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Conheça a história de Chuck Feeney, o fundador do Duty Free que doou toda a fortuna antes de morrer

Chuck Feeney foi uma das pessoas mais ricas do mundo, mas morreu em 9 de outubro de 2023, aos 92 anos, com a conta bancária praticamente zerada – e por decisão própria. Ao longo de quatro décadas, o fundador do Duty Free distribuiu cerca de US$ 8 bilhões para causas sociais, educacionais e de saúde em diversos países, guiado por uma filosofia que ele mesmo batizou de Giving While Living (Doar Enquanto Vivo).

Com final feliz, esta história tem como pano de fundo o modelo de negócios popularmente conhecido como “free shopping”, que mudou para sempre a experiência de viajar de avião. Como fundador do Duty Free, Feeney transformou o comércio de produtos isentos de impostos em aeroportos em um fenômeno global. Ele percebeu cedo que o fluxo constante de passageiros internacionais poderia sustentar um negócio lucrativo de artigos de luxo, com preços competitivos e uma baita conveniência.

Ao mesmo tempo, viveu de forma completamente oposta ao estereótipo de um empresário bilionário. Morou em um apartamento simples, usava um relógio barato, voava de classe econômica e levava documentos numa sacola plástica. O contraste entre a origem de sua fortuna, que nasceu de um império do consumo, e seu destino, totalmente redistribuído em projetos sociais, educacionais e de saúde, é o que torna sua trajetória singular — e digna de ser lembrada.

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A trajetória do fundador do Duty Free

Divulgação – Atlantic Philanthropies
fundador do duty free
Chuck Feeney, o fundador do Duty Free

Nascido em 1931 em Elizabeth, New Jersey (EUA), Feeney cresceu em uma família de origem irlandesa e serviu na Força Aérea americana. Após se formar na Universidade Cornell, descobriu uma oportunidade de negócio durante viagens pela Ásia: vender produtos isentos de impostos para viajantes internacionais.

Em 1960, ao lado do sócio Robert Warren Miller, fundou a Duty Free Shoppers (DFS Group) em Hong Kong. A empresa rapidamente se expandiu para aeroportos de todo o mundo, oferecendo artigos de luxo a preços competitivos e se tornando referência no setor de free shopping.

O negócio cresceu tanto que, já em 1996, o grupo francês LVMH, que acumula uma das maiores fortunas do mundo atualmente, comprou a participação de Feeney por US$ 2,5 bilhões. O valor da transação garantiu recursos para financiar o que se tornaria uma das histórias mais notáveis da filantropia moderna.

A filosofia de doar em vida

Em 1982, Feeney criou a The Atlantic Philanthropies e transferiu secretamente para a fundação sua participação na Duty Free Shoppers, avaliada em cerca de US$ 500 milhões na época. Foi nesse período que ele tornou popular a filosofia Giving While Living, que consiste em doar ainda em vida para acompanhar os resultados das ações.

Com essa visão, destinou bilhões para universidades, hospitais, pesquisas médicas, programas de reconciliação e direitos humanos, beneficiando regiões como EUA, Irlanda, Austrália, Vietnã e África do Sul. E o mais curioso é que ele fez tudo isso praticameante em silêncio.

Vida modesta

O contraste entre a reputação de Feeney como empresário de sucesso e seu estilo de vida excepcionalmente modesto atraiu curiosidade e admiração. Uma vez, em um evento em Nova York, alguém brincou sobre seu relógio barato e sua pasta improvisada — uma sacola plástica — que ele usava como estojo de documentos.

Ele participava de jantares de gala, mas mantinha o aperto de mão simples e o comportamento discreto. Muitos dos beneficiários de suas doações sequer sabiam quem pagava as contas – o anonimato era parte essencial de seu compromisso filantrópico.

Entre os maiores beneficiados de suas doações está a Universidade Cornell, que recebeu quase US$ 588 milhões, quase sempre em sigilo. Feeney também direcionou US$ 125 milhões a um centro cardiovascular da Universidade da Califórnia, em San Francisco, e cerca de US$ 60 milhões para um instituto biomédico em Stanford.

Além de universidades e hospitais, o empresário investiu em causas pouco convencionais. Entre elas, programas de reconciliação e direitos humanos, como apoio a mesquitas contra a homofobia na África do Sul, luta contra a pena de morte em New Jersey, compra de suprimentos médicos para médicos cubanos treinados e negociações de paz na Irlanda.

Impacto no turismo

Em 2016, a Atlantic Philanthropies anunciou ter cumprido a missão de distribuir toda a fortuna acumulada, de US$ 8 bilhões, encerrando oficialmente as atividades em 2020, em uma cerimônia virtual que contou com a participação de Bill Gates e do ex-governador da Califórnia Jerry Brown. Gates, fundador da Microsoft, e Warren Buffett, famoso investidor e filantropo americano, chegaram a declarar, inclusvie, que Feeney inspirou o Giving Pledge, compromisso que estimula bilionários a destinarem a maior parte de suas riquezas a causas filantrópicas.

A influência de Feeney também permanece no setor de turismo e varejo. Ao criar o modelo de lojas duty-free em aeroportos, ajudou a moldar a experiência de viagem internacional, oferecendo aos passageiros produtos de luxo a preços competitivos e impulsionando um mercado bilionário presente em todos os grandes terminais do mundo.

Sua trajetória é tema do documentário Secret Billionaire: The Chuck Feeney Story, disponível no YouTube, que mostra como um empresário transformou um negócio de aeroportos em uma das maiores histórias de doação da história.


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