Crédito: Divulgação/Emirates

Os cuidados necessários para viajar de avião durante a pandemia

22 de junho de 2020

Por Maria Beatriz Vaccari

A pandemia da covid-19 fez muitas pessoas adiarem planos de conhecer o mundo em 2020. Boa parte das empresas aéreas reduziu o número de voos e passou a dar preferência a passageiros que realmente precisam viajar. Além disso, alguns países fecharam fronteiras e implementaram restrições –- nações da Europa, por exemplo, anunciaram que irão barrar turistas naturais de países onde o vírus não foi controlado, como o Brasil.

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Quem precisa viajar de avião durante a pandemia deve tomar uma série de cuidados especiais para evitar riscos de contaminação. As ações preventivas precisam ser tomadas tanto pelo passageiro como pelos aeroportos e pelas próprias operadoras de voos.

Viajar de avião em tempos de pandemia

Os cuidados para viajar em segurança devem começar bem antes da data de embarque. O ideal é que o viajante tente encontrar voos mais vazios e sem conexões. Caso tenha que parar em algum lugar para chegar ao destino final, vale a pena dar preferência a cidades que conseguiram controlar a propagação do vírus – a Universidade Jonhs Hopkins tem um mapa atualizado que mostra o panorama da pandemia no mundo.

O passageiro também precisa estar preparado para evitar a exposição durante o percurso. Além de usar máscara (vale a pena levar várias delas na mochila) e álcool em gel, é fundamental se condicionar para não levar as mãos ao rosto e encostar apenas onde for necessário. Além disso, é preciso tomar cuidado com aglomerações, como no momento de retirar as bagagens na esteira.

“Todo lugar oferece seu risco. O principal critério que precisa ser levado em consideração é o distanciamento social, de pelo menos dois metros de distância. Seja ele no check-in, no raio-x, no embarque ou no desembarque”, explica Raquel Muarrek, infectologista da Rede D’or. “Além disso, é preciso que o ambiente esteja limpo e não ofereça risco”, completa.

Medidas de proteção 

Raquel defende que é importante usar máscaras durante todo o voo. A especialista diz que, apesar da troca de ar rápida do sistema de ventilação das aeronaves, o indicado é substituí-las a cada duas horas.

“Recomenda-se que as companhias aéreas mantenham a organização dos assentos com pelo 1,5 metro de distância entre cada passageiro”, afirma a infectologista. “O ideal é que os bancos sejam mais fáceis de limpar. Isso significa que as aeronaves precisam ter assentos de couro. As empresas também podem colocar álcool em gel para os passageiros na parte de trás de cada assento”, destaca.

Caso haja serviço de bordo, é preciso usar bandejas e materiais descartáveis. A especialista também acredita que é necessário criar um plano de limpeza especial para os banheiros, que devem ser higienizados após o uso de cada passageiro ou de uma em uma hora. Outro fator que pode ser adotado é a aferição de temperatura a cada três horas durante o voo.

O que diz a Associação Internacional de Transporte Aéreo 

Recentemente, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) divulgou um relatório sobre biossegurança, que traz uma série de recomendações para retomar as atividades do setor oferecendo o menor risco possível. Confira as principais diretrizes (algumas delas já foram colocadas em prática no Brasil e no mundo):

  • Dados de passageiros devem ser coletados de forma digital, antes da pessoa chegar ao aeroporto. O check-in também deve ser feito virtualmente.
  • Terminais de aeroportos devem ter acesso restrito apenas a funcionários e passageiros.
  • Passageiros devem ter suas temperaturas averiguadas antes de acessarem os terminais.
  • Distanciamento social (de pelo menos um ou dois metros) deve ser implementado, principalmente em áreas de check-in, imigração e segurança.
  • Funcionários e passageiros devem usar máscaras.
  • Carrinhos, portões eletrônicos, quiosques de autoatendimento e outras áreas dos aeroportos precisam ser higienizadas com frequência.
  • A IATA apoia o uso de testes de covid-19 nos aeroportos. Entretanto, destaca que é preciso adotar testes rápidos e confiáveis, que ainda não estão disponíveis no mercado.
  • A organização também acredita que o “passaporte da imunidade”, que indica passageiros recuperados de covid-19, pode ser uma boa estratégia. Entretanto, o documento só será viável se a ciência confirmar que não existem chances de recontaminação.
  • Companhias aéreas devem incentivar que os passageiros despachem suas malas sozinhos, sem a necessidade de contato com funcionários.
  • Segunda a IATA, o risco de transmissão de um passageiro para outro a bordo é muito baixo. A associação acredita que isso ocorre porque as pessoas não sentam de frente umas para as outras, e que o encosto do banco funciona como uma proteção. Mesmo assim, o uso de máscaras é recomendado.
  • Apesar da recomendação de infectologistas, a IATA acredita que o distanciamento a bordo (por exemplo, com assentos bloqueados) não é necessário.
  • Refeições devem ser pré-embaladas e os passageiros podem receber toalhas para realizar a limpeza dos arredores de seus assentos.
  • A equipe da aeronave pode implementar procedimentos para limitar o movimento de passageiros a bordo.

Coronavírus: políticas de cancelamento e reembolso

Precisa remarcar ou cancelar um voo por conta do coronavírus? Clique aqui para descobrir como funciona a política de cancelamento e reembolso das principais companhias aéreas que operam no Brasil.

Na galeria, confira as aeronaves usadas pelas companhias aéreas brasileiras: