• Crédito: Divulgação
    Barra do Piúva Porto Hotel
  • Crédito: Divulgação
    Vista central de Ilhabela
  • Crédito: Divulgação
    Hotel DPNY
  • Crédito: Ronald Izoldi/Secretaria de Turismo de Ilhabela/Divulgação
    Praia do Jabaquara

2 DIAS EM ILHABELA

DESFRUTE DE PRAIAS PARA TODOS OS PERFIS, GASTRONOMIA DE PRIMEIRA, CACHOEIRAS E BEACH CLUBS

1 º dia

Mapa da sua rota

Praias do Sul

– Reserve o primeiro dia para explorar as praias da parte urbanizada ao sul de Ilhabela. Dá para percorrer todo este trecho dirigindo ou em ônibus regulares. Aí, é só escolher os pontos que mais tiverem a ver com o seu perfil. As praias da Feiticeira e do Curral, por exemplo, viram point de gente bonita durante o verão, quando o som não para durante o dia.

– A Praia da Feiticeira não tem quiosques, restaurantes, aluguel de acessórios nem sequer sombra natural, mas seus 250 m de faixa de areia com mar de tombo ficam incrivelmente lotados. E ainda servem de ponto de partida para quem deseja praticar rapel na Cachoeira dos Três Tombos – são apenas 15 minutos de trilha dentro de um condomínio.

– Quer mais infraestrutura? Então, prefira badalar na Praia do Curral, que abriga vários barzinhos e restaurantes entre seus costões de pedra e ainda reserva toques extras de glamour no seu lado direito, por conta da atmosfera criada pelo luxuoso DPNY Beach Hotel. Na alta temporada, seu clube homônimo promove festas memoráveis animadas por DJs internacionais.

– Logo adiante, a Praia do Veloso desponta com proposta completamente diferente. Sua orla – assim como a da belíssima Praia do Julião – é perfeita para famílias em busca de sossego e praticantes de trekking, já que é de lá que parte a trilha para a Cachoeira do Veloso. Se este é o seu destino, estacione no camping em frente à praia e pergunte pelo caminho aos moradores, pois não há placas se sinalização. A caminhada dura aproximadamente 40 minutos, em trilha de dificuldade média, até a bela queda d’água, de 60 m de altura. Na dúvida, contrate o serviço de um guia.

– Também não faltam opções para uma boa refeição, como o Cumbuca da Ilha, no centro, e o Nova Iorqui, que fica no final do asfalto ao sul de Ilhabela.

Naufrágios

– Também é no litoral sul de Ilhabela que se concentra a maior parte dos destroços de navios naufragados que, hoje, são alvo de mergulhadores. Um dos locais mais procurados para essa atividade é a Reserva Marinha da Ilha das Cabras. Para conferir a rica vida marinha do arquipélago, vale fazer umas aulinhas na principal escola do gênero, conhecida nacionalmente por dar cursos também para cegos.

– Se você prefere conferir as histórias de corsários, tesouros submersos e até de OSNIS (Objetos Submarinos Não Identificados) em terra firme, a alternativa é fazer uma visita ao Museu Náutico, que guarda mais de 1.500 peças de navios naufragados, como o lendário Príncipe das Astúrias, fabricado no mesmo estaleiro do Titanic. Há desde âncoras e artefatos de bronze até cristais, porcelanas e talheres de prata do século 18.

– Por fim, siga até o mirante na Praia das Pedras Miúdas para contemplar o sol se pondo por trás da Ilha das Cabras. Um cenário digno de ficar para sempre na memória.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
2 º dia

Mapa da sua rota

Praias do Norte

– Quem desce da balsa em Barra Velha e vira à esquerda após a rotatória, no sentido norte, é surpreendido com diversos cenários de beleza ímpar. É nessa direção que fica o centrinho da cidade, chamado de Vila, com uma infinidade de lojas, bares, sorveterias e restaurantes para todos os perfis de paladar. E é também nesse sentido que se encontram algumas das praias mais cobiçadas.

– A primeira que se avista logo após a Piúva é a Praia do Perequê, que também dispõe de um centro comercial. É raro ver alguém tomando banho ali, mas a orla serve de ponto de partida para passeios de caiaque, bicicleta e até de barco para o outro lado da ilha.

– Para quem quer doses extras de glamour, no entanto, a dica é seguir mais alguns quilômetros até o Saco da Capela, que tem uma boa variedade de quiosques, como o Manapani, e dois clubes (o Pindá Iate, com embarcações menores que as do Yacht Club, e o Sea Club, que promove baladas vespertinas com um quê de requinte à beira-mar).

– Depois da Vila, vêm as orlas de Saco do Indaiá, Santa Tereza – endereço do estrelado restaurante Marakuthai e ótimo ponto para comprar peixe fresco direto dos pescadores –, as tranquilas Viana, Siriúba e, por fim, a misteriosa Garapocaia, também chamada de Praia da Pedra do Sino devido ao som que as rochas emitem quando alguém lhes dá uma pancada. Vale arriscar uma martelada para ouvir o repicar dos sinos.

– Mas se você faz parte do time de turistas que gostam de se deixar levar ao sabor dos ventos, avance mais um pouco de carro até a Praia da Armação. A natureza ali é perfeita para as práticas de wind e kitesurfe. Não à toa, suas areias servem também de sede para a escola de vela BL3. E ainda há alguns balanços improvisados com pneus e a singela Capela da Imaculada Conceição abrilhantando o cenário.

– Na hora do almoço, vá ao Marina Porto e experimente o poke, especialidade havaiana que consiste em cubos de atum e Gohan (arroz japonês) temperados com algas e nozes picadas. Na versão local, a taça é complementada com salmão ou peixe branco, shimeji, cebola roxa, pepino, algas em tiras, cebolinha, inamona e triângulos de wonton.

– Para terminar de desbravar a face urbanizada de Ilhabela com chave dourada, vá além de onde o vento faz a curva – e o asfalto vira terra – para conhecer a mais bela e distante praia com acesso pela avenida da orla: a do Jabaquara, cujo panorama, visto do mirante ao lado da estrada, forma um dos cenários mais incríveis do litoral paulista. Lá não tem casas nem condomínios, apenas a natureza em estado bruto. Só um restaurante serve de apoio aos turistas, que também podem chegar de barco, para escapar do trânsito intenso na alta estação.

– À noite, passeie pela Vila – como é chamado o centro histórico de Ilhabela. Dá para fotografar algumas construções antigas, tomar um café na livraria Ponto da Letras ou no eclético Free Port, comprar artesanato nas lojinhas e comer um petisco nas concorridas mesinhas ao ar livre do Bar SP.

– Na hora que a fome apertar, saboreie um sanduíche do Borrachudo regado por algum destaque da carta de cervejas ou surpreenda a cara-metade com um romântico jantar para gourmet nenhum botar defeito no Il Capitano, onde o autodidata Fabio Piscioto conversa com os clientes nas mesas e literalmente põe a mão na massa.

– O único dissabor é que, no auge do verão ou quando está rolando algum evento importante na ilha, fica difícil estacionar o carro na Vila e até mesmo caminhar no meio de tanta gente. Mas, para quem gosta de badalação, isso também é um prato-cheio.

 

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.