Crédito: Paulo Basso Jr.

Key West: explore um lado diferente da Flórida

4 de janeiro de 2019

Por Paulo Basso Jr.

Apenas 4h30min de carro ligam Miami a Key West, um cantinho pouco explorado pelos brasileiros na Flórida, mas que tem uma vibe de arrasar. Ali, no extremo sul do estado americano, há bares que não têm horas para fechar, lojas descoladas, um museu dedicado a Ernest Hemingway e lugares de onde se avista o pôr do sol eleito por muitas pessoas (e com razão) como o mais lindo do mundo.

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Como chegar a Key West

Paulo Basso Jr
Ponte de Miami a Key West
7 Mille Bridge, na Overseas Highway

Miami está ligada a Key West pela Overseas Highway, uma estrada que contempla nada menos que 42 pontes, muitas delas cênicas. A última vale até uma parada para foto. Trata-se da 7 Mille Bridge, que tem cerca de 11 km e é cercada pelo mar verdinho que toma conta do pedaço.

Durante o caminho, o que não faltam são carros superesportivos, com destaques para os Mustangs e Corvettes. Coloridos, eles emprestam um charme a mais ao roteiro. Se puder, alugue um deles, abra a capota e desfrute do visual.

Antes de chegar a Key West, você passa por quatro keys (como as ilhas e ilhotas são chamadas no sul da Flórida): Key Largo, Islamorada, Marathon e Big Pie. A primeira é a mais charmosinha delas. Palco do John Pennekamp Coral Reef State Park, o local é tomado por verde e oferece boas trilhas, além de praias convidativas para mergulhos.

Paulo Basso Jr.
Piscina em hotel Key Largo
Hotel Playa Largo, em Key Largo

Alguns resorts concentram faixas de areia privadas, como o Playa Largo Resort and Spa, um lugar confortável para pernoitar caso não queira puxar direto a viagem até Key West. As outras keys pelo caminho também têm seus encantos, mas é difícil resistir e não seguir direto para o destino final.

O que fazer em Key West

Key West, a maior entre as keys da Flórida, preserva uma arquitetura colonial praiana típica dos anos 1920. A Duval Street, rua principal, é uma graça. Ali, casarões com fachadas coloridas abrigam bares, restaurantes, cafés e lojas fofas. As pessoas andam a pé, de bike ou nos lindos conversíveis que as levaram até lá, sempre com um sorriso no rosto.

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Rua principal de Key West
Duval Street, em Key West

Tudo na região chama a atenção dos olhos, das farmácias às igrejas e padarias. O antigo prédio da alfândega, imponente e com paredes vermelhas, é palco hoje de um grande museu que conta a história da região. Ao lado dele há grandes resorts, como o Margaritaville Key West Resort & Marina, bem como uma estátua de um casal se beijando e um píer de onde partem ferries para Sunset Key, ilha que abriga um hotel luxuoso chamado Sunset Keys Cottages, dono de um ótimo restaurante.

O pôr do sol e a noite de Key West

É perto do antigo prédio da alfândega que está também a Mallory Square, praça que fica lotada depois das 17h, com direito a apresentações musicais, barraquinhas de comida. A movimentação frenética de pessoas tem como intuito principal assistir ao maravilhoso pôr do sol.

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Barco a vela pôr do sol
Pôr do sol desde a Mallory Square

Num espetáculo que se repete diariamente (mesmo porque, até no inverno, o sol brilha forte em Key West), barcos à vela e iates desfilam pelo pedaço, quando não ancoram ali do lado, na marina, que empresta ares de St. Tropez ao extremo sudeste dos Estados Unidos. Assim que o sol dá até logo, soam merecidos aplausos.

Essa é a deixa para uma atmosfera boêmia tomar conta do pedaço. Na Duval Street, baladas e bares ficam abertas até tarde. Um dos endereços mais famosos é o Sloppy Joe’s, bar em que Hemingway costumava apreciar seus drinques favoritos, como Daikirii e Mojito, quando morava na região. Ao menos hoje, as bebidas não são lá grande coisa, mas têm ótimas histórias para contar.

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Conversível em Key West
Sloppy Joe’s, o bar de Hemingway

Hemingway em Key West

Vindo de Cuba para os Estados Unidos nos anos 1930, Hemingway morou por muitos anos em Key West ao lado de sua segunda mulher, Pauline Pfeiffer. Já famoso, o escritor comprou um dos casarões mais belos da região – o primeiro, inclusive, a ter uma piscina –, e lá montou um agradável escritório, onde escreveu parte de alguns de seus livros mais famosos, como Por quem os sinos dobram e As Neves do Kilimanjaro.

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Fachada de museu Hemingway
Museu dedicado a Hemingway, em Key West

Hoje, a casa se transformou em um museu, que conta com objetos e mobiliário de época, cartazes, máquinas de escrever, exposições históricas e gatos, muitos gatos. Para ser mais preciso, 56 bichanos, todos eles curiosamente com seis dedos nas patas, mutação genética oriunda de Show White, uma das gatas do escritor.

De hidroavião para Dry Tortugas

Apesar de toda a badalação, Key West não tem praias tão empolgantes, à exceção de Smathers, Higgs e Dog Beach, as mais movimentadas do pedaço (mas não exatamente bonitas, ao menos para os brasileiros). Prova disso é que um dos pontos costeiros mais fotografados da região não é uma faixa de areia, mas o marco que aponta o trecho mais ao sul dos Estados Unidos.

Paulo Basso jr.
Vista aérea de Key West
Hidroavião sobrevoando Key West

Se a ideia é procurar um cenário de Caribe, vale mais a pena fazer um passeio de hidroavião desde o pequeno aeroporto de Key West até Dry Tortugas, arquipélago que dá vida a um dos parques nacionais mais extremos do país. O tour custa US$ 340 por passageiro, mais US$ 15 para acessar a ilha principal da região.

Também dá para fazer o trajeto em 2h30min a bordo de um ferry (de avião é pouco mais de meia hora), ao preço de US$ 180 para adultos e US$ 125 para quem tem até 16 anos). Mas aí você não terá acesso à espetacular vista aérea, que arrasa tanto na ida quanto na volta, durante o pôr do sol.

Como é Dry Tortugas, na Flórida

A única ilha aberta ao público em Dry Tortugas, que foi alvo de piratas séculos atrás, conta hoje apenas com algumas praias que servem de moldura para o Fort Jefferson, fortaleza que, mais do que defender a ilha, foi usada como prisão pelo governo americano.

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Flroida Keys
Hidroavião em praia de Dry Tortugas

Uma vez lá, você pode passear pelos muros e torres para ter uma bela vista e fazer fotos. Mais do que isso, pode fazer snorkeling em meio a peixes coloridos e até inofensivos tubarões. Ou então ficar tomando sol nas praias de areia branquinha, apenas observando o mar cristalino, com estonteantes tons de azul.

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O passeio pode durar meio dia ou um dia inteiro. Não dá para pernoitar por lá. É preciso levar algum lanche, fazer piquenique e, claro, recolher tudo e não deixar nenhuma sujeira antes de voar de volta para Key West.

Na bagagem, você carregará a certeza de ter conhecido uma Flórida especial, de um ângulo que muita gente, por puro desconhecimento, deixa passar batido.

Paulo Basso jr.
Homem em praia Dry Torrugas
Fort Jefferson, em Dry Tortugas

Hotéis nas Florida Keys

Playa Largo Resort and Spa – Em Key Largo, no caminho entre Miami e Key West, é uma boa opção de pernoite. Tem uma ampla piscina e uma praia particular com um redário cheio de estilo. Há suítes desde US$ 489.

The Perry Hotel Key West – Este hotel-butique fica um pouco afastado do centro, mas conta com um ótimo restaurante, uma piscina elegante e uma bela marina. Os valores partem de US$ 327.