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Kapama River Lodge – Como é o hotel de safári na África do Sul preferido dos brasileiros

  • Créditos/Foto:Paulo Basso Jr.
  • 05/Novembro/2025
  • Paulo Basso Jr.

Quando comecei a pesquisar os melhores lodges para fazer um safári na África do Sul, não demorou para que eu chegasse ao Kapama River Lodge. Por estar conectado ao Parque Nacional Kruger, principal referência de vida selvagem no país, e ter um porte grande, com 64 acomodações – ao contrário de outros empreendimentos situados em reservas privativas na região –, ele comporta grupos maiores e aposta em um ambiente luxuoso, porém descontraído, que vem conquistando os brasileiros.

Outra vantagem é que é fácil chegar no Kapama River Lodge. Depois de pegar um voo comercial rápido de uma hora desde Joanesburgo até o Aeroporto de Hoedspruit Eastgate, basta usar os transfers oferecidos pelo próprio hotel, realizados em carros abertos, para atravessar uma estrada de terra que serpenteia a savana e alcançar, em menos de 15 minutos, o portão imponente do lodge. É um trajeto prático e muito mais barato do que o exigido para acessar boa parte dos hotéis de safári sul-africanos, muitos dos quais exigem rodar horas de carro (na mão inglesa) ou pagar caríssimo por voos privados.

Situado em uma área separada apenas por cercas do Kruger, com quem divide o mesmo ecossistema (os animais vão de um lado para o outro o tempo todo), o River Lodge é um dos quatro hotéis da rede Kapama, que controla uma reserva privada de 13 mil hectares na região. Os outros são o Karula, um dos mais luxuosos da África do Sul; o Buffalo Camp, com ambiente intimista e voltado para casais; e o Southern Camp, ideal para famílias.

Antes de decidir em qual deles ficar, no entanto, é importante entender, caso nunca tenha feito, como funcionam os safáris na África. E é isso que eu vou te contar aqui.

Veja preços e avaliações do Kapama River Lodge

Safári na África do Sul

Paulo Basso Jr.
Kapama River Lodge – Como é o hotel de safári na África do Sul preferido dos brasileiros
No Kapama, os game drives são feitos em veículos Toyota 4×4 com guias que podem sair das trilhas

Na África do Sul, assim como em outros países africanos, é possível fazer safáris em parques públicos, como o Kruger, ou em reservas privadas, como a do Kapama River Lodge. Há muito o que considerar antes de escolher entre uma e outra opção. Por isso, vou deixar aqui minhas considerações.

Safáris em parques públicos

Os safáris em parques públicos da África do Sul, como o Kruger, são definitivamente mais baratos. Você pode realizá-los com um carro alugado ou contratar passeios guiados, mas deve seguir trilhas demarcadas, muitas vezes asfaltadas, e se enquadrar em diversas restrições. Quem sai do carminho corre o risco de levar multas e até ser preso.

Além de ter mais turistas ao redor, a chance de ver animais nos parques públicos é menor. Isso porque eles ficam mais espalhados e estão mais acostumados a se esvair dos veículos. A experiência acaba valendo mais pela paisagem do que pela chance, por exemplo, de avistar os Big Five (falarei mais sobre eles em breve).

Safáris em reservas privadas

Nas reservas privadas, que existem às dezenas na África do Sul, a experiência do safári é bem mais exclusiva. Mais do que ficar em um lodge confortável, a exemplo do Kapama River Lodge, o hóspede costuma ter o direito de fazer mais de um game drive (como são chamados os safáris em carros abertos) por dia, com guias especializados e autorizados a sair das trilhas para seguir rastros e aumentar a chance de ver animais.

O ônus aqui é que se paga mais por isso. Bem mais, para falar a verdade.

Quanto custa fazer um safári na África do Sul

Paulo Basso Jr.
Kapama River Lodge – Como é o hotel de safári na África do Sul preferido dos brasileiros
Nas reservas privadas é mais fácil avistar os Big Five, como o leão

Quem quiser gastar pouco pode até se aventurar em bush walks (safáris de caminhada a pé) guiados em parques públicos, mas como não recomendo a experiência, vou me ater aqui apenas às opções mais prazerosas e seguras de safári na África.

Safáris em parques públicos

A entrada no Kruger National Park, por exemplo, custa pouco mais de US$ 30. Deve-se somar a isso o valor do carro alugado ou então contratar um tour com uma agência, cujos valores raramente são inferiores a US$ 200. E ainda é preciso considerar um hotel para pernoitar na região.

Como o Kruger está a mais de quatro horas de Joanesburgo, muita gente acaba fazendo tours de bate-volta em parques mais próximos, como o Pilanesberg Nature Reserve, que fica a 3h20min de carro. Em geral, o pacote com o transporte e um game drive guiado de três horas raramente sai por menos de US$ 300.

Safáris em reservas privadas

Os melhores lodges de safári da África do Sul têm diárias a partir de US$ 1.000. Não é barato, mas se você colocar na ponta do lápis, as vantagens são inúmeras. Alguns deles, como os que ficam na reserva do Kapama, oferecem dois game drives diários de três horas cada. E lembre-se de que eles são guiados e as chances de ver animais são significativamente maiores.

Além disso, os lodges de reservas privadas costumam contar com ótimo serviço, quartos confortáveis (muitos dos quais com vistas para áreas habitadas por animais selvagens), piscina, spa e, no caso do Kapama River Lodge, por exemplo, todas as refeições e a maior parte das bebidas, inclusive alcoólicas, incluídas no valor da diária. Sem contar o ambiente luxuoso e divertido.

É por isso que tudo depende do seu orçamento, mas, caso tenha possibilidade, nem pense duas vezes. A experiência de ficar em uma reserva privada é bem melhor. Ainda mais se puder contar com os serviços de um lodge de alto nível e muito bem preparado para receber brasileiros.

Como é o Kapama River Lodge

Paulo Basso Jr.
Kapama River Lodge – Como é o hotel de safári na África do Sul preferido dos brasileiros
Lobby do Kapama RIver Lodge

Entre as quatro opções de hotéis do Kapama, o River Lodge é o maior e o que tem ambiente mais animado. Quando entrei pela primeira vez nele, fiquei de queixo caído. Formado por um saguão amplo, com madeira, couro e motivos típicos africanos, o lobby, onde há uma lojinha com produtos belíssimos, integra-se perfeitamente à paisagem local.

Logo na chegada, todos os hóspedes ganham toalhinhas úmidas e um drinque de boas-vindas. Em seguida, um concierge explica em detalhes como tudo funciona, desde o sistema de refeições até o esquema dos safáris, antes de fazer um tour pelas áreas comuns do lodge.

Os game drives, por exemplo, são realizados duas vezes ao dia. Cada saída em carros abertos, das 6h às 9h e das 16h30 às 19h30, com guia e rastreador experientes, é uma imersão total na savana africana. Nem é preciso tanta sorte para ver diversos animais por lá, inclusive os desejados Big Five: leão, rinoceronte, elefante, búfalo e leopardo (este é o mais difícil), os grandes animais africanos que reagem de forma mais agressiva em caso de ameaça. Sim: eles vivem na reserva e, quase sempre, dão o ar da graça.

Fora isso, o tratamento no Kapama River Lodge é muito amigável e personalizado. Com dados dos hóspedes previamente informados, como os voos de chegada e partida, os sempre simpáticos funcionários já deixam o quarto reservado e organizam o transfer de ida e volta para o aeroporto. Assim, você não precisa pensar em nada, o que é perfeito para quem quer relaxar e, principalmente, para quem nunca fez um safári e não tem ideia de como funciona.

Acomodações: conforto na savana

Paulo Basso Jr.
Kapama River Lodge – Como é o hotel de safári na África do Sul preferido dos brasileiros
Quarto do Kapama RIver Lodge

Hospedei-me na suíte 29 do Kapama River Lodge e, uau, que quarto. Amplo e belíssimo, o ambiente é decorado com elementos africanos contemporâneos e muita madeira. Uma espécie de colar e um mapa estilizado da África pendurados na parede chamam atenção.

As comodidades são completas: tem cama king-size, minibar com tudo incluído na diária (inclusive cerveja, vinho e Amarula), café, chá e garrafas d’água. O banheiro é uma maravilha, com pias duplas, armário aberto (achei ótimo, pois o vapor ajuda a desamassar roupas), um baita chuveiro e uma banheira da qual, por uma janela de vidro que vai até o chão, se avista a savana.

Há ainda uma varanda com duas cadeiras e uma mesinha, de onde se observa a mesma paisagem da banheira. Nos dias em que fiquei por lá, apareceram alguns antílopes, como impalas e cudos. Mas dizem que até girafas costumam desfilar pelo local.

Áreas de lazer e spa

Paulo Basso Jr.
Kapama River Lodge – Como é o hotel de safári na África do Sul preferido dos brasileiros
Spa do Kapama River Lodge

Entre um e outro safári, quem se hospeda no Kapama River Lodge tem à disposição boas áreas de lazer para curtir durante o dia. A piscina principal do hotel, por exemplo, é irresistível. Cercada por deques e espreguiçadeiras, ocupa um espaço muito bem integrado à paisagem natural e conta com um amplo bar. É lá que é servido o chá da tarde e um café rápido antes dos game drives.

Há ainda uma piscina menor, com borda infinita e vista para a savana. Como ela ficava mais perto do meu quarto, passei um bom tempo por lá. Na área interna, um bar serve desde refrigerantes até bebidas alcoólicas. Fiquei na cervejinha (a sul-africana Black Label), mas muitos vinhos e drinques estão incluídos na diária. Há também opções selecionadas pagas à parte.

Para quem curte uma massagem (alguém não curte?), o spa do Kapama River Lodge é outro refúgio muito bem-vindo. Ali, é possível fazer tratamentos tradicionais e com técnicas africanas, com destaque para as terapias corporais.

Acredite: depois de alguns safáris, não há nada melhor do que passar algumas horas por lá. O espaço conta ainda com jacuzzi e uma piscina exclusiva para quem contrata um dos serviços. bem como uma academia completa, com equipamentos Technogym, liberada para todos os hóspedes.

Dica: mesmo que não se ligue em nada disso, não deixe de dar um pulinho no spa. Há um lago bem em frente ao spa, onde é comum ver hipopótamos. Eu avistei três em menos de cinco minutos, por exemplo. De vez em quando, elefantes e búfalos também dão o ar da graça. E nessa, você tem a chance de avistar dois Big Fives sem qualquer esforço.

Gastronomia: sabores da África

Paulo Basso Jr.
Kapama River Lodge – Como é o hotel de safári na África do Sul preferido dos brasileiros
Chá da tarde no Kapama River Lodge: todas as refeições estão inclusas

Antes de chegar à experiência dos safáris propriamente dita, preciso falar da oferta gastronômica do Kapama River Lodge. Como disse antes, todas as refeições estão incluídas na diária. E elas são ótimas.

Às 5h30 da manhã, antes dos game drives matinais, é servido um café leve na área da piscina principal (ou no lobby se estiver chovendo), apenas para a galera não sair de estômago vazio. Mas na volta… que abundância! Tem pães, frios, ovos, frutas, doces, cereais… tudo fresquinho e delicioso.

O café da manhça pós-games, assim como o almoço e a maioria dos jantares, é preparado no restaurante Xitsumbeni, que também tem vista para a savana, terraço, adega e uma aconchegante lareira na área interna. Nas refeições principais, o cardápio sempre muda, mas há sempre opções de saladas, um prato vegetariano, peixes e cortes de carne deliciosos e muito bem apresentados. Eu provei desde carpaccio de cudo até lombo de porco, contrafilé e vitela. Há também sobremesas variadas.

Caso o tempo permita, alguns jantares são preparados no River Lodge Boma, onde churrascos são feitos ao redor de uma fogueira. Infelizmente, não tive a oportunidade de comer por lá, mas a experiência sob o céu estrelado deve ser maravilhosa.

Um ponto importante: o serviço é impecável, com garçons designados a cada mesa, que explicam os pratos e interagem de forma cordial. No meu caso, a querida Valecia garantiu que as refeições fossem tão memoráveis quanto os safáris. E olha que a competição não é fácil.

Safári no Kapama

Paulo Basso Jr.
Kapama River Lodge – Como é o hotel de safári na África do Sul preferido dos brasileiros
Há dois game drives por dia no Kapama: no início da manhã e no fim da tarde

Os safáris são o coração da experiência no Kapama River Lodge. Todos os dias são oferecidos um bush walk para quem quiser e estiver mais preparado fisicamente e, como mencionei acima, dois game drives absolutamente imperdíveis: um das 6h às 9h e outro das 16h30 às 19h30. Não deixe a preguiça vencer e vá em todos que puder.

A atividade é realizada em carros abertos para até nove pessoas, comandados por motoristas e trekkers (rastreadores) especializados em localizar e avistar animais. Panic, meu motorista de nome curioso, e Grace, a guia, se mostraram o tempo todo muito dedicados e solícitos em responder qualquer tipo de dúvida. Além disso, fizeram o máximo possível para vermos os Big Five.

Primeiro game

Paulo Basso Jr.
Kapama River Lodge – Como é o hotel de safári na África do Sul preferido dos brasileiros
Girafas na reserva Kapama

Logo no primeiro safári, em menos de três minutos, avistei girafas (inclusive uma bebê), zebras e impalas. Depois, ficaria sabendo que há tantos desses animais na região (sobretudo impalas) que, uma hora, você nem liga mais em encontrá-los. Mas ainda assim posso dizer que começamos com o pé direito porque, ao lado deles, estava o primeiro Big Five: um enorme elefante. Meio camuflado na mata, mas foi emocionante dar de cara com ele.

A partir daí, roda-se muito para encontrar mais vida selvagem. Por isso, a experiência não é tão recomendada para crianças pequenas (elas costumam ficar entediadas) e muitos hotéis só liberam os game drives para maiores de 6 anos.

De qualquer forma, com paciência Panic e Gracie encontraram gnus e uma família de javalis africanos (a espécie do Pumba, de O Rei Leão), inclusive com um bebê. Também deu para avistar um rinoceronte (o segundo Big Five), embora muito escondido atrás de arbustros, e seguir por horas algumas pegadas de leões, mas sem sucesso em localizá-los.

No meio do caminho, assim como ocorre em todos os games no Kapama, eles param o carro e montam uma mesinha no meio da savana, geralmente em um lugar cênico. Trata-se de um piquenique, no qual são servidos snacks e bebidas (café e chá pela manhã, vinho e Amarula à noite). Todas as vezes que isso ocorria eu me pegava pensando no privilégio de estar num lugar tão lindo e com toda a assistência possível.

Segundo game

Paulo Basso Jr.
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Leão, um dos Big Five

Na manhã seguinte, tudo ficou ainda melhor. Mais impalas, mais zebras, mais girafas, um crocodilo e o terceiro Big Five: um leão. Panic recebeu um recado no rádio e acelerou fundo para encontrá-lo.

Assim que chegou, ele conseguiu parar bem ao lado, a menos de três metros de distância do rei da savana. Foi lindo vê-lo em detalhes. Fiquei hipnotizado pelos olhos enormes. E ainda deu para vê-lo caminhar em direção a uma leoa, que estava um pouco mais distante.

Mas não parou por aí. De repente, depois de uma curva mais fechada, pude ver dezenas de búfalos. Assim, completei quatro Big Fives em dois game drives.

A parada para o lanchinho, desta vez, foi às margens de um lago. Dali, pude avistar por longos minutos uma família de hipopótamos, inclusive um bebê. Só dava para ver parte da cabeça e os olhinhos deles para fora d’água, com o pequeno no meio do macho e da fêmea, mas foi a coisa mais linda.

Terceiro game

Paulo Basso Jr.
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Leopardo, o Big Five mais difícil de ser avistado

No game drive da noite, a grande emoção foi seguir o rastro de um leopardo, o Big Five mais difícil de ser avistado e o que faltava na minha lista. Antes de sair do Kapama River Lodge, Florence, a senhora que cuidava do meu quarto, disse que iria “rezar para eu encontrá-lo”. Uma doçura.

A expectativa, porém, não era das melhores. “Vai ser difícil, pois choveu dias atrás e ele não gosta de andar na lama. Além de tudo, odeia ser avistado e está sempre sozinho. Por isso, é o mais raro de ser visto”, disse a trekker Grace.

Passava da metade do game quando Panic cruzou outros dois motoristas que tinham desistido de esperar após passar muito tempo no encalço do felino, sem sucesso. Mas Panic insistiu, foi na direção das pegadas e, menos de um minuto depois, para surpresa geral, Grace avisou uma leopardo fêmea linda atrás de um arbusto. Toda graciosa, ela atravessou a trilha na frente do carro e caminhou lentamente até se perder na mata. Que emoção.

No jantar, encontrei um casal de brasileiros que estava passando a lua de mel na África do Sul e reservou o Kapama River Lodge por duas noites. Eles tinham acabado de fazer o game drive em outro carro e também avistaram o leopardo. O clima era de êxtase.

“Inesquecível. Ver um animal como esse na vida selvagem é sensacional”, disse Enrico Potenza, com sorriso de orelha a orelha. “Foi a melhor escolha. Lua de mel dos sonhos”, completou Fernanda Terra.

Em três safáris, os cinco Big Five estavam vistos, mas ainda queria avistar um rinoceronte de forma mais nítida. Depois de um ótimo jantar e de uma dose de Amarula para relaxar, fui dormir com essa expectativa. Quase procurei a Florence para pedir por mais uma fézinha, mas achei que era demais.

Quarto game

Paulo Basso Jr.
Kapama River Lodge – Como é o hotel de safári na África do Sul preferido dos brasileiros
Rinoceronte: é preciso manter distância, pois eles são agressivos

Quando o telefone tocou 5h da manhã, confesso que pensei em não sair da cama. Afinal, já tinha visto os cinco grandes animais africanos e estava morrendo de sono. Mas, uma vez em uma reserva como a do Kapama River Lodge, não se pode desperdiçar uma chance sequer de fazer os safáris, mesmo porque as experiências são sempre diferentes.

Tive certeza disso quando, já a bordo do Toyota 4×4, me vi cercado por elefantes. Contei mais de dez, inclusive um bebê de apenas um mês. Passei um bom tempo os observando tão de perto que, caso quisesse, poderia tocá-los. Panic e Grace, no entanto, deixaram bem claro que não se deve fazer isso, não apenas por segurança, mas também pelo fato de que, ali, os animais são efetivamente selvagens e não têm contato direto com seres humanos. Inclusive, muitos deles transpõem as cercas da imensa área e vão e voltam para o Kruger a todo momento.

Pouco depois, avistei mais búfalos na estrada e, de longe, três leões dormindo tranquilamente sob árvores. Logo depois, ele apareceu: um rinoceronte enorme, caminhando em volta de um lago. Aos poucos, porém, ele foi se aproximando do carro, o que fez Panic acelerar para manter uma boa distância do animal. “De todos os Big Five, o rinoceronte é o mais perigoso conosco. Já tive que fugir dele três vezes. Não podemos chegar perto”, explicou.

Assim, com exceção do leopardo, que tínhamos visto no dia anterior, quatro dos Big Five apareceram no último game. E pensar que eu quase perdi tudo isso para ficar dormindo.

Despedida

Paulo Basso Jr.
Kapama River Lodge – Como é o hotel de safári na África do Sul preferido dos brasileiros
Búfalo, mais um dos Big Five

Quando voltamos para o hotel, ainda deu tempo de tomar café (com direito à vista de um búfalo na savana), arrumar as malas, observar mais algumas impalas da sacada e encontrar o motorista no horário combinado, com tudo certinho para seguir para o aeroporto. No caminho, advinha? Impalas e mais algumas girafas. O que eu fiz? Mais fotos, claro.

Voltei para casa feliz da vida, com a certeza de que o Kapama River Lodge é um dos melhores hotéis de safári da África do Sul não apenas para brasileiros (por sinal, além do Enrico e da Fernanda, havia mais uma família e um outro casal de conterrâneos hospedado por lá, com quem bati altos papos), mas para todo mundo que queira viver, com muito conforto, uma experiência inesquecível na savana.

Serviço: Kapama River Lodge

Paulo Basso Jr.
Kapama River Lodge – Como é o hotel de safári na África do Sul preferido dos brasileiros
O lindo banheiro de uma das suíes do Kapama River Lodge

As diárias no Kapama River Lodge variam de acordo com a época do ano. Crianças são bem-vindas no hotel, mas apenas maiores de 6 anos podem fazer os game drives. Clique no link abaixo para mais informações.

  VEJA PREÇOS E AVALIAÇÕES    

Check list

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Kapama River Lodge – Como é o hotel de safári na África do Sul preferido dos brasileiros
Elefantes no Kapama: planejamento ajuda a melhora a experiência do safári

Veja o que não pode faltar na mala ao fazer um safári na África do Sul:

Documentação e dinheiro

  • Passaporte válido (confira a validade mínima exigida pelo país).
  • Cartões de crédito/débito e dinheiro em espécie (rands sul-africanos).
  • Seguro viagem com cobertura para atividades ao ar livre e emergências médicas. Confira planos e valores aqui.

Roupas e calçados

  • Roupas leves para o dia e quentes para a manhã e final de tarde (camadas são essenciais).
  • Jaqueta corta-vento ou fleece para manhãs frias nos game drives.
  • Calças compridas e camisetas de manga comprida para proteção contra insetos e sol.
  • Chapéu ou boné para se proteger do sol.
  • Óculos de sol.
  • Capa de chuva leve (dependendo da estação).
  • Calçados confortáveis para caminhadas (bush walks).

Equipamentos e acessórios

  • Binóculos para observar animais à distância.
  • Câmera fotográfica com zoom ou celular com boa câmera e bateria extra.
  • Mochila pequena para levar água (sucos e bebidas doces, em geral, não são permitidos), snacks e objetos pessoais durante os game drives.

Higiene e saúde

  • Protetor solar e repelente de insetos (preferencialmente com DEET).
  • Medicamentos pessoais, incluindo anti-histamínicos e analgésicos.
  • Kit básico de primeiros socorros.

Alimentação e bebidas

  • Garrafinha de água reutilizável.
  • Snacks leves para game drives (alguns lodges, como o Kapama River Lodge, oferecem).

Dicas importantes

  • Evite roupas muito coloridas ou chamativas; tons neutros (bege, verde-oliva, cáqui) funcionam melhor.
  • Chegue ao lodge preparado para acordar cedo: game drives normalmente começam antes do nascer do sol.
  • Sempre siga as instruções do guia e do rastreador; segurança é prioridade.
  • Não alimente ou toque nos animais.

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