• Crédito: Luiz Eduardo Vaz/Divulgação-Setur
    Praia do Gunga
  • Crédito: Divulgação
    Carro Quebrado
  • Crédito: Divulgação
    Piscinas de Pajuçara
  • Crédito: Felipe Medeiros/Divulgação-Setur
    Orla de Jatiúca

7 DIAS EM MACEIÓ

CAPITAL ALAGOANA SERVE DE PONTO DE PARTIDA PARA PASSEIOS INESQUECÍVEIS PELA REGIÃO

1 º dia

Mapa da sua rota

Praias, histórias e ‘compritchas’

– Antes de se aventurar pelo litoral alagoano, reserve o primeiro dia para conferir o que Maceió tem de melhor. O primeiro passo é consultar a tábua das marés para definir a ordem dos passeios, pois chega a ser uma heresia ir à capital alagoana e não cumprir o trajeto de jangada que leva às piscinas naturais da Pajuçara – uma das praias mais bonitas da orla urbana, com mar calmo e excelente infraestrutura de quiosques e restaurantes.

– De forma geral, os períodos de lua cheia ou nova são ideais, pois nessas fases o mar seca bastante e a primeira das duas marés baixas do dia ocorre bem no meio da manhã. Basta chegar antes do horário de ponto mínimo indicado na tábua para relaxar nas águas transparentes sem se preocupar com ondas, profundidade ou correnteza, e ainda ser recepcionado por milhares de sargentinhos (peixe listrado de amarelo e cinza).

– Os passeios duram, em média, duas horas, contando o tempo de travessia (30 minutos para ida e volta) e permanência no mar. E se pintar aquela sede em meio ao calor do Nordeste, não se preocupe: no local é possível encontrar petiscos e bebida à venda em jangadas-bar ecologicamente corretas. Dá para tomar um drinque no abacaxi e até pedir um camarão no espeto. Máscaras de mergulho e comida para os peixes também são colocadas à disposição dos passageiros.

– De volta à praia, aproveite o resto da manhã para conferir as peças de artesanato, roupas e a típica renda filé, que dá origem a caminhos de mesa, saídas de banho e até vestidos na feirinha de artesanato que fica logo ali, na própria Pajuçara.

– Depois, compre uma água de coco ou uma tapioca nas tendas do lado de fora e caminhe pelo calçadão à beira-mar até a vizinha Ponta Verde, outra praia digna de cartão-postal, com águas claras e tão calmas que chegam a contrastar com o agito e a sofisticação das barracas Kanoa e Lopana.

– Inaugurada em 2004, a Lopana logo se tornou point com seus ambientes privativos, cardápio gourmet, clubes de uísque e vodca, serviço informatizado, passeio de catamarã, happy hour embalado pelo som de DJs e shows durante o verão. O camarão de parma (empanado de queijo parmesão com o crustáceo e molho de limão) é um dos petiscos mais pedidos na casa, ao lado de clássicos como o peixe à bananeira.

 

– Dá vontade de passar o resto da tarde ali, só para conferir as baladas ao pôr do sol. Mas se você prefere mergulhar na cultura alagoana a simplesmente brindar a boa-vida à beira-mar, dedique o resto da tarde para conhecer a Casa do Patrimônio e a Galeria Karandash.

– À noite, vá para o complexo Stella Maris, em Jatiúca, que concentra os melhores bares, restaurantes e baladas de Maceió.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
2 º dia

Mapa da sua rota

Pelas águas do Velho Chico

– Reserve o segundo dia para conhecer um dos mais belos cartões-postais de Alagoas: a foz do Rio São Francisco, que marca a divisa com o Sergipe. Conhecido como Rio da Integração Nacional por abranger nada menos que cinco Estados brasileiros ao longo de seus 2,7 mil km, o incansável Velho Chico parece reservar seu maior encanto para o momento em que se abre rumo ao mar.

– Como o percurso é longo (leva-se, no mínimo, uma hora e meia para percorrer de carro os 142 km que separam Maceió de Piaçabuçu, sem falar no tempo do trajeto de barco até a foz), deve-se reservar o dia inteiro para este passeio.

– Primeira parada: Pontal do Peba, uma isolada colônia de pescadores, cercada por 35 km de praias desertas ao norte e a 22 km da foz do Velho Chico ao sul. Refúgio de tartarugas marinhas e aves migratórias, o local guarda dunas de areia branca – que terminam com a deslumbrante vista de uma plantação de coqueiros.

– Depois, prossiga até a simpática Piaçabuçu. Algumas cenas do filme Deus é Brasileiro foram gravadas ali. Também é do cais de Piaçabuçu que partem os passeios até a foz do São Francisco, feitos em escunas, saveiros, catamarãs e outras pequenas embarcações. A duração do trajeto pelo rio varia conforme o tipo de barco.

– Na chegada à foz, o visual é cinematográfico, com a areia limpinha, as águas mornas do rio convidando para um banho, algumas peças de artesanato deitadas em um pequeno trecho da margem… e nada mais.

– No retorno a Piaçabuçu, almoce na beira do rio e depois siga mais 15 minutos de carro até a histórica Penedo, cidade mais antiga de Alagoas. Pioneira de nascença, foi lá que se construiu o primeiro teatro, a primeira escola estadual, a primeira tribuna e a primeira cadeia pública do Estado. A viagem no tempo pode começar com uma visita às igrejas e terminar no Paço Imperial, que hospedou D. Pedro II e sua comitiva em 1859.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
3 º dia

Mapa da sua rota

Maragogi e Japaratinga

– Depois de conhecer o “universo paralelo” da foz no extremo sul de Alagoas, reserve o terceiro dia para desvendar os encantos da outra ponta do Estado, ao norte. O bate-volta até Maragogi cansa e você ainda corre o risco de o momento não ser propício ao mergulho nas galés, já que, além da questão da fase lunar, a visibilidade fica prejudicada em dias de céu nublado (mais do que nunca, vale a dica de consultar a tábua das marés e a previsão do tempo). Mas nem tudo é mico, e tampouco se resume às piscinas naturais que se formam a 6 km da costa durante a maré baixa.

– Embora o passeio às galés a bordo de um catamarã seja o carro-chefe nos catálogos de turismo, há muito que se fazer na região, faça chuva ou sol. A começar pelos roteiros de bugue que percorrem todo o litoral, seja rumo ao norte, até a pacata praia de Peroba, seja ao sul, até as belas praias da vizinha Japaratinga.

– Em direção a Pernambuco ficam as fotogênicas praias de Burgalhau, Barra Grande, Xaréu e Ponta do Mangue, que guardam os ares rústicos das vilas de pescadores, com casinhas simples e jangadas coloridas cruzando o mar.

– Já em Peroba, o maior atrativo são os recifes, que ficam a 500 m da areia. Uma boa oportunidade para saborear o Lagostinho à Aroeira da Pousada Barra Velha tendo como testemunhas apenas coqueiros e as nuanças do mar – que não deixam nada a perder para o Caribe.

– Se você pertence à escassa lista de mortais que não curtem praia, saiba que a Costa dos Corais também respira história, cultura, luxo e muita aventura. Dá para fazer passeios de caiaque entre os manguezais do Rio Maragogi; caminhar em meio à Mata Atlântica; sobrevoar a região de ultraleve; tomar banho de cachoeira; visitar uma fazenda de ostras; perder-se no tempo em meio às ruínas do mosteiro de São Bento ou seguir de bicicleta até a histórica Fazenda Marrecas. Ufa!

– Japaratinga, por sua vez, é mais sossegada. Bugues partem de Maragogi rumo à região, com direito a parada para fotos no mirante de Japaratinga,  compra dos indispensáveis bolinhos de goma e banho ao pôr do sol na Praia do Salgado.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
4 º dia

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Gunga e Francês

– Parta de Maceió com destino à Praia do Gunga, uma das mais belas de todo o litoral alagoano, com águas verdinhas e mornas, areia branca e a sombra dos 250 mil coqueiros de uma propriedade particular. Dá para curtir o dolce far niente ao som de MPB, petiscando em alguma das mesinhas instaladas na beira da praia.

– Os mais dispostos podem contratar um bugue ou quadriciclo para conhecer as coloridas falésias da região, andar de caiaque ou ir de lancha até o Aquário Natural, que fica entre a Laguna do Roteiro e o mar.

– A Praia do Gunga fica a apenas 35 km de Maceió, no município de Roteiro. O primeiro passo para chegar lá é seguir de ônibus ou carro pela AL-101, sentido sul, até Barra de São Miguel. Há coletivos circulares que param nas orlas de Ponta Verde e Pajuçara, na capital, com destino à cidade. De lá, placas indicam a Praia do Niquim, de onde saem as escunas que levam até a Praia do Gunga.

– Quem não gosta de barcos também pode seguir mais 15 km pela rodovia para acessar uma estrada que leva diretamente à praia, mas as condições da via não são das melhores.

– Em compensação, o cenário deslumbra até os mais exigentes. Mas vale fazer o esforço de sair de lá no meio da tarde para, antes de retornar à capital, dar ao menos uma espiadinha em Barra de São Miguel (há passeios de um dia só para lá) e na Praia do Francês, cuja orla tem boa infraestrutura de quiosques, locais para comer e guarda-sóis na areia.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
5 º dia

Mapa da sua rota

Jequiá da Praia e Marechal Deodoro

– Siga na direção do litoral sul, pela AL-101, mas desta vez com destino a Jequiá da Praia, a 70 km de Maceió. Lá, após uma rápida travessia de barco, está o complexo Dunas de Marapé, que faz a festa dos turistas. Assim como na Praia do Gunga, tem banho de água doce ou salgada, muito verde e uma excelente infraestrutura para quem quer almoçar bem.

– Para conferir todos os encantos da região, vale contratar passeios extras, como a Trilha dos Caetés e o Circuito Pau de Arara, que leva para os dois lados: Jacarecica do Sul, ao norte, e o Rio Jequiá, ao sul, incluindo parada nas magníficas dunas fixas e falésias esculpidas pela natureza. Mas você também pode simplesmente relaxar nas águas mornas da Praia de Duas Barras, tomar sol na areia branquinha e depois tirar o sal do corpo mergulhando no rio.

– Antes de deixar o empreendimento, após a travessia do lago, confira as bolsas, porta-joias e cestos feitos com a palha da palmeira do Ouricuri, geralmente trançado com tiras de celofane pelas hábeis artesãs de Coruripe.

– Como o sol se põe cedo em Alagoas, deixe Dunas de Marapé por volta das 15h para, no caminho de retorno a Maceió, dar ao menos uma olhadinha no centro da cidade de Marechal Deodoro, terra natal do primeiro presidente do Brasil. Além de um museu dedicado ao proclamador da República, há vários prédios preservados, como o Convento e Igreja de Santa Maria Madalena, de 1635, e uma infinidade de lojinhas de artesanato.

– Quer mais opções? Então, quando chegar à capital, complete o tour de compras dando uma esticada até o Pontal da Barra. Lá, o maior atrativo são as peças de filé, bilro, labirinto e renascença, que podem ser adquiridas diretamente das rendeiras em casas-lojas espalhadas por uma longa ladeira, a preços mais convidativos do que nos mercados da Pajuçara ou do centro histórico.

 

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
6 º dia

Mapa da sua rota

São Miguel dos Milagres e Barra de Santo Antônio

– Acorde bem cedo para aproveitar ao máximo este dia, que será tão longo quanto farto em fotos de cartão-postal. Muito bem preservada, a região é farta em pousadas de luxo. Em quase todas elas é possível fazer o passeio de jangada até as piscinas naturais que se formam a um quilômetro da costa, quando a maré recua, com direito a mergulho em arrecifes sem a pressa de Maceió ou o tumulto de Maragogi.

– Bugueiros oferecem tours de duas horas pela região, com paradas no mirante, na fonte de São Miguel e nas formosas praias de Lages e do Patacho.

– Um dos pontos de partida é a Pousada e Restaurante Milagres do Toque, que serve pratos sofisticados à beira da praia. A costela suína marinada 24 horas no forno, coberta com calda de morango, por exemplo, é uma excelente pedida para o almoço.

– Outra opção para os apaixonados por biologia marinha é a cidadezinha de Porto de Pedras. Além de construções centenárias, o local abriga, na Praia de Tatuamunha, a Associação Peixe-Boi, que protege o dócil mamífero ameaçado de extinção e fica aberto durante o ano todo.

– Guias nativos conduzem os visitantes em jangadas até o local onde vivem 18 exemplares da espécie marinha. Depois, você pode se lambuzar na lama preta para capturar caranguejos no mangue e lavar a alma com um refrescante banho de rio.

 

 

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
7 º dia

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Ipioca e Paripueira

– O ideal é passar um dia em Ipioca e outro em Paripueira, mas, como a viagem está chegando ao fim, o jeito é escolher uma delas ou tentar visitar as duas em uma só tacada, já que ficam a apenas 10 km de distância uma da outra.

– Embora pertença a Maceió, a Praia de Ipioca é tão preservada e distante da orla urbana que parece isolada do mundo. A aconchegante estrutura da barraca Hibiscus se encarrega de dar o toque diferencial. Com acesso pelo residencial Angra de Ipioca, o empreendimento tem redes, tendas na areia, um belo gramado, espaço exclusivo para quem pede Chandon e pufes por toda parte. Para completar a vida boa, há drinques sofisticados e pratos tão fartos quanto saborosos.

– Paripueira, por sua vez, integra a região com maior quantidade de piscinas naturais do Brasil. Nos períodos de maré baixa, dá para mergulhar nelas com snorkel, rodeado de peixinhos coloridos. Assim como em Ipioca, há um restaurante com cardápio regional e excelente infraestrutura, incluindo duchas e shows folclóricos após o almoço.

– Pela manhã, os mais desbravadores também podem contratar um passeio de lancha ali para visitar a Praia do Carro Quebrado, na Ilha da Crôa, onde a areia das falésias apresenta mais de 40 tonalidades diferentes de amarelo, vermelho e roxo. Apesar de tão bela, a praia é deserta e pouco conhecida dos turistas.

 

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.