Dicas para viajar de avião com crianças pequenas

12 de fevereiro de 2018

Por Maria Beatriz Vaccari

Viajar com crianças nem sempre é uma tarefa simples. Pais e responsáveis precisam estar prontos para trocar fraldas, esquentar mamadeiras ou até providenciar os brinquedinhos favoritos rapidamente. Além disso, é preciso pensar em roteiros que não sejam tão cansativos para os pequenos, pois eles se irritam com muita facilidade durante trajetos mais longos.

Quem pretende levar os pimpolhos para um passeio de avião também deve ficar atento a alguns fatores que ajudam a deixar a experiência mais confortável. O Rota de Férias e o Skyscanner, buscador global de viagens, separaram algumas dicas importantes para quem vai fazer viagens de avião com crianças. Confira:

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Planejamento

1. Idade da criança
As companhias aéreas estipulam a idade mínima para que bebês viajem em suas aeronaves. Por isso, sempre cheque o site da empresa antes de comprar as passagens. Não é recomendado que crianças com menos de dois meses de idade andem de avião. Isso porque elas ainda não desenvolveram completamente seus sistemas imunológicos e ainda estão na fase de vacinação. O ambiente fechado da aeronave pode facilitar a transmissão de vírus e doenças.

2. Preço das passagens
Na maioria dos casos, bebês com menos de dois anos voam de graça no colo dos pais ou responsáveis. Algumas companhias também oferecem tarifas especiais para crianças maiores. Clique aqui para conferir as regras e preços praticados pelas principais empresas aéreas que atuam no Brasil.

3. Documentação
Assim como os adultos, as crianças precisam de documentações para viajar. Em casos de viagens internacionais, os pequenos precisam ter passaportes. Alguns países do Mercosul aceitam a carteira de identidade, que também pode ser usada para passeios em território nacional. A certidão de nascimento também é válida para viagens dentro do Brasil.

4. Bagagem de mão
Viajantes que organizam passeios com crianças precisam estar sempre prontos para imprevistos. A bagagem de mão deve ter alguns itens básicos, como fraldas, trocas de roupas (para os pequenos e os acompanhantes), alimentos, brinquedinhos e remédios essenciais. Para evitar que a bolsa fique muito pesada, organize-a de manhã e coloque apenas o necessário para passar o dia.

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Durante a viagem

1. Embarque
Se for possível, tente entrar por último na aeronave no momento do embarque. Se tiver um acompanhante, ele pode embarcar na fila de prioridades e acomodar as malas com tempo, enquanto o responsável e as crianças esperam todos os passageiros embarcarem. Com isso, os pequenos passam menos tempo restritos aos assentos da aeronave, evitando possíveis irritações.

2. Carrinho de bebê
É importante lembrar que os carrinhos de transporte não entram na cota de bagagens. Eles podem ser usados até o momento do embarque. Depois, os funcionários da companhia levam o item para o compartimento de bagagens. No desembarque, dependendo da companhia, o carrinho pode ser retirado na porta no avião ou na esteira de bagagens.

Para evitar problemas, recomenda-se que os responsáveis levam acessórios como cangurus e slings para transportar os pequenos na saída do voo ou durante conexões. Os adereços também quebram um galho durante passeios turísticos.

3. Conforto
Durante a decolagem é comum sentir pressão nos ouvidos. Para evitar que os bebês sofram com isso, basta ocupá-los com o peito, mamadeira ou chupeta, pois a sucção melhora o desconforto auditivo. Também vale a pena configurar a luz dos bancos para deixar o ambiente mais aconchegante. Uma boa opção é colar um pequeno pedaço de fita crepe sobre as lâmpadas do seu assento, deixando a luz um pouco mais fraca.

4. Troca de fraldas
Algumas aeronaves contam com trocadores nos banheiros. Se a que você estiver voando não tiver, basta avisar a tripulação, que fica responsável por te ajudar a trocar a fralda da criança em uma poltrona. Vale lembrar que os assistentes de bordo estão acostumados com situações do tipo, por isso, não hesite na hora de pedir ajuda.