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    Lagoinha do Leste
  • Praia Mole
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    Florianópolis
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    Florianópolis

5 DIAS EM FLORIANÓPOLIS

É HORA DE CURTIR PRAIAS, LAGOAS, DUNAS, RESTAURANTES E BALADAS COM MUITA GENTE BONITA

1 º dia

Mapa da sua rota

Rolê pelas praias e baladas

– Comece a descobrir os encantos da Terra da Magia pela Praia Mole, uma das mais badaladas. O visual é completo: areia branca, mar verde, gaivotas pelo céu, vegetação de Mata Atlântica e muita gente bonita. O point é ideal para surfar e, claro, paquerar. Integram-se ao cenário bares e restaurantes descolados, sempre cheios de mulheres lindas e homens malhados.

– No canto esquerdo da Mole, há uma pequena trilha que leva à Praia da Galheta, onde os frequentadores preferem ficar bem à vontade, sem roupas, vergonha ou preconceito, para experimentar um mergulho nu. Mas a maioria das pessoas prefere ficar na Mole mesmo, já que em qualquer restaurante à beira-mar é possível comer peixes saborosos, como tainha, anchova e congro.

– Após o almoço, é hora de visitar a Praia da Joaquina, não muito longe dali. Conhecida mundialmente pelas boas ondas, a Joaca também é point do “xaveco solto”. Ao lado dela, uma imensa duna de areia branca, excelente para a prática de sandboard, exibe-se com pompa, mostrando por que é um dos cartões-postais mais marcantes da cidade.

– Depois que se despedir da praia, dirija-se à Lagoa da Conceição. Caminhe pela Avenida das Rendeiras com os olhos atentos às lojinhas que vendem renda de bilro e bordados únicos. As artesãs são moradoras antigas da ilha, que passam a tradição para as suas filhas e são ótimas contadoras de “causos”.

– Uma boa quantidade de restaurantes também se espalha pelo entorno da lagoa. Escolha um deles e aproveite o fim de tarde tomando um suco ou cerveja enquanto contempla praticantes de kite e windsurfe arriscando manobras nas águas plácidas da Conceição.

– À noite, o agito é forte no pedaço, tanto na avenida principal quanto no centrinho da lagoa. Casas noturnas e bares ditam o ritmo da azaração, que pode rolar ao som de rock, como no John Bull Floripa e no The Black Swan; samba, no Bar do Boni; forró, no DeRaiz; reggae, pagode, música eletrônica e por aí vai… Basta entrar na onda e cair na balada!

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
2 º dia

Mapa da sua rota

Sul da ilha

– Nos últimos anos, o sul de Florianópolis se transformou. O comércio cresceu e hoje quase todos os bairros contam com estrutura para receber visitantes. O aumento de bares, restaurantes e mercados, no entanto, não interferiu na atmosfera rústica, com praias de mar aberto, lagoas cercadas por vegetação intocada, vilas de pescadores e campos com cavalos e gado pastando, num singelo ambiente rural.

– Comece o dia na Praia do Campeche. Em frente à entrada principal, restaurantes com vista para a Ilha do Campeche servem porções de isca de peixe e lula, além da famigerada sequência de camarão.

– Reserve um tempo para dar um pulo na ilha. Barcos que saem de várias praias do sul de Floripa levam turistas para passar o dia lá, onde há trilhas, inscrições rupestres, restaurantes e um mar de águas cristalinas. Mas só faça o tour no verão, pois a ilhota fica desabitada no resto do ano.

– Uma visita ao Morro das Pedras mantém a programação em alta. Com vista panorâmica a partir de um mirante, a praia é mais uma opção para surfistas.

– Continue o passeio visitando as praias da Armação e do Matadeiro, que se descortinam em sequência. Seus nomes remetem à pesca de baleias que ocorria por lá no século 18. Na primeira era construída a armação da pesca. Na outra, os pescadores cercavam o animal.

– Hoje, felizmente, o clima ecológico toma conta da região, bem como da cênica Praia da Solidão, mais ao sul, ou da Lagoa do Peri, ali ao lado. Com água morna e sem ondas, o seu visual é de babar. Além disso, há porções mínimas de areia intercaladas com vegetação, formado pequenas praias praticamente particulares, perfeitas para quem viaja em família ou quer mais privacidade.

– Um jantar no bairro Ribeirão da Ilha completa o dia em clima alto-astral. Restaurantes construídos em píeres em cima do mar são excelentes para saborear uma porção de ostras acompanhada de um bom vinho. Divirta-se com os nomes dos estabelecimentos, quase todos com trocadilhos. O Maria Vai com as Ostras e o Ostradamus são boas opções.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
3 º dia

Mapa da sua rota

Lagoinha do Leste e Pântano do Sul

– Acorde cedo, tome um café da manhã reforçado e verifique se o dia está muito seco para curtir a Lagoinha do Leste, considerada a praia mais bonita de Floripa. O acesso é feito por duas trilhas selvagens, que saem das praias do Matadeiro e do Pântano do Sul. Como não há comércio por lá, também é importante levar lanche e água.

– As trilhas são relativamente extensas, mas basta ter um pouco de preparo físico e gostar de natureza para percorrer os caminhos demarcados sem grande sacrifício. Se esta for a sua primeira vez lá, vá com alguém que conheça o trajeto, para ter certeza de que está no rumo correto.

– Inicie o passeio pela Praia do Matadeiro, na trilha que tem início no pé do morro. São cerca de duas horas em um percurso inesquecível, com a vista de toda a costa do litoral sul acompanhando os seus passos. Ao avistar a Lagoinha do Leste, lá em cima do morro, já bem perto do fim da caminhada, uma curva em um dos pontos mais altos da trilha garante a posição ideal para fazer fotos.

– Aproveite algumas horas na praia, mas programe-se para voltar antes de escurecer. Essa é a hora de se aventurar pela outra trilha e seguir até Pântano do Sul. O trajeto é mais curto, com uma hora de caminhada. No entanto, é mais íngreme e cerrado pela vegetação. O contato com a natureza é intenso, embora não role vista para o oceano.

– No fim da trilha, já nas areias de Pântano do Sul, restaurantes tradicionais o aguardam com frutos do mar fresquinhos e pratos deliciosos. É lá que fica o Bar do Arante, onde canções de MPB tocando suavemente, cerveja gelada e anchova grelhada tornam o lugar perfeito para almoçar depois da trilha. O bar ganhou fama com o hábito dos fregueses de pendurar bilhetes nas paredes e no teto – tradição que se arrasta desde a década de 1970. Estima-se que mais de 100 mil mensagens já tenham sido coladas ali. A próxima pode ser a sua.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
4 º dia

Mapa da sua rota

Jurerê e norte da ilha

– Inicie o dia dando uma volta na Praia de Jurerê Internacional. Além do mar verdinho, com temperatura agradável e poucas ondas, a região é repleta de mansões sem muros nem grades, jardins, ruas largas, baladas e estrutura exemplar, como se fosse um bairro norte-americano. Ao contrário das praias visitadas no dia anterior, de clima rústico, esta é território dos famosos e endinheirados da ilha, além de provavelmente concentrar a maior quantidade de gente bonita por metro quadrado do Brasil.

– Curta o clima sofisticado/despojado dos lounges de praia mais badalados, como o Cafe de la Musique, o Taikô e o Donna, que promovem altas festas no verão, embaladas por música eletrônica e regadas a muito champanhe. Todos têm decoração bacana, com deques de madeira, boa gastronomia e drinques caros. A eles soma-se o P12, beach club que ocupa uma grande área no canto esquerdo da praia, onde há uma piscina sinuosa cercada por gazebos brancos e um espaço para shows. O complexo segue o padrão dos clubes de Ibiza, o badalado balneário espanhol.

– Caso você não queira ficar estirado nas chaise-longues das barracas o resto do dia, parta para outras praias do norte de Floripa. A do Santinho, por exemplo, tem boas ondas, dunas e até trilhas com inscrições rupestres. É lá que fica o famoso resort Costão do Santinho.

– Não longe dali, a Praia dos Ingleses apresenta boa estrutura, com várias opções de hospedagem e alimentação. No verão, vive cheia de argentinos, assim como as praias Brava, Canasvieiras e Cachoeira do Bom Jesus. Já no inverno, a pesca da tainha pode ser observada de perto por toda a extensão da Ingleses.

– À noite, encare uma das baladas de Floripa, daquelas com gente bonita o suficiente para você nunca mais se esquecer da ilha. Afinal, se durante o dia não rolou nenhuma amizade colorida, quando o sol se manda, as chances se multiplicam. Em tempo: Jurerê Internacional tem as casas noturnas mais consagradas da região. Demorou para curtir!

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.
5 º dia

Mapa da sua rota

Reduto açoriano e centro histórico

– Para se aprofundar na história de Florianópolis, percorra as ruas de paralelepípedos dos bairros de Sambaqui, Santo Antônio de Lisboa e Cacupé. Grande parte das residências e comércios dali pertence aos descendentes de portugueses que vieram da Ilha dos Açores. Foram eles os primeiros europeus a chegar a Floripa, nos idos de 1750. Pela manhã, é uma delícia apreciar a arquitetura local e as lojas de artesanato ganhando vida sob os raios de sol.

– Na hora do almoço, escolher uma boa mesa à beira-mar não tarefa das mais difíceis. Sambaqui e Santo Antônio de Lisboa contam com diversos restaurantes para fazer uma refeição com vista panorâmica.

– Se o cenário é de babar, o mesmo pode ser dito da culinária. Uma boa pedida são as moquecas de frutos do mar. Servidas em panelas de barro, com fartura, elas alimentam até três pessoas. Se a fome não estiver para tanto, peça uma porção de pastel de camarão, tradicional na região.

– Ostras, mariscos, polvos e diversos tipos de peixe também são boas pedidas, sobretudo em restaurantes como o Marisqueira do Sintra e o Ponto G.

– Depois do almoço, é hora de passear pelo centro de Floripa. Caminhe pela orla da Avenida Beira-Mar Norte, ilustrada pela Ponte Hercílio Luz, maior cartão-postal da cidade, e não deixe de conhecer o Mercado Público – o Box 32 serve um pastel de camarão divino!

– Na sequência, visite a Catedral Metropolitana e a Praça XV, onde está a famosa figueira centenária da capital catarinense, cercada de lendas e simpatias. Para as mulheres que querem se casar, por exemplo, dizem que basta dar uma volta em torno da árvore que o príncipe encantado aparece.

– Próximo dali está o Palácio Cruz e Souza, sede do primeiro governo de Santa Catarina. Hoje, a construção é tombada e funciona como Museu Histórico. Destaque também para o Museu Victor Meirelles, ali ao lado.

– À noite, jante uma pizza de massa integral. Há pelo menos duas boas opções na ilha. Uma delas é a Pizzaria do Cica, no bairro Rio Tavares, que tem no menu a deliciosa Série ao Fundo, com ingredientes como missô e tahine. Já a Pizzaria Nave Mãe, no bairro Canto da Lagoa, aposta em algumas receitas com creme de leite no lugar do molho de tomate. Acredite: elas são muito boas. Ruim é ter que se despedir da Ilha da Magia depois de passar cinco dias enfeitiçado pelos seus encantos.

* Todos os roteiros indicados foram visitados pela equipe de reportagem do Rota de Férias.