Com unidades em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a exposição Space Adventure mostra como a vida dos astronautas mudou ao longo dos últimos 50 anos. Os visitantes podem observar objetos utilizados em missões e comparar itens do programa Apollo Program com tecnologias associadas os projetos espaciais mais recentes.
Como é a Space Adventure
A Space Adventure reúne quase 600 itens originais relacionados à corrida espacial. Em Balneário Camboriú (SC), o público pode conferir mais de 300 peças utilizadas em missões da NASA, incluindo alimentos levados a bordo da Apollo 8, o que permite observar como era a rotina alimentar no espaço.
Já na unidade de Canela (RS), a proposta é apresentar diferentes fases da exploração espacial. O espaço reúne a réplica da cápsula Orion, trajes utilizados em missões, modelos voltados a caminhadas lunares e uma representação da estação lunar Gateway, além de um rover semelhante aos empregados em missões a Marte.
Principais mudanças na vida dos astronautas
Recentemente, a missão Artemis II marcou o retorno de tripulações à órbita lunar mais de cinco décadas após a Apollo 8. Na época, atividades cotidianas, como alimentação, descanso e higiene exigiam soluções específicas, enquanto os avanços tecnológicos atuais tornam a permanência no espaço mais segura e funcional.
Veja algumas das principais mudanças:
Alimentação
Durante a Apollo 8, os astronautas consumiam alimentos liofilizados e pastas acondicionadas em tubos, com restrições para evitar a formação de migalhas, que poderiam se dispersar em ambiente de microgravidade e comprometer equipamentos.
Nas missões atuais, o cardápio permanece majoritariamente desidratado, mas apresenta maior variedade, melhor textura e sistemas mais precisos de reidratação e aquecimento. Itens como tortilhas substituem o pão, e a alimentação é planejada não apenas para atender às necessidades nutricionais, mas também para contribuir para o bem-estar da tripulação.
Higiene
As diferenças também são observadas nos sistemas de higiene. Durante as primeiras missões, como a Apollo 8, não havia banheiros a bordo. Para urinar, os astronautas utilizavam funis conectados a mangueiras, enquanto outras necessidades eram realizadas com o uso de sacos coletores, que exigiam ajuste manual e procedimentos específicos para armazenamento e controle de contaminação.
Na espaçonave Orion, utilizada na Artemis II, o sistema sanitário emprega sucção a vácuo para direcionar os resíduos, oferecendo maior eficiência, segurança e condições mais adequadas de higiene durante a missão.
Sono
Durante a era do Apollo Program, dormir no espaço exigia que os astronautas se mantivessem presos para evitar a flutuação dentro da cabine, muitas vezes em posições desconfortáveis e sob ruído constante. A ausência de um ciclo natural de dia e noite – com múltiplos nasceres e pores do sol ao longo de um mesmo período em órbita – também afetava o ritmo biológico das tripulações.
Atualmente, embora o desafio permaneça, há avanços nos sistemas de descanso. Em missões como a Artemis II, os astronautas utilizam sacos de dormir fixados às paredes das espaçonaves, contam com controle de iluminação para simular ciclos de repouso e seguem protocolos específicos de adaptação fisiológica, tornando o sono mais organizado e previsível.
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