Crédito: VisualHunt.com

Atol de Aldabra: conheça um dos locais mais preservados do planeta

26 de março de 2019

Redação

O arquipélago de Seicheles é um dos refúgios mais preservados no planeta. Com cerca de 50% de sua área terrestre protegida, o destino se preocupa em conservar sua riqueza natural. E um dos melhores exemplos disso é o impecável Atol de Aldabra.

Siga a cobertura de nossos repórteres por todo o mundo, diariamente, no Instagram @rotadeferias, com direito a belas fotos e stories curiosos.

Localizado a 1.150 km a sudoeste de Mahé, a principal ilha do país, o Atol de Aldabra conta com uma área terrestre de aproximadamente 155 km² – e uma área total protegida de 2.559 km².

Atol de Aldabra

Divulgação
Praia no Atol de Aldabra | Divulgação
Lagoa no Atol de Aldabra

Aldabra é um dos maiores atóis de corais elevados do mundo, com mais de uma dezena de ilhas margeando uma enorme lagoa. Por ser um local excepcional e intocado, tornou-se Patrimônio da Humanidade da UNESCO em 1982, além de integrante da lista da Ramsar.

As ilhas do atol possuem uma vasta gama de flora e fauna, com espécies raras ou ameaçadas, bem como a maior população mundial de tartarugas gigantes, com 150.000 animais. A lagoa no interior do atol possui uma variada vida marinha.

LEIA MAIS: O QUE SABER ANTES DE VIAJAR PARA AS ILHAS SEYCHELLES
SEICHELES, MÔNACO E NORUEGA: DESTINOS PARA FÃS DE ESPORTE

História

Acredita-se que o atol foi descoberto por um grupo de árabes durante uma viagem de exploração ao Oceano Índico, em 916 DC. O nome Aldabra, inclusive, pode ser derivado da palavra Al-Khadra, que significa “o verde”, em referência à cor do reflexo da lagoa nas nuvens. Mas á também quem acredite que o nome veio da estrela Aldabaran, que era usada pelos marinheiros árabes para traçar a rota da viagem.

Por ser um local isolado geograficamente e com escassez de água potável, Aldabra não passou por grandes assentamentos. Esse é o motivo pelo qual o refúgio tem menos interferência humana do que outros atóis do planeta.

A Fundação das Ilhas Seicheles supervisiona o atol desde 1979. Há regulamentos estritos que governam a acessibilidade à região para proteger seu frágil ecossistema.

Lá, destaca-se também uma pequena estação de pesquisa que oferece a oportunidade de estudar a biodiversidade do atol a cientistas credenciados. Não há acomodações em Aldabra, e o turismo é bastante restrito. É preciso conseguir uma autorização prévia para passar o dia por lá, e o acesso é limitado a áreas específicas.