmente porque eu amo escrever e quando chegava o inverno aqui na Inglaterra eu passava muito tempo dentro de casa. Aí, escrevia pro blog porque me distraía. Em 2018, comecei a monetizar um pouquinho com o site, mas foi só em 2019 que eu vi a oportunidade de transformar o meu hobbie no meu trabalho principal.

RF: Atualmente, você conta com mais de 50 mil seguidores no Instagram, possui um canal no Youtube e um blog onde compartilha histórias, dicas e curiosidades. Você faz algum mapeamento nas redes sociais para que os conteúdos tenham um bom engajamento? Existe uma equipe ou trabalha sozinha?

MT: Eu planejo os meus conteúdos com o que acho que vai ser relevante para o meu público. Se estou viajando, foco em produzir dicas de viagens bem detalhadas para que as pessoas possam otimizar as viagens delas e aproveitar mais do que o lugar pode oferecer. Se não estou viajando foco em postar dicas sobre planejamento de viagens ou até reflexões de coisas que senti e que eu acho que podem ajudar alguém a pensar melhor sobre tal assunto. Penso muito na hora e no dia que vou liberar um conteúdo. Preciso pensar no horário das pessoas que estão no Brasil e se elas terão tempo para interagir com o meu conteúdo (o público do Vida Mochileira está majoritariamente no Brasil entre Rio de Janeiro e São Paulo). Tento não postar muito cedo nem em um horário que sei que elas vão estar ocupadas, por exemplo, durante um jogo do Flamengo numa quarta-feira à noite.

RF: Hoje você consegue viver do blog e das redes sociais ou ainda trabalha com outras coisas?

MT: Vivo majoritariamente do blog e das redes sociais, por meio de afiliados (quando pessoas usam os links do blog e não pagam nada a mais por isso, mas o site ganha uma pequena comissão) e publicidade, mas também lancei um curso de como criar um negócio de viagens no Instagram. Vou publicar um ebook esse ano e também quero lançar alguns produtos do Vida Mochileira ainda em 2020, como blusas e ecobags. Existem marcas que querem se conectar com o meu público por meio dos meus conteúdos. Eu avalio para ver se é uma marca que eu uso ou usaria, testo os serviços ou produtos e, se eu gostar, indico pra minha audiência. Não tenho patrocínio ainda, mas conto com algumas empresas parceiras que quase sempre voltam pra fazer mais trabalhos comigo por conta dos meus resultados.

RF: O que você acha da função de impulsionamento de posts do Facebook? E quanto à opção (não indicada) de comprar seguidores no Instagram?

MT: Acho que é uma forma de mascarar seus reais números de engajamento (likes, alcance e impulsionamento). Quando você usa esses recursos está pegando um atalho que muitas vezes não te leva a lugar nenhum. É melhor ter pouco, mas com consistência e conversões reais, do que ter muitos números, mas tudo fake.

RF: Quais equipamentos você usa para postar fotos e vídeos?

MT: Eu particularmente aboli esse lance de ter vários equipamentos numa viagem. Antigamente eu viajava com uma Canon, um iPhone e uma GoPro. No final, perdia mais tempo fazendo o mesmo conteúdo em vários equipamentos diferentes do que curtindo a viagem ou até produzindo um conteúdo melhor. Hoje em dia eu só viajo com meu iPhone e, se for uma viagem de praia, levo a GoPro. Como eu só uso o smartphone, investi na compra do iPhone 11 Pro com 512 Gb (usado para produzir fotos para o Instagram e o blog, além de vídeos pro YouTube) e num gimbal para me ajudar a estabilizar a imagem. Só uso a minha Canon T5i pra fazer vídeos em casa.

RF: Você já visitou 28 países. De todas essas experiências, qual foi o lugar que mais e menos gostou, a melhor e a pior comida, o povo mais e menos acolhedor?

MT: Nossa, acho que não consigo responder essa pergunta. Eu curti todos os lugares que fui porque todos tem uma história por trás. Eu era muito chata com comida, quase não provava nada de diferente, mas depois de um voluntariado na França, onde morei por 10 dias numa fazenda vegana, comecei a explorar mais a gastronomia dos lugares. Antes disso, se tivesse alguma coisa que eu não gostasse, eu ia no McDonald’s e pronto. Nem me preocupava com isso. Todos os povos foram bem legais, tirando uma pessoa ou outra que estivesse num mau dia. Mas, em geral, nunca tive problema em termos de ser recebida num país ou ser maltratada.

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Atualmente, o “@vidamochileira” conta com mais de 50 mil seguidores no Instagram

RF: Sempre que viaja você está a trabalho ou você consegue passear a lazer e depois tirar proveito disso e criar conteúdos?

MT: Depende do meu objetivo na viagem, mas se for lazer, eu consigo aproveitar com família e amigos e depois gerar conteúdos legais. Foi o que eu fiz no meu mochilão em família, por exemplo. Tinha dias que eu falava: estou trabalhando! E dias que eu só curtia e depois gerava um conteúdo para o meu público.

RF: Além de turismo você também tem uma função no voluntariado. Como funciona? O que faz e como concilia essas duas tarefas?

MT: Quando eu faço uma viagem de voluntariado, cedo algumas horas do meu dia (entre três e cinco horas) em troca de acomodação e comida de graça. Dessa forma, economizo na hospedagem e na alimentação, aprendo novas habilidades e ainda tenho tempo de turistar pelas cidade depois. Procuro os projetos de voluntariado na plataforma da Worldpackers, que tem anfitriões no mundo todo e todos com a mesma ideia: trocar algumas horas do seu dia por acomodação e comida. Alguns até oferecem um dinheiro extra caso você queira fazer horas adicionais. Existem trabalhos voluntários de, no mínimo, sete dias a, no máximo, três meses. Acho uma ótima alternativa pra quem está querendo viver uma viagem de forma diferente, mais conectada com o lugar e com as pessoas que vivem ali. Fora que você economiza muito e aprende bastante.

RF: Quais são os seus próximos objetivos?

MT: Quero fazer mais viagens sozinha e trazer mais conteúdos desse tipo para o blog e as redes sociais. Meu foco em 2020 é ajudar mais mulheres a viajarem, principalmente sozinhas. Porque eu sinto que ainda existe uma barreira muito grande para muitas viajantes que acham que não vão conseguir porque não têm capacidade suficiente ou que precisam da permissão do marido ou namorado pra fazer o que querem. Quero mostrar que uma viagem sozinha transforma muito a sua forma de pensar, mas mais do que isso, te conecta de forma muito intensa com você mesma e toca pontos importantes para sua evolução como indivíduo. Foi a partir de uma viagem sozinha que a minha vida mudou completamente. E hoje, depois de várias aventuras e agora estando casada, quero mostrar que existem medos e barreiras que precisam ser vencidas constantemente, porque temos o hábito de nos boicotar. É natural do ser humano, não importa o quão experiente você seja no assunto. É possível ser independente e livre mesmo estando em um relacionamento.

RF: Quais dicas você daria para quem deseja se tornar um social media influencer de turismo?

MT: Primeiro de tudo, entenda o que você quer compartilhar e porquê. Tenha claro seu objetivo, encontre uma lacuna e um nicho para abordar e foque. Tenha dedicação, consistência e paciência. Depois, entenda quem são as pessoas que querem ouvir o que você tem pra dizer, quem é o seu público? Entenda os interesses, os medos, as frustrações e as conquistas dessas pessoas. Lembre sempre de ser verdadeiro e único, de criar conteúdos originais e que gerem valor para quem está consumindo. Pense sempre no que o seu material vai agregar na vida daqueles seguidores. Esse é um ótimo jeito de começar com o pé direito.

20 melhores lugares para viajar em 2020

Cidade do Cabo, Tel Aviv, Tóquio e Machu Picchu estão entre os melhores lugares para viajar em 2020, segundo pesquisa feita pela Ovation Travel Group. Confira  o levantamento completo na galeria:

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    1 - Canyon, Arizona - EUA
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    2 - Palermo, Sicília - Itália
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    3 - Cidade do Cabo - África do Sul
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    4 - Bariloche, Patagonia - Argentina
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    4 - Bariloche, Patagonia - Argentina
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    5 - Kigali - Ruanda
  • 5 - Kigali - Ruanda
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    6 - Marrakech - Marrocos
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    7 - Porto, Rio Douro - Portugal
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    8 - Tel Aviv - Israel
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    9 - Deserto do Atacama - Chile
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    10 - Dubrovnik - Croácia
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    11 - Tóquio - Japão
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  • 12 - Tennessee - EUA
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    13 - Kotor - Montenegro
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    14 - Cabo San Lucas, Los Cabos - México
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    15 - Chiang Mai - Tailândia
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    16 - Machu Picchu, Cusco - Peru
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    17 - Melbourne - Austrália
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    18 - Mendoza - Argentina
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  • 19 - Vira Vira - Chile
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    20 - San Miguel de Allende - México
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    20 - San Miguel de Allende - México