Crédito: Paulo Basso Jr.

Como é viajar para Compenhagen, na Dinamarca

9 de agosto de 2017

Por Paulo Basso Jr.

A Dinamarca é o segundo país mais feliz do mundo, atrás apenas da vizinha Noruega. E não sou eu quem está dizendo, mas a Organização das Nações Unidas (ONU), que chegou a essa conclusão após especialistas em economia, psicologia e estatísticas analisarem, em quase todas as nações do planeta, uma série de medidas de bem-estar e índices de desenvolvimento social. A verdade, no entanto, é que nem é preciso fazer pesquisas aprofundadas para chegar a essa conclusão. Basta passar alguns dias em Copenhagen, a charmosa capital do país, para entender o real significado de viver bem – e feliz.

LEIA MAIS: Roteiro completo de dois dias em Copenhagen
Conheça os países que exigem seguro viagem
Destinos para viajar sem deixar os esportes de lado

Para começar, quase ninguém por lá anda de carro. Em vez disso, os dinamarqueses usam bicicleta, já que a cidade é pequena, plana, despoluída e tem faixas enormes voltadas para as magrelas em todas as ruas. Por isso mesmo, nem precisava, mas o transporte público de Copenhagen é perfeito, com estações de metrô e ônibus por todos os lados, sempre vazios e pontuais.

Na paisagem, prédios com, no máximo, cinco andares, cercados de verde e com fachadas impecáveis, formam um cenário de contos de fadas – não à toa, um dos maiores nomes da história dinamarquesa é Hans Christian Andersen, que, no século 19, escreveu histórias como “A Pequena Sereia” e “O Patinho Feio”. Mas o skyline local não retrata apenas o passado: Copenhagen é a atual capital-design do mundo, de onde saem as principais tendências contemporâneas de arquitetura, decoração e paisagismo.

Paulo Basso Jr.

Passeio de barco permite conhecer a região revitalizada do Porto

Na semana em que estive por lá, vi apenas um pedinte na rua, que me revelou ter acabo de chegar da Groelândia – ilha que pertence à Dinamarca – para tentar uma vida melhor. Reparei também que quase não existe polícia nas ruas, provavelmente porque não há necessidade. Apesar de serem descendentes dos vikings, os dinamarqueses são pacíficos e vivem em meio aos mais altos índices de segurança pública.

A população local, simpática e sorridente – por que será? – paga impostos que variam de 37% a 70% do salário, mas têm tudo de volta e com alta qualidade: saúde, educação, moradia, previdência social. Assim, podem se preocupar com outras questões da vida, como formar uma sociedade que luta por se alimentar melhor – ao menos 25% dos produtos vendidos nos supermercados são orgânicos. Talvez por isso quase não haja obesos nas ruas e as dinamarquesas sejam tão, digamos… dinamarquesas. Loiras, de olhos claros, lindas e cheias de personalidade! E olha que as meninas que estavam em meu grupo garantiram que os homens nórdicos também não são de se jogar fora.

Paulo Basso Jr.

Christiania é uma espécie de enclave em Copenhagen em que drogas leves, como a maconha, são liberadas

De modo geral, pode-se dizer que a Dinamarca está a anos-luz do resto do planeta. Foi um dos primeiros países a reconhecer a união cível de homossexuais, a fazer filmes pornográficos e até a ter uma zona onde o uso de drogas leves é liberado e aceito sem grandes choques. Trata-se de Christiania, comunidade independente localizada no meio da capital da Dinamarca e que vive até a maior vibe hippie numa boa.

Mas se a paz e o amor imperam, também não se pode dizer que tudo são flores na nação escandinava. A temperatura por lá, por exemplo, é fria. E muito! No inverno, os termômetros praticamente congelam a -25ºC, o que não é nada legal para quem mora no país mesmo diante do fato de todos os edifícios serem calafetados. Para os viajantes, porém, isso pouco importa. Na verdade, é apenas um charme a mais de um lugar que merece ser visitado a qualquer época do ano.

LEIA MAIS: Parte 2: O que fazer em Copenhagen, capital da Dinamarca
Parte 3: Viagem a Copenhagen é regada a ótima gastronomia
Parte 4: Passeios a partir de Copenhagen, na Dinamarca

Obs: Trecho de reportagem publicado originalmente na revista Viaje Mais Luxo