Estados Unidos
Ter filho nos Estados Unidos: vantagens, custos e cuidados para famílias brasileiras
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- 02/Setembro/2025
- Redação
O interesse de famílias brasileiras em ter filho nos Estados Unidos tem crescido nos últimos anos. Além da cidadania americana automática para o bebê, o nascimento no país garante benefícios que podem impactar toda a vida da criança, como acesso facilitado à educação, possibilidade de trabalho legal, mobilidade internacional e até vantagens imigratórias no futuro.
Planejamento é um fator essencial nesse processo. O investimento varia conforme estado, cidade e hospital, e inclui não apenas despesas médicas, mas também custos de hospedagem, transporte, alimentação e documentação. Especialistas alertam que é preciso avaliar tanto a parte financeira quanto os aspectos logísticos e legais antes de tomar a decisão.
Ter filho nos Estados Unidos exige preparação
Segundo Guilherme Vieira, CEO da On Set Consultoria, empresa especializada em imigração e visto americano, compreender todas as etapas é o primeiro passo para que pretende ter filho nos Estados Unidos. “Muitas famílias acreditam que é um processo inacessível, mas, quando organizado com antecedência, pode se tornar viável”, explica.
Em média, o investimento total varia entre US$ 20 mil e US$ 40 mil (aproximadamente R$ 110 mil a R$ 220 mil). Esse valor inclui:
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Despesas médicas: pré-natal, honorários, parto e internação;
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Custos hospitalares: taxas e equipamentos;
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Hospedagem: aluguel temporário por dois a três meses;
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Passagens aéreas: para a gestante e, em alguns casos, acompanhantes;
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Despesas extras: transporte local, alimentação, seguros e documentação.
Vieira destaca ainda a importância de programar a estadia mínima. “É fundamental programar a estadia mínima de 90 dias, considerando a chegada antes do parto e o tempo necessário para emissão da documentação da criança, como a certidão de nascimento americana e o passaporte dos EUA”, detalha.
Regras e cuidados com o chamado “birth tourism”
O Departamento de Estado e a Imigração Americana têm reforçado a atenção para o chamado birth tourism (ou “turismo de parto”). De acordo com as autoridades, pedidos de visto podem ser negados caso fique evidente que o principal objetivo da viagem é apenas dar à luz nos EUA.
Vieira reforça que a prática em si não é ilegal, desde que ocorra de forma transparente. “Não há ilegalidade em ter um filho nos EUA, desde que as regras sejam respeitadas, todas as despesas médicas sejam arcadas e a viagem seja conduzida de forma transparente. O que o governo americano reprova é o ‘jeitinho’, e isso faz parte da cultura americana: agir sempre de forma correta, planejada e legal”, afirma o especialista.
Pontos a avaliar antes da decisão
Para quem considera ter filho nos Estados Unidos, alguns fatores devem ser levados em conta:
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Estabilidade financeira para arcar com custos médicos e de estadia;
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Impacto logístico da viagem no último trimestre da gestação;
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Tempo de permanência mínima até a emissão da documentação da criança;
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Objetivos de longo prazo relacionados à educação, carreira e imigração.
O retorno desse investimento pode acompanhar a criança por toda a vida. Além do passaporte americano, que garante entrada em mais de 180 países, a dupla cidadania permite estudar e trabalhar legalmente nos EUA e, no futuro, patrocinar pedidos de imigração para pais e familiares diretos.
“Para muitas famílias, trata-se de um projeto de legado. Não é apenas o nascimento em outro país, mas a possibilidade de abrir portas para educação de qualidade, segurança e mobilidade internacional. Mas é essencial destacar: o processo deve ser feito dentro da lei, seguindo as diretrizes do Governo Americano e com responsabilidade. É assim que se constrói um legado sem erros, com ganhos expressivos para todas as partes, tornando-se sólido e duradouro”, conclui Vieira.