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    Calhetas
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    Praça do Marco Zero
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    Porto de Galinhas
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    Frevo

7 DIAS EM RECIFE, PORTO DE GALINHAS E ARREDORES

BATA PERNA PELOS CENTROS HISTÓRICOS, MERGULHE EM LINDAS PRAIAS E PASSE UM DIA NO AGRESTE

1 º dia

Mapa da sua rota

Recife Antigo

– A alma cultural de Recife está intimamente ligada ao seu passado. Por isso, reserve o primeiro dia para sorver os quase 500 anos de história da capital direto de sua nascente: o Recife Antigo. A melhor maneira de explorar suas atrações é caminhando. E adivinha o melhor ponto de partida? O Marco Zero, claro! Dali partem os barquinhos que levam ao Parque das Esculturas de Francisco Brennand.

– Na volta, faça umas compritchas no Centro de Artesanato de Pernambuco. Instalada num dos armazéns do porto, a megaloja reúne mais de 15 mil peças feitas por artesãos de todo o Estado.

– Pertinho dali está o novíssimo Museu Cais do Sertão, que retrata o cotidiano do homem sertanejo contando, entre outras histórias, a do Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

– Se você estiver adiantado, tome um maltado (leite batido com sorvete e malte) e coma um sanduíche de queijo do reino na lanchonete As Galerias (nº 183 da Rua da Guia). Chacrinha, Caetano Veloso, Chico Science, Lulu Santos e Nando Cordel já frequentaram o estabelecimento, tão tradicional que ganhou o título de Patrimônio Cultural da cidade.

– Depois, siga direto para o Paço do Frevo, outra grata novidade da capital. Tudo o que você precisa saber sobre o ritmo mais frenético de Pernambuco está ali. Detalhe: às terças, sábados e domingos, o visitante não só aprende sobre a história do ritmo como é convidado a cair na dança em uma aulinha grátis com direito a jogo de improvisos.

– Livre das calorias, vá sem culpa para a Rua Bom Jesus, onde fica a maioria dos bares e construções históricas. Após a invasão holandesa, no final do século 17, judeus perseguidos na Europa se estabeleceram no local, deixando como herança a primeira sinagoga das Américas (hoje, Centro Cultural Judaico).

– Aos domingos, a rua vira palco de uma grande feira, com roupas, artesanato e comidinhas. Destaque para a tenda de Diógenes Azevedo e Arão Schver, que vende quitutes judaicos como o kamish (doce de nozes com passas) e a bureka (rosca de massa folhada com recheio).

– Por fim, visite a Embaixada dos Bonecos Gigantes, quartel-general dos emblemáticos bonecões que tanto animam o Carnaval de Olinda. Uma oportunidade única de fazer selfies ao lado de Chacrinha, Pelé, Michael Jackson e até do japonês da Federal, sem ter de esperar que ele bata à sua porta.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
2 º dia

Mapa da sua rota

Pelas artes e águas de Recife

– Tire o dia para imergir no lado mais poético de Recife e conhecer um pouco das atrações situadas fora do centro histórico. Antes de mais nada, saiba que, quando o assunto é arte pernambucana, o sobrenome Brennand não pode ficar de fora do roteiro.

– Comece visitando a Oficina de Cerâmica Francisco Brennand. Aficionado por esculturas com conotação sexual, o ceramista transformou a olaria da família, no bairro da Várzea, em um museu-ateliê de atmosfera surreal, com jardins projetados por Burle Marx e uma infinidade de quadros, estátuas e painéis de azulejos. Para os famintos de plantão, há lanchonete e bistrô.

– Depois, reserve umas boas horinhas para conferir todo o acervo do Instituto Ricardo Brennand, eleito o melhor museu da América do Sul e o 17º do mundo na opinião dos usuários do portal Trip Advisor. E não é para menos. O gigantesco complexo arquitetônico de estilo medieval tem tantas antiguidades e obras de arte que boa parte nem é exposta. A maioria das peças data da Baixa Idade Média até o século 21.

– Se você gosta de umas comprinhas, visite a Casa da Cultura, em Santo Antônio, onde 130 lojas ocupam as celas de um antigo presídio, de 1865, oferecendo desde rendas e miniaturas de barro até xilogravuras de cordel.

– Perto dali está a mais bela igreja de Recife, a Capela Dourada (1697), repleta de ouro e pinturas sacras, e a simpática Praça da República com a imponente fachada cor-de-rosa do Teatro de Santa Isabel (1851) ao fundo e o recém-restaurado Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, ao lado.

– Se você quer entender melhor por que tanta gente chama a cidade de Veneza Brasileira, no entanto, dê apenas uma breve olhada nesses monumentos e corra ao Cais das Cinco Pontas para apreciar o pôr do sol em um romântico passeio de catamarã pelo Rio Capibaribe.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
3 º dia

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Olinda

– Suba primeiro até o Alto da Sé. É lá que fica a igreja, de 1537, onde dom Hélder Câmara clamou por justiça no Brasil pós-1964. Erguida a mando de Duarte Coelho, a construção mistura diversos estilos entre seus altares banhados a ouro. Mas o que mais chama a atenção dos turistas são mesmo as paisagens banhadas a sol que se avistam do lado de fora, no mirante.

– Após tirar aquela clássica selfie, prove as tapiocas das barraquinhas que circundam a igreja, mas também guarde um espaço no estômago para, mais tarde, almoçar com estilo no restaurante Oficina do Sabor – só de jerimum recheado, há 15 variações – ou no aclamado Beijupirá.

– Em seguida, faça uma rápida via sacra pelos principais templos religiosos do município, como o Convento de São Francisco (1585), o primeiro da Ordem Franciscana no Brasil; a Igreja do Carmo (1580); a Igreja da Misericórdia e a Basílica de São Bento (1582), a mais rica de todas elas – só o seu altar, de estilo barroco, é revestido com 28 kg de ouro.

– No caminho, dê uma paradinha no número 182 da Rua São Bento para fotografar a fachada da casa de Alceu Valença, cuja varanda vira palco e epicentro da folia olindense já há muitos carnavais. Também é nessa rua que fica o Museu do Mamulengo, com centenas de fantoches de madeira e pano usados no teatro popular de rua desde o século 19.

– Antes de deixar a cidade ou de montar campana em algum barzinho para curtir a noite por ali, bata perna pelas ruas do Amparo e Bernardo Vieira de Melo para conhecer os melhores ateliês e encher a bagagem nas lojinhas de artesanato da região.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
4 º dia

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Cabo de Santo Agostinho

– Percorra os cerca de 40 km que separam Recife das badaladas praias de Cabo de Santo Agostinho. Como cada orla tem suas peculiaridades, o ideal é contratar um bugue para conhecer várias delas em um único passeio. Geralmente, motoristas credenciados levam cerca de 3h30 para cumprir o roteiro, que contempla a praia da Pedra do Xaréu (de ondas fortes demais para banho); a Enseada dos Corais, que tem tranquilas piscinas naturais; e ainda passa pela Vila de Nazaré.

– Lá, vale fazer um pit stop para saber um pouco mais sobre a história da região, que teria sido descoberta pelo espanhol Vicente Yañez Pinzón antes da chegada dos portugueses e ficou sob domínio dos holandeses por 24 anos.

– Hoje, quem visita a vila, no ponto mais alto do cabo, encontra vários vestígios desse passado conturbado, como a Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, construída pelos portugueses em 1531, e logo ao lado as conservadas ruínas do Convento das Carmelitas (1700).

– Do alto das falésias ainda é possível ver o Forte Castelo do Mar (1722), o que restou da Casa do Faroleiro (1883), o porto e Recife ao fundo.

– Em seguida, todos os bugues seguem até a Praia de Suape e a charmosa Calhetas, com direito a pausa para almoço no Bar do Artur tendo a privilegiada vista da orla, em formato de coração, como pano de fundo. No caminho, uma tirolesa de 200 m de extensão e 13 m de altura faz a festa dos aventureiros de plantão, que podem deslizar do alto do morro até “encostar” no mar, já de cara com o bar.

– Depois da refeição, é hora de partir para outro passeio. Desta vez, de catamarã, com duração de aproximadamente duas horas. Há embarcações que partem de dentro do Hotel Vila Galé às 10h e às 14h, passando pelas praias de Paraíso, do Francês e também pelos manguezais da região.

– Para quem não aprecia roteiros de barco, outra boa opção é o Engenho Massangana, que começou a ser restaurado em 2010, em homenagem ao centenário da morte do abolicionista Joaquim Nabuco.

– Por fim, antes que o sol se ponha de vez, dê uma corridinha até a Reserva do Paiva para conhecer a face mais sofisticada de Cabo de Santo Agostinho. O Empório Gourmet, por exemplo, abriga filiais do restaurante Beijupirá, do Caffè Trieste e da Carmem Delicatessen. Isso sem contar o refinado beach club mantido pelo hotel Sheraton Reserva do Paiva para proporcionar momentos exclusivos aos seus hóspedes (ou a quem pagar o Day Use).

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
5 º dia

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Porto de Galinhas

– Nenhuma visita a Pernambuco seria completa sem um passeio de jangada em Porto de Galinhas, localizada a 30 km de Cabo de Santo Agostinho e 65 km de Recife. Só é necessário ficar atento à tábua das marés, para sair no horário certo da baixa.

– Verificada essa informação, já se pode traçar o roteiro do dia, que deverá ser dividido em dois períodos: um para mergulhar nos arrecifes, que não dura mais de uma hora, e outro para fazer um passeio de bugue pelo litoral de Ipojuca, com duração que pode variar de três horas a um dia inteiro.

– Se você quer aproveitar ao máximo o mergulho, lembre-se de ter máscara e snorkel à mão – normalmente, os jangadeiros já oferecem o kit, incluindo ração para atrair os peixes que restaram. Também não se esqueça de levar um calçado que possa molhar, preferencialmente fechado no calcanhar, como uma sandália papete.

– Já o tour de bugue intitulado “ponta a ponta” começa pelo centrinho da Vila, segue pela estrada até as tranquilas praias do Cupe e de Muro Alto, e termina com um bom banho no Pontal de Maracaípe.

– Ali também são oferecidos passeios de jangada tanto pelo mar – até as piscinas naturais de Maracaípe, mais fartas em peixes coloridos do que as da Vila – quanto pelo rio, que desemboca na praia de águas quentinhas e serve de berçário para colônias de cavalos-marinhos.

– À noite, curta o charme das lojinhas, ateliês, bares e restaurantes na vilinha de Porto de Galinhas. O Birosca da Cachaça, por exemplo, é point de paquera e tem som eclético. Já o Lua Morena, um pouco mais distante, alterna os dias entre forró e sertanejo.

– Na hora das compras, a coloridíssima loja Gatos de Rua vende desde suvenires até roupas e belos objetos de decoração feitos com material reciclado.

– E quando a fome apertar, não faltarão bom restaurantes de portas abertas, como o Beijupirá – tão famoso em Porto de Galinhas que até deu nome à rua –, o La Crêperie e o Barcaxeira.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
6 º dia

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Praia dos Carneiros

– Você pode estar em Recife, Olinda, Porto de Galinhas ou Cabo de Santo Agostinho. Não importa. Inevitavelmente, algum agente de viagem irá lhe oferecer um passeio até a Praia dos Carneiros, em Tamandaré, a 113 km da capital. E não é para menos. Eleito a 12ª praia mais bonita do mundo na opinião dos leitores do site Trip Advisor, este trecho do litoral pernambucano encanta o visitante com uma estreita faixa de areia branca pontilhada por coqueiros que parecem querer se debruçar para beijar o mar.

– A maior parte dos passeios de um dia em ônibus de turismo usam como ponto de apoio a gigantesca barraca Bora Bora ou o Sítio da Prainha.

– De ambas, partem catamarãs que navegam pelos rios Ariquindá e Formoso até um braço de mar, onde a maré, quando baixa, revela um belo banco de areia, batizado de Crôa de Guadalupe.

– Há parada para banho ali e depois as embarcações seguem até uma área de mangue para que os passageiros tenham a oportunidade de lambuzar a pele com argila. Dizem os moradores que ela rejuvenesce até 20 anos!

– Exageros à parte, vale espalhar o barro pelo corpo ao menos para sentir a cútis lisinha no fim do dia. E deixar a câmera a postos para fotografar a singela Capela de São Benedito na volta pelo mar, perdida entre coqueiros.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
7 º dia

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Caruaru e Nova Jerusalém

– Acorde cedinho porque a viagem pelo agreste pernambucano será longa. E gratificante. Aos poucos, o cenário de praias, prédios e coqueiros que imperou diante de seus olhos na última semana cederá espaço para uma paisagem completamente diferente, com chão de terra seca, vegetação rasteira, imensas formações rochosas e cheiro de bode no ar.

– Primeira parada: Caruaru, 138 km distante de Recife. Tão superlativo quanto o seu arraial junino, só mesmo a sua feira, que se espalha pelo Parque 18 de Maio com  roupas, quitutes e as peças de artesanato que lhe conferiram o título de maior feira de artes figurativas do mundo.

– Para beber direto da fonte artesã, no entanto, prefira seguir ladeira acima rumo ao Alto do Moura. É lá que ficam os ateliês dos principais artesãos em atividade e a antiga residência do mais famoso de todos eles: Mestre Vitalino, com objetos pessoais e réplicas do seu trabalho.

– De lá, siga para o Museu do Forró Luiz Gonzaga e do Barro Espaço Zé Caboclo, que reúne o que há de mais representativo na música e no artesanato pernambucanos.

– Vale almoçar em Caruaru antes de bater retirada rumo a Fazenda Nova. Três boas opções são o Bode Assado do Luciano, a filial da churrascaria Boi & Brasa e o restaurante Don Peppone, que tem quilo e self service com vários pratos regionais.

– Na sequência, volte para a estrada na direção do município de Brejo da Madre de Deus e seu distrito, Fazenda Nova, para conhecer a cidade-teatro de Nova Jerusalém, palco do famoso espetáculo da Paixão de Cristo. Mesmo que não seja tempo de Páscoa, vale visitar o local para percorrer os cenários do Calvário, vestir roupas da época e participar de um jantar temático em pleno palco da Santa Ceia.

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