Crédito: Paulo Basso Jr.

Como é o AquaRio, na Zona Portuária carioca

11 de fevereiro de 2018

Por Paulo Basso Jr.

Inaugurado no fim de 2016, o AquaRio não demorou para se transformar em uma das estrelas da Zona Portuária revitalizada do Rio de Janeiro. Motivos para isso não faltam: trata-se do maior aquário da América do Sul, com 26 mil m² de área construída eu um antigo prédio que passou a abrigar 3 mil espécies marítimas distribuídas em 4,5 milhões de litros de água.

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Quem visita o complexo tem uma boa e uma má surpresa logo de cara. A má é o valor: R$ 80 (R$ 60 para quem nasceu ou mora no Rio) e R$ 40 para crianças de 3 a 11 anos. A boa é o visual, no hall de entrada, de um enorme esqueleto de baleia jubarte suspenso por cabos de aço.

Foto: Paulo Basso Jr.

Esqueleto de baleia jubarte

Por dentro do AquaRio

No piso inferior do AquaRio há algumas lojinhas, cafés e o acesso aos elevadores que levam ao terceiro andar, onde começa o tour. Você pode fazê-lo normalmente ou ser guiado por um “peixinho virtual”, com cores, características e nomes definidos previamente, que o acompanhará pelos painéis touchscreen distribuídos pelo circuito.

Os corredores são escuros e abrigam uma série de tanques, nos quais é possível observar toda sorte de peixes, sempre com painéis explicativos. Há anêmonas, águas-vivas, plânctons, corais, animais perigosos, peixes esquisitões, outros fofinhos, parecidos com o Nemo ou a Dory. São espécies do Caribe, do Pacífico e de outras partes do mundo.

Toda a visitação rola em um clima bem tranquilo, apesar de o local viver lotado e às vezes, ter de disputar espaço para fazer fotos (sempre sem flash).

Foto: Paulo Basso Jr.

O AquaRio está sempre movimentado

Arraias e tubarões

Durante o trajeto, dá para acessar o centro de um aquário redondo e de fundo côncavo para se ver rodeado por um cardume (infelizmente estava fechado quando visitei). Outra opção é visitar as “grutas virtuais”, onde são transmitidos filmes ou apresentações educativas – é com ações como esta que o AquaRio tenta se defender, embasado por especialistas, das críticas (muito válidas, por sinal) em relação a um empreendimento que aprisiona animais em pleno século 21.

Já no final do rolê, chega-se a enormes paredões de vidro com dois andares de altura, através dos quais se vê arraias, tubarões (o maior de todos é, na verdade, uma fêmea e tem o singelo apelido de Margarida) e uma série de outros peixes. Este local foi batizado como Tanque Oceânico e é a grande atração do pedaço.

Foto: Paulo Basso Jr.

Tubarão passa ao lado de túnel no Tanque Oceânico

Túnel de acrílico

O maior lance dessa área é que ela conta com um túnel de acrílico semicircular, no qual os visitantes se veem cercados pelos inúmeros peixes, arraias e tubarões que vivem ali. É o local mais fotografado do AquaRio.

O circuito então segue por tanques abertos onde é possível tocar alguns animais, inclusive pequenos e inofensivos tubarões. No final, no maior estilo parques de Orlando, você tem acesso a uma loja ampla e iluminada, com diversos itens relacionados ao mundo marinho.