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Como funciona o seguro viagem para intercambistas

28 de junho de 2018

Por Maria Beatriz Vaccari

Deixar o país para buscar novos conhecimentos e novas experiências em programas de intercâmbio tem se tornado uma prática cada vez mais comum entre os brasileiros. Uma pesquisa da Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta) mostra que o número de intercambistas entre 18 e 21 anos mais que dobrou entre 2015 e 2017, chegando a cerca de 90,9 mil jovens.

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No entanto, é importante lembrar que nem só de malas, livros e câmeras fotográficas se faz um intercâmbio. Para uma viagem segura e livre de preocupações, existem planos de seguro viagem para intercambistas, que apresentam vantagens e diferenciais em relação aos demais. Simone Libonati, superintendente de seguro viagem da Zurich, reuniu algumas informações importantes sobre o assunto. Confira:

Como funciona o seguro viagem para intercambistas?

O seguro para intercâmbio costuma ter condições de aceitação mais restritas em relação à idade, destino e tempo de permanência. No entanto, sua duração é consideravelmente maior e, por isso, costuma ser cobrado por período – uma opção mais barata que a modalidade dia a dia. As coberturas contemplam todas as despesas médicas e odontológicas, bagagem, envio de acompanhante, interrupção de viagem, entre outras.

Além do mais, se o intercambista for obrigado a interromper a viagem por conta de um evento segurado coberto, como morte de um dos pais ou convocação para júri, ele poderá requerer o reembolso do serviço contratado e não utilizado, como aulas, acomodação e ingressos.

E no caso de uma viagem durante o intercâmbio?

É possível que, durante o período de intercâmbio, o viajante deseje sair do seu país base para conhecer países vizinhos. Caso isso ocorra, o intercambista poderá viajar com tranquilidade, já que seu seguro é válido para todo o período em que ele estiver fora do país.

No entanto, Simone lembra que cautelas devem ser mantidas. “É bom verificar se o seguro tem cobertura para o local que o segurado está se deslocando, pois podem existir restrições na localidade para o seguro viagem”, explica.

Outras dicas

É importante que o viajante tenha um bom capital de despesas médicas e odontológicas. Além disso, é preciso verificar se há rede credenciada no local onde vai estudar. “Valores com atendimento médico podem custar bem caro. O preço será reembolsado pela seguradora, mas verificar a cobertura previamente pode economizar dor de cabeça”, afirma Simone Libonati.

Existem instituições de ensino que obrigam o intercambista a ter cobertura para tratamento médico. Neste caso, ele deve optar por um seguro saúde em vez do seguro viagem.