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Como o turismo está reagindo com o avanço da vacina nos EUA

Crédito: Paulo Basso Jr.

No último dia 21 de março, a prefeitura de Miami Beach, na Flórida, viu-se obrigada a estabelecer um toque de recolher a fim de controlar a grande quantidade de turistas que chegou à região para celebrar o spring break, popular período de recesso estudantil nos Estados Unidos. Pouco mais ao norte do estado, nas proximidades de Tampa, uma fila enorme de carros na rodovia Interstate 75 North aguardava por horas o acesso à Interstate 4 East, no sentido de Orlando, onde ficam os parques temáticos da Disney World.

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No dia seguinte, ali pertinho, ainda em Tampa, era preciso aguardar cerca de 30 minutos para passar pelo processo de medição de temperatura corporal e entrar no famoso complexo de diversões Busch Gardens. Já por volta do 12h, quem desejava embarcar em uma das montanhas-russas do espaço, como a Cheetah Hunt, precisava aguardar 95 minutos. No mesmo horário, pegar um prato de comida em qualquer um dos muitos restaurantes do parque era uma aventura ainda mais radical e que dispensava, ao menos, meia hora.

Paulo Basso Jr.
Entrada do Busch Gardens, em Tampa, durante spring break

“Sabíamos que uma hora isso iria acontecer, mas não estávamos preparados para receber tanta gente de uma vez. Imagino que muitos lugares foram pegos de surpresa, como os complexos de lazer e outros pontos turísticos, que até então vinham fazendo um grande trabalho de controle e organização. Há muito tempo não via a vida noturna tão ativa, por exemplo, e pessoas procurando por mesas sem cessar aqui na região”, diz Jeff Houck, gerente do grupo Columbia de restaurantes, dono de diversos endereços em Tampa. Em alguns delas, como o Ulele e a Casa Santa Stefano, o movimento nos últimos dois fins de semana permaneceu intenso até por volta de 22h, algo incomum até mesmo antes da pandemia.

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Avanço da vacinação

O turismo, que foi fortemente impactado e vinha apresentando números pífios há um ano, explodiu de vez durante as semanas do spring break, principalmente, por conta do avanço da vacinação contra a covid-19 nos Estados Unidos. Em todo o país, muitos estados já estão aplicando doses para pessoas acima dos 30 anos (em ao menos cinco deles, quem tem mais de 16 anos já pode tomar) – e quase todos já apresentaram um plano geral com as datas definidas para todos os adultos que quiserem se vacinar, com a primeira dose garantida até 1º de maio.

De acordo com a Bloomberg, até 29 de março, 28,6% da população americana já tinha recebido ao menos uma dose da vacina, e 15,8%, as duas (se o ritmo atual for mantido, em quatro meses 75% do país poderá estar vacinado, considerando pessoas de qualquer idade). Como consequência, houve uma queda brusca no registro de mortalidade ligada à covid-19. Em dois meses, a média dos últimos sete dias caiu de 3.319 para 995 nos Estados Unidos

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Apesar de a situação ainda ser muito grave, com os gráficos melhorando a cada dia e a demanda reprimida por tanto tempo, é natural que a procura por viagens aumente daqui para frente no país, independentemente dos prejuízos econômicos que o novo coronavírus deixou pelo caminho. Prova disso é que reservar uma casa com piscina – bem avaliada no Airbnb ou no Booking.com – em locais como Sarasota ou St. Petersburg, na costa da Flórida, cuja diária não sai por menos de US$ 250, é uma missão praticamente impossível até o fim do verão no Hemisfério Norte, em agosto.

Vale ressaltar que não é apenas o estado americano queridinho dos brasileiros que está vendo o número de viajantes crescer em larga escala. Na última semana, as estradas da Califórnia, de Nova York e de outros destinos populares entre os americanos, como Geórgia, Alabama e Tennessee, apresentaram grande movimento. A Beale St., famosa rua de Memphis, por exemplo, viu neste sábado seus bares e restaurantes, que há 15 dias viviam às moscas ou nem abriam as portas, receberem centenas de turistas.

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Hotéis situados em grandes áreas naturais como Lake of the Ozarks, no Missouri, ou o parque de Yellowstone já estão com hospedagens praticamente esgotadas para os fins de semana de junho e julho. Em todo o país, os shows de grandes bandas cancelados em 2020 já estão sendo reagendados a partir de junho, bem como grandes eventos. A maior feira de turismo do mercado americano, a IPW, por exemplo, está confirmada para o início de setembro em Las Vegas. A Cidade do Pecado, inclusive, é mais uma que eliminou restrições nos últimos dias e viu os cassinos encherem novamente.

Máscaras abandonadas

O otimismo do turismo com o avanço da vacinação nos Estados Unidos empolga e, ao mesmo tempo, preocupa as autoridades. Se por um lado a economia volta a se movimentar, por outro ainda restam dúvidas em relação à eficácia das três vacinas aplicadas atualmente no país (Pfizer, Moderna e Johnson e Johnson) em relação às novas variantes do vírus.

A despeito das campanhas realizadas pelas agências de saúde, como o Centro de Controle de Prevenção de Doenças (da sigla em inglês CDC), que insistem no uso de máscaras e no distanciamento social, boa parte dos viajantes vem se aglomerando cada vez mais, como pode ser visto recentemente nas festas de Miami Beach. Alguns estados, como Texas, Mississipi e Alabama, já retiraram a obrigação da cobertura facial nos comércios, e mesmo nos que a mantém, como a Flórida, há pouco respeito. Como houve um ligeiro aumento de casos nos últimos dias, provavelmente já como um reflexo dos abusos no spring break, o presidente Joe Biden voltou ontem a ressaltar a importância de manter os protocolos por mais algum tempo.

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Na prática, porém, observa-se pouca preocupação com uma possível quarta onda do surto no país. Pessoas de todas as idades, de jovens a idosos, são vistas andando com o acessório no queixo ou mesmo sem ele não apenas em restaurantes e bares, onde estão comendo ou bebendo, mas em supermercados e outras áreas fechadas. Há ainda muita gente se protegendo de forma adequada e mantendo 1,5 metro de distância, sem dúvida, mas o descuido com os protocolos cresce cada vez mais.

Há alguns dias, confrontado pelo senador do Kentucky Rand Paul se não seria um “circo” continuar usando máscaras após se vacinar, o médico Anthony Fauci, o especialista em doenças infecciosas mais importante do país e um dos principais integrantes da força-tarefa criada pela Casa Branca para responder à pandemia, foi categórico. “Eu discordo completamente da sua opinião”, afirmou.

Entre outros argumentos, Fauci alega que muita gente sequer está aguardando tomar a segunda dose antes de quebrar as regras e ainda não há estudos que confirmem o quanto as pessoas vacinadas podem ou não continuar retransmitindo o vírus. Além disso, muitos americanos não querem tomar vacina e não o farão, atrasando a condição da imunidade de rebanho. Isso sem contar que não se sabe ao certo o impacto das variantes conhecidas e das que ainda podem surgir. Usar máscaras e manter distanciamento social, portanto, ainda seriam condições essenciais para controlar a pandemia. E por um bom tempo.

Passaporte da vacina

Muito se fala no país também sobre a criação de um passaporte da vacinação. De acordo com reportagem publicada no jornal The Washington Post, a Casa Branca estaria estudando a criação de um certificado que comprove quem já tomou a fração completa e que seria capaz de “autorizar” o portador a viajar sem restrições.

O tema, porém, é polêmico. Há muitas iniciativas do gênero no mundo, inclusive na Europa, mas ninguém sabe ao certo qual seria o momento de implementá-las e que modelo deveria ser seguido. Enquanto a vacina não estiver disponível a todos, um passaporte do gênero seria segregador. Além disso, ainda não há diretrizes estabelecidas para oferecer um certificado que seria realmente acessível a qualquer pessoa, sem riscos de fraudes, a fim de não criar diferenças e, principalmente, provocar um novo descontrole pandêmico.

Até o momento, a única certeza é que, assim como Fauci, a maioria dos cientistas e publicações respeitadas que combatem doenças infectologistas segue divulgando que ainda não é hora de baixar a guarda. Viagens pelos Estados Unidos serão bem-vindas em breve, mas com todos os cuidados possíveis e, principalmente, evitando aglomerações. Tudo indica que, aos 45 minutos do segundo tempo, o mercado do turismo americano esteja pronto para ganhar o jogo contra a covid-19. O que ele não pode, agora, é marcar um gol contra.

* Reportagem atualizada em 30 de março de 2021

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