Como é a imigração nos Estados Unidos: o que fazer no aeroporto

9 de julho de 2018

Por Maria Beatriz Vaccari

O viajante que passa pela imigração nos Estados Unidos precisa estar pronto para responder algumas perguntas e encarar procedimentos rígidos de segurança. A política de imigração do país pode até assustar, mas não é nenhum bicho de sete cabeças. Com as devidas instruções e os documentos certos em mãos, fica fácil passar por todos os processos do aeroporto sem esquentar a cabeça.

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Como é a imigração nos Estados Unidos

Antes de desembarcar

Ainda no avião, antes de pousar em território norte-americano, os passageiros recebem um formulário azul chamado 6059B Customs Declaration. Ele é uma espécie de declaração alfandegária. É preciso preencher dados como nome, sobrenome, data de nascimento, número do passaporte, número do voo/empresa aérea, país de residência, países visitados entes de chegar aos Estados Unidos (escalas), endereço físico nos Estados Unidos (turistas devem colocar o nome do hotel e o destino) e objetivo da viagem.

Os próximos tópicos da ficha devem ser marcadas como “Sim” ou “Não”. Se quiser evitar problemas e possíveis multas, nunca minta neles. Quem busca evitar questionamentos deve se organizar com antecedência para conseguir responder “Não” em todas as perguntas. Elas buscam identificar se o viajante está trazendo diversos tipos de alimentos, agentes de doenças, se carrega mercadorias comerciais que serão vendidas no país (neste caso, é preciso indicar o valor em um campo específico) ou se está portando mais de US$ 10 mil em dinheiro ou instrumentos monetários.

Vale lembrar que, normalmente, o formulário é distribuído em inglês e espanhol. Caso não compreenda alguma informação, peça ajuda aos comissários de bordo. A versão completa em português pode ser visualizada aqui: https://goo.gl/GgFGam

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Imigração nos Estados Unidos

Ao chegar no aeroporto de destino, o viajante brasileiro será direcionado ao setor de imigração nos Estados Unidos – basta seguir as instruções dos funcionários ou as placas com a indicação “Non-U.S. Citizens” (cidadãos que não são norte-americanos). Quem já visitou o país pelo menos uma vez desde 2008 ou viaja com visto B1/B2 ou D pode fazer o processo por meio dos quiosques Automated Passport Control (APC – Controle Automatizado de Passaporte), que já estão disponíveis nos principais aeroportos do país. Se puder, não deixe de usá-los. Além de serem mais práticos, eles evitam as grandes filas para entrevistas nos quiosques da imigração. Vale a pena destacar que o viajante que opta pelos totens não precisa preencher o formulário 6059B distribuído no avião. Todas as respostas serão inseridas na telinha do sistema digital.

Caso não possa ou não queira usar os sistemas APC na hora de fazer a imigração nos Estados Unidos, siga para a fila da imigração e encaixe o formulário 6059B preenchido na primeira página do passaporte. Quando chegar a sua vez, entregue tudo ao funcionário da imigração, que irá revisar os documentos e fazer algumas perguntas. As principais são: “qual é o propósito da sua viagem?”, “por quanto tempo você vai ficar no país?”, “quando foi a última vez que você esteve nos Estados Unidos” e “quantos dólares você tem para gastar durante sua estadia no país?”. Apesar de não ser obrigatório, algumas pessoas mais precavidas levam documentos extras. Entre eles, cópias da reserva do hotel, da passagem de volta e do comprovante de compra de dólares.

O ideal é manter a calma, dar respostas diretas e avisar caso não compreenda algo ao responsável pela imigração nos Estados Unidos. Também é preciso tirar uma foto e posicionar seus dedos em um aparelho para a coleta de digitais. Se o turista tiver algo a declarar, basta avisar o agente da imigração, que irá dar as instruções necessárias para dar continuidade à entrada no país.

A próxima (e última) etapa, assim que você deixa o setor de imigração nos Estados Unidos, é alfandegária. Ela consiste em pegar as malas na esteira. Assim como em qualquer outro aeroporto do mundo, certifique-se de que a bagagem retirada é realmente sua. Depois que estiver com ela em mãos, o viajante pode ser chamado para uma segunda etapa de inspeção, na qual agentes especializados abrem as bagagens para verificar de perto seus conteúdos. Se isso acontecer, aguarde pacientemente até que o processo termine. Depois, é só organizar tudo, fechar as malas, dar tchau ao aeroporto e curtir o passeio ao máximo.