10 comidas e bebidas para provar em Portugal

5 de fevereiro de 2019

Por Maria Beatriz Vaccari

Na hora de comer e beber em Portugal, prepare-se para uma gastronomia rica em frutos do mar, carne de porco, caldos, peixes e doces. E ainda tem vinhos de alta qualidade e outras bebidas para acompanhar tudo com harmonia.

Siga a cobertura de nossos repórteres por todo o mundo, diariamente, no Instagram @rotadeferias, com direito a belas fotos e stories curiosos.

Em Lisboa, Porto ou mesmo nas cidades pequenas, há sempre bons restaurantes e bares para provar a culinária local. Nem é preciso escolher muito: basta escolher um endereço que combine com o seu estilo, entrar e se preparar para uma refeição de primeira.

O que comer e beber em Portugal

Conheça alguns dos pratos (e rótulos) que fazem a fama da cozinha do país. Os textos deste álbum foram publicados originalmente na revista Belezas de Portugal – Volume 2, da Editora Europa, parceira do Rota de Férias.

  • Crédito: Divulgação
    O bacalhau compõe algumas das receitas mais populares da gastronomia portuguesa. Apesar de não serem pescados no país – os peixes usados no preparo vivem e se reproduzem em águas mais geladas, como as que banham a Noruega e o Canadá –, o prato foi imortalizado em petiscos, como os tradicionais bolinhos e as pataniscas (da região de Estremadura) e diversas receitas. Entre as mais populares estão o bacalhau à Zé do Pipo (com cebolas, leite, maionese, azeite, louro e purê de batata), à Bras (leva batata, ovos, cebola, azeite, pimenta e salsa) e à Gomes de Sá (com azeitonas pretas, ovos cozidos, alho, cebola, azeite e salsa). Outra figurinha carimbada é o bacalhau à Lagareiro, mergulhado no azeite com batatas, cebola e alho.
  • Crédito: Divulgação
    Feito à base de couve galega (também conhecida como couve portuguesa), purê de batata e azeite, o caldo verde é uma das sopas mais populares de Portugal. Criada na região norte do país, a receita também leva algumas rodelas de chouriço, que garantem um sabor especial à iguaria. Além de ser perfeito para deixar as noites de inverno ainda mais agradáveis – principalmente quando consumido com boas taças de vinho –, o prato figura entre as comidas típicas de grandes celebrações culturais, como as festas juninas lusitanas. Também é muito usado como entrada.
  • Seja em restaurantes bacanas ou em barraquinhas de rua, a sardinha é sempre um sucesso entre os portugueses. O peixe é muito consumido grelhado com pão ou broa nas festas juninas, principalmente nas realizadas no bairro da Alfama, em Lisboa. Além de render pratos principais marcantes, a sardinha também vai bem em entradas. Os aperitivos, por sinal, estão entre as especialidades dos portugueses. Muitos restaurantes pelo país oferecem delícias como amêijoas à bulhão do pato (preparadas com um saboroso molho feito com azeite, alho, coentro e vinho branco), lula ao molho vinagrete e tartar de peixes.
  • Crédito: Divulgação
    Quem gosta de carne de porco se dá bem quando vai a Portugal. As receitas de leitão mais populares prestam homenagem ao nome das regiões onde foram criadas: Alentejo e Bairrada. O leitão à moda alentejana (que pode ser encontrado em diversas partes do país) é servido em cubos com batatas, cebola e um molho de vinho branco e pimentão com mariscos. Já o leitão à bairrada, tradição entre os portugueses desde o século 18, é temperado com alho, sal pimenta, azeite, manteiga e louro antes de ser colocado em um espeto e assado em churrasqueiras ou nos típicos fornos a lenha bairradinos. Alguns restaurantes aproveitam para desfiar a carne de leitão e usá-la no recheio de deliciosos bolinhos fritos.
  • Crédito: Divulgação
    A história mais popular da alheira de mirandela começa no final do século 15, na época em que a inquisição espanhola chegou a Portugal. À época, a linguiça de porco era um alimento bastante consumido pela população. Para não serem descobertos e perseguidos, os judeus, que não comem carne de porco, inventaram uma espécie de salsicha feita com carnes de outros animais, temperos e massa de pão. Ao longo do tempo, a receita se popularizou entre o povo cristão e tornou-se uma atração gastronômica do país. Atualmente, é possível encontrar opções que mesclam carnes de vaca, frango e porco com temperos como páprica, alho, sal e salsa.
  • Apesar de ser encontrado nos restaurantes portugueses a qualquer época do ano, o cozido à portuguesa é o prato oficial do Domingo Gordo, que antecede a terça-feira de carnaval. A receita consiste na mistura de diferentes tipos de carnes (boi, porco e frango) e enchidos, como chouriços e morcelas. Antes de serem cortadas em rodelas e pedaços pequenos, elas são cozidos em uma panela com água, que também leva ingredientes como cenoura, nabo, batata, couve, cebola e feijão. Alguns restaurantes aproveitam o caldo da receita para cozinhar o arroz branco que a acompanha no prato.
  • Crédito: Divulgação
    No Porto, boa parte dos restaurantes, bares e cafés oferecem ao menos uma opção de francesinha em seus cardápios. Histórias populares dão conta de que o prato foi criado por um português da cidade, que adaptou a receita francesa de croque-monsieur ao paladar do povo de seu país. Basicamente, a francesinha é composta por duas fatias de pão de forma, que são cobertas por queijo e recheadas com carne (de porco ou de vaca), linguiça, salsicha e mais queijo. O sanduíche ainda recebe um molho picante, que, segundo a crença popular, seria uma homenagem à beleza das mulheres da França. Atualmente, existem várias adaptações da francesinha, que pode ser servida sozinha, com batatas fritas, ovos fritos ou mariscos.
  • Crédito: Divulgação
    Mundialmente famoso, o queijo Serra da Estrela é produzido de forma artesanal na região montanhosa que o batiza. Preparado nos meses mais frios do ano, o queijo português é feito com leite de cabras que vivem soltas, no qual é adicionado flor de cardo e sal. Depois que as queijeiras terminam de manusear a peça, o item é armazenado por pelo menos um mês para o processo de maturação e cura - durante esse tempo, a peça é lavada várias vezes. O resultado é magnífico e pode ser encontrado em boa parte dos supermercados e restaurantes de Portugal.
  • Crédito: Divulgação
    As broas são sucesso em todos os cantos de Portugal. Servidas como aperitivos ou em pratos principais, elas podem ser preparadas de diferentes formas. A broa de milho, por exemplo, é muito consumida pelos portugueses e pode ser usada em receitas de bacalhau, transformando-se em uma crosta crocante e saborosa. Típica da região norte do país, a broa de avintes tem uma tonalidade escura e sabor agridoce. Normalmente, ela é feita com centeio e farinha de milho, mas alguns estabelecimentos adicionam um pouquinho de mel para garantir um tom mais adocicado. Na época de Natal, a doce broa castelar toma conta das prateleiras. Criada em Lisboa, a iguaria ousa com ingredientes como batata-doce, amêndoas e raspas de laranja.
  • Crédito: kaige on Foter.com / CC BY-ND
    Em 1837, os monges do Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, começaram a fabricar o pastel de nata, doce mais famoso de Portugal. O objetivo era vender a sobremesa em uma loja local e usar os lucros como forma de sustento, já que os conventos e mosteiros do país passavam por uma situação crítica após a Revolução Liberal de 1820. Até hoje, a Antiga Confeitaria de Belém, única a "ter como crédito" a receita secreta do tradicional pastel de Belém, acumula filas de clientes. Em todas as outras docerias e cafés ao redor do país, a iguaria é chamada de pastel de nata – ´c como a definição de origem do champanhe, que só pode ser chamado dessa forma caso seja produzido na região homônima na França. Assim como os pastéis de Belém (ou de nata), muitas outras sobremesas portuguesas levam gemas de ovos, como travesseiro de periquita, ovos moles, fios de ovos e brisa-do-lis. As receitas surgiram, principalmente, nas cozinhas de conventos. Segundo as histórias mais populares, as freiras usavam as claras para engomar roupas e aproveitavam as gemas para fazer doces.
  • Crédito: Divulgação
    Além de oferecer pratos de dar água na boca, Portugal manda bem quando o assunto é bebida. A mais conhecida entre os brasileiros é o licoroso vinho do Porto, produzido com uvas cultivadas na região do Vale do Douro. Seu nome, entretanto, faz referência à cidade de onde partiam as embarcações de exportação, responsáveis por popularizar a bebida em diversos países do mundo. Produzido em uma região específica que beira os rios Douro e Minho, o vinho verde é outra iguaria única do país. As uvas da região também podem ser usadas para fazer bagaceira de vinho verde, uma espécie de aguardente criada por meio da destilação do bagaço da uva. Quem visita terras lusitanas como Lisboa e Óbidos também não pode deixar de provar a ginjinha, bebida típica feita à base de ginja (fruta vermelha semelhante à cereja), açúcar, pau de canela e aguardente.