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Conheça os bastidores do blog Viajando com Gabi

24 de outubro de 2016

Por Maria Beatriz Vaccari

Sempre sorridente, a baiana Gabriela Valverde divulga suas viagens e mochilões no blog Viajando com Gabi. Descontraída e bem-humorada, ela usa e abusa da simpatia para conquistar milhares de fãs nas redes sociais. Não à toa, qualquer post em seu Instagram e Facebook bomba feito azeite de dendê.  Em um divertido bate-papo (como não poderia deixar de ser), Gabi contou para o Rota de Férias como se tornou uma influenciadora de turismo cheia de axé e, hoje, vive de viajar. Dá só uma olhada:

Rota de Férias: Há quanto tempo você trabalha com turismo e por que decidiu apostar nessa área?

Gabi: Comecei a dividir minhas experiência no Instagram há quase 2 anos, mas passei a viajar a trabalho mesmo para valer há apenas 1 ano. Eu sempre gostei de explorar lugares, então decidi tentar unir lazer e trabalho. Então viajo para divulgar destinos, restaurantes, hotéis, hostels e passeios. O principal motivo? Ter um trabalho prazeroso e que eu me orgulhe.

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Viajando com Gabi é referência de turismo na internet

RF: O que é o  Viajando com Gabi?

Gabi: Sempre tive amigos e familiares que gostariam de viajar comigo e conhecer os lugares que visto, mas por diversos motivos eles não conseguiam me acompanhar. Então, criei o “Insta” para que eles pudessem ver minhas andanças e “viajar comigo”. É um projeto dinâmico e bem-humorado. Falo da minha vida de viajante e dos lugares por onde passo, mostrando a rotina de uma solo traveler. O público-alvo é qualquer um que goste de aventuras e deseje explorar o mundo de maneira independente.

RF: Quando percebeu que seria legal investir em mídias sociais e se tornar um influenciador de público?

Gabi: Foi em abril do ano passado. Comecei uma jornada de cinco meses pelo Leste Europeu, Balcãs, Oriente Médio e Marrocos. Durante essa viagem, percebi a falta de informações reais sobre esses lugares, além do receio e da curiosidade das pessoas. Entendi o poder da informação em tempo real e menos formal. Foi aí que tive um crescimento interessante nas mídias sociais. Em abril deste ano, fiz outra grande viagem (três meses) e comecei a investir mais. Em agosto, fui convidada pra participar de um programa na Rede Globo (Encontro com Fátima Bernardes) para falar da minha rotina viajante e dos meus mochilões. Isso é resultado do que venho fazendo ao longo de 2016.

RF: Em quais mídias sociais você atua mais, por qual motivo e quais são seus números atualmente?

Gabi: Instagram, Facebook e Snapchat. Os seguidores estão muito presentes nessas redes e buscam fotos com dicas. Eles adoram os “causos” diários e têm interesse em interagir mais. Essas mídias permitem isso. Tenho 83K seguidores no Instagram, 15K no Facebook e 2K de views do Snapchat.

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Gabi divulga suas fotos e conteúdos no Facebook, Instagram e Snapchat

RF: Como você fez para atrair seguidores no começo?

Gabi: Eu viajava e postava fotos dos lugares por onde passava. Ganhava repost de outros perfis do Instagram e mais visibilidade. Comecei a falar mais sobre os lugares e a receber mais comentários. Hoje ganho uma média de 7k seguidores por mês.

RF: De que forma você trabalha a manutenção e conquista de novos seguidores?

Gabi: Meus seguidores gostam de fazer parte e de interagir. Eles querem fazer perguntas, comentários e sugestões. São incrivelmente simpáticos. Eu acho isso muito bacana. Nem sempre consigo responder tudo, mas tento dar um alô sempre que tenho um tempinho.

RF: Você faz seus posts em horários específicos?

Gabi: Para mim, os melhores horários para postar são entre 19h e 21h. Mas eu também posto às 9h, de vez em quando. Quando estou viajando posto apenas quando consigo internet, então isso pode variar (risos).

RF: E durante os finais de semana?

Gabi: Dizem que final de semana o engajamento cai, mas, dependendo da foto, isso não acontece. Eu posto todos os dias pelo menos uma foto. Quando estou viajando divulgo duas ou três por dia.

RF: Qual é a importância de interagir com os seguidores e ser atuante em outras páginas do gênero, com comentários e curtidas, por exemplo?

Gabi: Ao fazer presente e ativo você acaba conquistando a simpatia de outros travel bloggers, além de aumentar a visibilidade. Os comentários e curtidas também ajudam os colegas a crescer, e sempre atraem alguns curiosos, que acabam virando novos seguidores. Meu lema no Instagram é “é legal ser legal”. Você não perde nada e todo mundo ganha.

RF: O que você acha da função de impulsionamento de posts do Facebook?

Gabi: Acho o impulsionamento de paginas e posts uma ferramenta interessante. Experimentei na minha última viagem ao exterior e estou considerando usar novamente na próxima. Ganhei visibilidade e alguns seguidores. Essa ferramenta aumenta o alcance das suas publicações, mostrando seu conteúdo para pessoas que ainda não conhecem a página. Em contato com o seu conteúdo, eles decidem se querem segui-la ou não. Então, acho bem bacana.  Usarei entre o final de outubro e novembro e conto tudo para vocês, pode deixar. :)

Foto: Divulgação
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Blogueira deixou a câmera profissional de lado e agora usa e abusa da GoPro

RF: E quanto à opção (não indicada) de comprar seguidores no Instagram?

Gabi: Infelizmente é mais comum do que imaginamos. Muitos perfis cansam do trabalho de interagir constantemente nas redes sociais e acabam pegando esse atalho. Hoje existem sites que mostram isso e esses perfis ficam expostos, caso alguém decida olhar mais a fundo. Não considero essa pratica ética, pois muitos parceiros buscam números e, quando eles são falsos, não obtêm os resultados esperados.

RF: Quais equipamentos você usa para postar fotos e vídeos? Poderia apontar a diferença de trabalhar com câmeras convencionais, smartphones e GoPro, por exemplo?

Gabi: Eu uso uma GoPro hero4 silver (com diversos acessórios) e um IPhone 6s+. Já tive uma câmera profissional, mas a vendi, pois era muita coisa para carregar e eu viajo sozinha. A GoPro é muito boa para esportes e atividades, assim como para usar em praias e ambientes naturais. É ótima para selfies também, já que tem um ângulo aberto e abre bastante a perspectiva da paisagem. É pequena e relativamente fácil de usar. Já o celular serve para mandar tudo para as redes sociais e tirar fotos com zoom (pouco, pois diminui a qualidade), além de filmar.

RF: Quais ferramentas de edição e tipos de efeito em imagem você costuma usar mais?

Gabi: Eu uso aplicativos no celular, pois não viajo com computador. Uso Camera+ e Snapseed, além do editor do próprio Instagram. Gosto de trabalhar a foto manualmente, então não uso muitos filtros. Sempre mexo no HDR, no brilho, na saturação e no contraste. Aos poucos elas ficam do meu gosto, porque a edição de fotos é uma questão bastante pessoal.

RF: Além de conquistar audiência, é possível ganhar dinheiro e monetizar o negócio por meio das mídias sociais?

Gabi: Sim, pode-se cobrar para anunciar nas mídias sociais, além de ganhar com cliques no blog, anunciantes e parceiros. Outra forma de monetizar é produzir conteúdo para venda, como e-books, escrevendo para outros blogs, vendendo produtos de viagem ou escrevendo roteiros personalizados.

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Gabi pretende conhecer a Ásia e apostar no YouTube

RF: Diante de toda a sua experiência, qual lugar do mundo mais a encantou?

Gabi: A Grécia é um dos meus lugares preferidos, mas ainda não pisei na Ásia (risos) fora do Oriente Médio. Lá, Jerusalém e Petra me encantaram demais! São lugares lindos, mas de maneiras completamente diferentes. Porém, eu não voltaria para lá todas as férias, como faria com a Grécia.

RF: Quais são os seus próximos objetivos?

Gabi: Quero conhecer todos os continentes antes dos 40 anos. Atualmente tenho 31. Então, quero rodar esse mundo e escrever muito sobre viagens nos próximos nove anos. Também preciso melhorar minhas habilidades em edição de vídeos para investir no YouTube.

RF: Quais dicas você daria para quem deseja se tornar um social media influencer de turismo?

Gabi: Buscar conhecer o trabalho de colegas de profissão, ler sobre mídias sociais e conhecer seu público. Com tudo isso feito, não se pode esquecer que lidamos com pessoas diariamente, então o aprendizado também é contínuo. Quero tentar influenciar positivamente e sempre lembrar as pessoas que, para rodar o mundo, eu precisei batalhar, economizar, planejar e trabalhar.