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Carolina do Sul – Roteiro de Greenville a Charleston inclui restaurantes Michelin e muita história boa

  • Créditos/Foto:Paulo Basso Jr.
  • 05/Maio/2026
  • Paulo Basso Jr.

Há quem diga que a Carolina do Sul é o estado mais hospitaleiro dos EUA. Muitos também garantem que a culinária local figura entre as melhores do país – ao ponto de chamar atenção dos guias de gastronomia mais prestigiados do mundo, como o Michelin. Como eu gosto de ser bem tratado e sou facilmente pego pela boca (alguém aí não é?), decidi deixar de lado destinos badalados como Miami, Nova York e Las Vegas para fazer uma não convencional, porém saborosíssima viagem de carro por Greenville, Columbia e Charleston, três das principais cidades da região. E quer saber? Não me arrependi nem um pouco.

A começar pelo fato de que é fácil e conveniente chegar lá. De Atlanta, a capital da Geórgia que recebe voos diretos e diários de São Paulo, basta rodar pouco mais de duas horas de carro para alcançar Greenville (a cidade também tem aeroporto, caso prefira viajar com conexão). Dali, em uma hora e meia você está em Columbia e com mais duas horas já sente no rosto a brisa da costa do Atlântico, em Charleston. Em todas as paradas, o que não faltam são lugares para visitar, histórias para ouvir e, acima de tudo, bons pratos para provar.

Road trip na Carolina do Sul

Paulo Basso Jr.
O que fazer em Charleston
Charleston, uma das cidades mais encantadoras dos EUA

Eis aqui o roteiro que eu segui durante minha inesquecível road trip na Carolina do Sul.

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Greenville

Paulo Basso Jr.
Roada trip na Carolina do Sul
Vista do Falls Park desde a Liberty Bridge

A maioria das cidades pequenas e médias dos EUA tem um perfil semelhante, com uma praça central que reúne algumas atrações e, a partir dela, ruas e avenidas que se entrelaçam feito um tabuleiro de xadrez e conduzem a periferias com casas sem muros ou grades e cercadas por áreas verdes. É bonito, mas quase não se vê gente andando a pé (muitas vezes nem calçada há), e o carro serve como meio de transporte praticamente exclusivo. Se você já observou lugares assim em filmes, pode apostar que esse é o cenário padrão que irá se deparar ao viajar pelo interior do país.

Greenville, porém, decidiu que seria uma exceção à regra. Situada ao oeste da Carolina do Sul, a cidade com pouco mais de 70 mil habitantes investiu em uma região central viva, caminhável e cheia de personalidade, que lembra mais a Europa do que propriamente aos EUA. E há um bom motivo para isso.

Na década de 1970, Max Heller, um imigrante austríaco, tornou-se prefeito do município. À época, uma indústria têxtil em decadência tomava conta da região, com moinhos em péssimo estado de conservação projetando-se na paisagem acinzentada. Em meio a tudo isso, o Rio Reddy sofria com o descaso da exploração industrial e praticamente escondia uma joia bem no centro de Greenville: pequenas, porém belíssimas quedas d’água.

Os olhos europeus de Heller enxergaram ali um ponto de mudança. E foi assim que surgiu o Falls Park, parque urbano que integra natureza, arquitetura e planejamento urbano de forma inteligente, com trilhas e mirantes em torno da cachoeira e até mesmo uma icônica passarela suspensa que virou símbolo local, a Liberty Bridge.

Repaginada, a área passou a atrair locais e turistas, sobretudo no fim da tarde, que iam (e até hoje vão) ali para caminhar, andar de bike ou apenas deixar o tempo passar. A partir daí, um efeito dominó levou à revitalização completa de Downtown, o centrinho que abraça o parque e hoje funciona como o coração pulsante de Greenville.

A Main Street, que poderia ser apenas mais uma rua comercial, virou um eixo agradável para se explorar a pé, com galerias de arte, lojas independentes, cafés e restaurantes que mantêm um fluxo constante ao longo do dia. Tudo por lá esbanja charme, dos edifícios de tijolinho à vista e hotéis aos monumentos e até mesmo às placas de trânsito e aos relógios de rua, que são estilizadas e se espalham por pequenas praças.

O novo desenho urbano da região central impulsionou outras iniciativas que reforçam a proposta de qualidade de vida local. Trilhas como a Swamp Rabbit Trail, com impressionantes 30 km, cortam Greenville e permitem deslocamentos de bicicleta ou a pé, conectando bairros, parques e até cidades vizinhas. Mais recentemente, o Unity Park ampliou esse horizonte ao transformar uma área antes subutilizada em um espaço de convivência com gramadão, passarelas e estruturas voltadas para moradores e visitantes. Ali, há brinquedões para crianças e espaços para piqueniques. Uma delícia para relaxar e um exemplo para outros lugares do mundo.

Na rota Michelin

Paulo Basso Jr.
Roada trip na Carolina do Sul
Soby’s, na charmosa Main Street de Greenville

É verdade que tive a oportunidade de ver tudo isso de camarote, mas você também tem. Para isso, basta se hospedar no Grand Bohemian Lodge Greenville, hotel novinho em folha que se projeta às margens do Falls Park e oferece terraços e quartos com vistas para a queda d’água. Dali, é fácil chegar ao Cancer Survivors Park, que conta com belos jardins e está conectado por trilhas às áreas verdes vizinhas e também ao centrinho propriamente dito, onde não faltam bons restaurantes.

Em novembro de 2025, a cena gastronômica local ganhou um up quando o Guia Michelin concedeu uma estrela ao sofisticado Scoundrel, de inspiração francesa, e recomendou outros quatro endereços na cidade. Caminhando pela região, passei por dois deles: o italiano Jianna, que fica no descolado bairro de West End, e o Soby’s, situado em um dos prédios mais antigos da cidade, na Main Street, onde provei um delicioso tartar de salmão e visitei a adega, uma das mais completas do estado. Quem quiser pode até reservar uma mesa no espaço para curtir uma experiência exclusiva, embora o pátio ao ar livre seja mais convidativo.

O restaurante que mais gostei por lá, no entanto, foi o Topsoil, que está um pouco mais afastado da região central, mas com acesso direto a partir da Swamp Rabbit Trail. Bati um papo com a proprietária Wendy Lynam e o chef Adam Cooke. Ambos são muito simpáticos e fizeram questão de mostrar o quanto valorizam ingredientes frescos de produtores locais, ao ponto de o cardápio indicar as fazendas da região onde os produtos são comprados ou cultivados.

Quando vi, já tinha pedido um monte de entradas, como gaspacho (sopa típica espanhola com tomate, pimentão, alho, azeite e vinagre), hamachi (um peixe excelente servido como sashimi) e salada de beterraba assada com mirtilo. Claro que sobrou espaço para o prato principal, uma excelente bochecha de boi com molho de alho-poró selvagem e trufa negra.

Se pareceu exótico demais para seu paladar, não se preocupe. Greenville é plural quando o assunto é comida e conta com restaurantes mais convencionais, como o Fork and Plough, que ajusta o cardápio até duas vezes por dia, reforçando a conexão direta entre campo e cozinha. Os destaques do cardápio são saladas, vegetais (a couve de Bruxelas queimadinha nas pontas é uma delícia) e até mesmo hambúrgueres e sanduíches de frango. Se Roddy Pick, um dos proprietários, estiver por lá, bata um papo com ele a respeito de sustentabilidade. Ele cultiva, entre outras coisas, alho em uma fazenda que não usa químicas ou sequer água na plantação há mais de três anos. Inovador, do jeito que Greenville gosta.

Columbia

Paulo Basso Jr.
Roada trip na Carolina do Sul
State House, o capitólio da Carolina do Sul

Com o estômago satisfeito e depois de duas noites sendo muito bem tratado na surpreendente Greenville, segui de carro para Columbia, a capital da Carolina do Sul. Minha passagem pela cidade foi rápida, mas o suficiente para ver alguma de suas principais atrações.

A partir do Lantern Hotel – erguido em um antigo posto de bombeiro –, uma simples caminhada me levou ao State House, ou capitólio do estado, estabelecido em uma edificação cercada de verde e com uma cúpula imponente. Como era fim de semana, não pude visitar o interior, aberto para tours apenas de segunda a sexta, mas em compensação sobrou tempo para ir ao Soda City, mercado de rua que se prolonga por vários quarteiros no centro da cidade e só funciona aos domingos.

Ali, dá para comprar lembrancinhas, artesanato e, claro, comer bem. Há barracas de diversos lugares do mundo, como Itália, México, Venezuela e Jordânia. Quem me fisgou, entretanto, foi a turma do Brazilian Taste, que sacou uma fornada de pão de queijo quentinho assim que passei por eles. Aí, fica difícil resistir, né? Comprei um saquinho e ofereci para minhas companheiras de grupo: uma americana, uma austríaca, uma francesa e uma dinamarquesa. Adivinhe? Gostaram tanto que voltaram lá e quase acabaram com o estoque.

Ainda na rota gourmet, Columbia também viu restaurantes serem recomendados pelo Guia Michelin recentemente e passou a promover eventos gastronômicos em lugares históricos, como o Museum of the Reconstruction (Museu da Reconstrução). Participei de um jantar com cinco chefs locais e, vou falar, provei ali uma das melhores barrigas de porco da vida, servida com polenta cremosa. Que delícia.

A capital da Carolina do Sul também se revela um bom destino para cervejeiros. Uma das fabricantes locais mais famosas, a Savage Craft Ale Works, acumula vários prêmios respeitados. Dei um pulo lá, e o proprietário Andrew Baumgartner fez questão de me mostrar as medalhas. A cerveja da casa é realmente boa (provei uma cream ale chamada Vale), mas o que gostei para valer foi do prédio revitalizado onde funciona o bar e a própria produção da bebida, uma antiga estação de bombeiros (mais uma, juro) situada ao lado de uma praça com mesinhas ao ar livre e jogos para crianças.

Passeio de barco

Paulo Basso Jr.
Roada trip na Carolina do Sul
Lago Murray

Não é apenas para comer e beber que vale a pena visitar Columbia. A cidade conta com vários atrativos naturais, entre eles uma trilha chamada Riverwalk, que se descortina às margens do Rio Congaree e oferece belas vistas. Vale a pena começar o passeio aos pés da Gervais Street Bridge, ponte situada na região em que os rios Saluda e Broad se juntam para dar vida à principal via fluvial da região. A partir dali dá para caminhar ou, se preferir, pedalar.

Outro ponto turístico que vale a visita é o Lago Murray, vizinho da capital da Carolina do Sul. Enorme, o local pode ser explorado a partir de passeios de barco. No pontoon (embarcação de lazer caracterizada por uma plataforma plana e espaçosa, geralmente com futons e espreguiçadeiras) do capital Kenny Hardee, o passeio de um dia sai por US$ 360 de segunda a quinta e US$ 440 de sábado a domingo. O valor pode ser dividido em até seis pessoas e inclui a presença do comandante.

Com lanchinhos típicos do sul dos EUA (como wraps de camarão) a bordo – você pode levar o que quiser –, passei horas agradáveis por lá, observando a paisagem marcada por ilhas e belas praias. Vi diversas lanchas repletas de adolescentes curtindo a região, mas também havia áreas mais desertas, onde dava para ancorar e mergulhar na mais pura paz.

Durante o passeio, fiquei de cara com a opulência das mansões à beira do lago. Em determinado momento, avistei diversos veleiros e iates, numa cena digna da francesa Côte d’Azur.  Perguntei a Hardee se era uma marina e ele negou, explicando: “É apenas a ‘garagem’ de um condomínio”. Um espetáculo!

Veja aqui preços e avaliações de hotéis em Charleston

Charleston

Paulo Basso Jr.
O que fazer em Charleston
International African American Museum

A última etapa do meu roteiro pela Carolina do Sul era, também, a mais desejada: Charleston, um destino charmoso, colorido e divertido que merece ser descoberto pelos brasileiros. Afinal, o que não faltam ali são boas histórias para ouvir e, por que não, construir.

Desde 1670, quando foi fundada, a cidade desempenha um papel central no desenvolvimento dos EUA. Dona de um dos principais portos do país durante o período colonial, teve participação direta em momentos decisivos, como a Guerra Civil Americana, que começou oficialmente com os primeiros tiros sendo disparados por lá. De quebra, o local carrega marcas profundas de um passado sombrio, quando serviu como um dos principais pontos de entrada dos africanos escravizados na América do Norte.

Toda essa complexidade em torno de Charleston permaneceu em certa obscuridade por muito tempo, mas hoje encontra o devido respeito em museus, memoriais e projetos culturais. Nos últimos anos, iniciativas como o International African American Museum trouxeram novas camadas de interpretação histórica e social para nativos e quem visita a região.

Inaugurado em 2023, o espaço ocupa um dos terrenos mais simbólicos dos EUA, o Gadsden’s Wharf, porto por onde chegaram cerca de 40% dos africanos escravizados levados ao país. Com piso elevado, o museu tem instalações externas, entre as quais se destaca uma com formas humanas esculpidas no chão e que são preenchidas com água quando a maré sobe. Impactante, a obra tem como intuito revelar “corpos que foram apagados pela história, mas podem voltar à superfície”. Do lado de dentro, a diáspora africana é explicada por meio de recursos multimídias, reconstruções e depoimentos. Há até referências ao Brasil, como o surgimento do candomblé.

Centro Histórico

Paulo Basso Jr.
O que fazer em Charleston
Corey Alston e as cestas de erva-doce no mercado

Já no Centro Histórico, Charleston desenrola uma série de atrações que surgem aos olhos a cada quarteirão. A King Street funciona como uma espécie de espinha dorsal do roteiro. É ali que está o burburinho, graças à presença de lojas (tanto de marcas locais quanto de grife, como Louis Vuitton, Sephora e H&M), galerias, restaurantes, baladas e um fluxo constante de turistas.

No meio do fuzuê, quando menos percebi já estava no French Quarter. E não pense que o ritmo desacelera por lá. Ruas estreitas, casarões com sacadas de ferro ao estilo de New Orleans e igrejas centenárias atraem a atenção dos forasteiros, que batem perna por ali dia e noite. É nesta região também que fica o Charleston City Market, aberto no século 19 e que, até hoje, é dos pontos mais visitados da cidade.

Entre barracas com toda sorte de lembrancinhas e artesanato, parei para observar o trabalho de Corey Alston, artista que mantém viva a tradição africana de confeccionar cestas com erva-doce. Enquanto trançava as fibras com uma habilidade impressionante, ele me contou que o processo exige paciência, uma vez que até mesmo peças menores podem levar até 13 horas para ficarem prontas. Não à toa, uma cesta pouco maior que uma mão custa em torno de US$ 150. Já as maiores podem levar meses, às vezes mais de um ano de trabalho, e são vendidas por alguns milhares de dólares. Simpático, Alston pertence à sétima geração de uma família oriunda de uma pessoa escravizada vinda de Serra Leoa e, hoje, gaba-se de ter obras expostas em museus de Washington D.C. e da Colômbia.

Seguindo pelo centro histórico, os cartões-postais de Charleston aparecem em sequência. A Broad Street ajuda a contextualizar o passado político e administrativo da cidade, com prédios históricos e igrejas imponentes, como a St. Michael’s Church. Logo adiante, a Rainbow Row entrega a imagem clássica da região: edificações coloridas do século 18 alinhadas lado a lado, resultado de um processo de restauração que devolveu vida ao espaço.

Esse conjunto ganha ainda mais força quando se entende a geografia local. Charleston está posicionada em uma península cercada por rios e pelo Oceano Atlântico, o que explica toda a fama local. Caminhar pela orla é praticamente obrigatório. O Waterfront Park, com vista direta para o porto e áreas arborizadas, convida a desacelerar e ainda rende fotos em uma icônica fonte em formato de abacaxi. E olha que eu ainda nem estava com fome.

Mais ao sul, a região da Battery Street concentra outro cenário marcante da cidade. De frente para a baía, casarões históricos disputam espaço e deixam claro o nível de poder acumulado em Charleston ao longo dos séculos. Alguns deles têm sacadas com teto pintado de azul. Dizem que é para espantar assombrações. Se dá certo, não sei, mas de fato não faltam tours na região para quem se liga em fantasmas e almas penadas. Tem coragem?

Na mesa, Charleston se explica

Paulo Basso Jr.
O que fazer em Charleston
Coral gospel no Halls Chophouse

No mundo real, toda essa mescla histórica e cultural se reflete na gastronomia de Charleston, que combina influências africanas, europeias e caribenhas, com forte presença de frutos do mar e preparações à base de arroz. Na prática, isso dá vida a restaurantes maravilhosos, muitos deles indicados ou com estrelas Michelin.

É o caso do Wild Common, que trabalha com um menu sazonal que muda com frequência e é servido em modelo de degustação. Provei diferentes etapas e até a salada surpreendeu, mas os grandes destaques foram as vieiras e o filé de wagyu australiano, que não vou esquecer tão cedo. A carta de drinques também é ótima. Uma boa dica é o martini autoral, feito com saquê e com aroma refrescante.

Outro restaurante que merece entrar no roteiro é o Gabrielle, dentro do Hotel Bennett. Elegante, a casa aposta em uma leitura contemporânea da cozinha local. Na prática, isso significa pratos como ostras frescas, boas massas, um delicioso Lowcountry Purloo (arroz crocante típico da Carolina do Sul preparado com tomate, camarão, amêijoas, peixe e sementes de gergelim torradas) e, acima de tudo, cortes de carnes serviços à perfeição, como o New York Strip e o filé Chateaubriand. Guarde espaço para o crème brulée de sobremesa ou estique a noite no vizinho Camellias, um belíssimo bar de champanhes.

No dia seguinte, almocei no Rodney Scott’s BBQ, cuja proposta é completamente diferente. Trata-se de uma casa simples, com decoração rústica e que serve o típico churrasco do sul dos EUA. A comida por lá é tão boa, porém, que fez o endereço ser recomendado pelo Guia Michelin. O destaque é o preparo em estilo whole hog barbecue, com o porco assado inteiro por horas, resultando em uma carne macia e com sabor defumado marcante. O mesmo vale para o brisket e as asinhas de frango, sem contar acompanhamentos clássicos, como salada de repolho e mac and chesse (macarrão com queijo).

Agora, caso esteja em Charleston num domingo, não ouse ir embora de lá sem fazer uma reserva no brunch gospel do Halls Chophouse. O local está sempre cheio de turistas e nativos, que costumam frequentar o local ao sair da missa, o que empresta um certo tom formal ao dress code. O mais legal de tudo é que o gerente recebe os clientes pessoalmente, puxa conversa e explica o conceito da casa, retratando a tal hospitalidade da Carolina do Sul.

O cardápio valoriza a cozinha local. Provei um crab cake Benedict (bolinho de caranguejo com molho bechamel) excelente. As ostras também são uma boa pedida. Mas nada chama mais atenção por lá do que a música. A banda ao vivo, com coral gospel, domina o salão com vozes poderosas, acompanhadas por piano, cordas e percussão. Quando percebi, estava dançando até sentado, de tão animado e contagiante que era o ritmo. Uma baita surpresa boa, como tudo que vi, vivi e agora recomendo nesse encantador estado americano.


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