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O que fazer no Parque Nacional de Torres del Paine

7 de agosto de 2017

Por Paulo Basso Jr.

Agências locais e hotéis, como o Tierra Patagonia (nesse caso gratuitamente), oferecem aos hóspedes uma série de excursões para contemplar o Parque Nacional Torres del Paine.

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Há caminhadas diárias e de meio-dia – algumas leves e outras que exigem mais preparo físico –, cavalgadas, por bosques de árvores centenárias, visitas a estâncias onde vivem os gauchos (homem do campo local, cujo nome é inspirado nos fazendeiros gaúchos do Brasil) e navegar rumo a glaciares. Tudo pode ser feito na companhia de guias especializados e com o apoio de vans, que trafegam pelo parque e levam a bordo petiscos, água, refrigerante e cerveja.

Por toda a parte é possível ver animais. São grupos enormes de guanapos, ovelhas, cavalos selvagens e muitos pássaros, entre eles o imponente condor. Ali, a vida é selvagem de verdade, com bichos descansando, se alimentando, caçando e sendo caçados, quase todos eles temendo a presença de raposas e das pumas, o maior predador do pedaço – é raríssimo vê-las, já que apenas 34 delas vivem na região.

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Vista das famosas Torres del Paine, que batizam o parque

As cenas podem ser fofinhas e arrancar diversos “oooohs”, como a de pequenas ovelhinhas sendo amamentadas pelas mamães. Mas também podem ser radicais, pontuadas por carcaças de animais que acabaram de ser devorados.

Como pano de fundo, a paisagem quase intocada revela montanhas com picos cobertos de neve, rios, cachoeiras, lagos e estepes a perder de vista. É muito espaço, parece outro planeta.

O roteiro mais procurado na região é o que segue para a base do Maciço Paine, composto pelas famosas Torres del Paine, as partes mais pontiagudas da formação rochosa originada há 12 milhões de anos. O visual estonteante é completado pelos Cornos del Paine, saliências na rocha que, no cume, lembram chifres.

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Passeio de cavalo em Torres del Paine

Chegar perto dessa maravilha, no entanto, exige resistência. O trajeto de 18 km a partir do Tierra Patagonia pode durar até oito horas de trekking, com direito a travessia de colinas íngremes pelo caminho.

Para quem prefere algo mais light, uma opção é contemplar o panorama no tour Laguna Azul, que envolve uma caminhada de cerca de meia hora às margens de uma lagoa com águas translúcidas e de um azul tão fascinante que chega a lembrar o Mar do Caribe.

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Dali, tem-se uma vista espetacular das Torres del Paine, cujas cores podem mudar a qualquer momento de acordo com a posição do sol e ir do cinza para o azul ou o alaranjado em questão de segundos. Ali, o cenário muda a cada dia, mas uma coisa é certa. Ele permanece fascinante o tempo todo.

Obs; trecho de reportagem publicada originalmente na revista Viaje Mais Luxo